terça-feira, 5 de junho de 2007

Onde começa a genialidade?

Tenho por hábito pensar que o acto de criar não é fruto do acaso. Por vezes surge espontaneamente, mas quase sempre é fruto de um trabalho de pesquisa e/ou conhecimentos adquiridos ao longo dos tempos.
Vejamos, "3 blind mice", é uma musica de origem britânica (autor desconhecido) que faz parte do repertório do imaginário infantil. Em 1968 Claude François adaptou para uma divertida canção em lingua francesa. E agora ... ...vejam o video!

3 comentários:

jorge c. disse...

Esta questão surgiu já há algum tempo na blogosfera e tem vindo a ser discutida. Já houve uma entrevista polémica do RAP no DN.
Fez-se muito alarido à volta disto. O Herman durante anos recriou personagens de outros artistas como Monty Python ou Benny Hill e nunca ninguém ligou.
É perfeitamente natural que isto aconteça. O que se pode pôr em causa, que foi o que o Filinto fez, é não haver referência ao original em todo o genérico, inicial ou final.

GRaNel disse...

Aquando da apresentação do programa foi dito que o genérico era uma adaptação da "3blind mice". Só não colocaram depois no genérico porque, e uma vez que todos os arranjos e letra tinham sido feitos pelo Ramon Galarza, decidiram colocar o nome do Ramon. Não tendo a música direitos de autor, parece-me legitimo.

Cláudia N. disse...

Um dos cantores portugueses que mais discos vendeu até agora e que já tem 41 anos de carreira e cerca de 76 trabalhos discográficos é o Marco Paulo.Não é segredo para ninguém, mas pouca gente sabe que ele só agora vai gravar o seu primeiro disco só com originais também com com produção e arranjos de Ramon Galarza.
Acho que a maior parte das canções dele eram de origem da america latina. Por acsao sempre soube isso e não me choca nada. No mundo da música, e não só, é muito normal isso acontecer.
Os 4 rapazes tem o seu mérito, e isso está mais do que provado, e tem e facto muita piada, mas para escreverem aqueles textos, implica sem dúvida muito trabalho de pesquisa, mas isso é de louvar e não de criticar. Pegaram numa música do tempo dos meus pais e deram-lhe uma nova roupagem. Para nós a música pode ser estranha, mas para os meus pais fazia parte dos grandes exitos que ouviam na época, e não há mal nenhum nisso.
Como dizia o outro "Na natureza nada se cria e nada se perde, tudo se transforma".