sábado, 30 de setembro de 2006

Videoteca V

Às vezes as coisas sabem melhor quando são feitas em conjunto. Arrisco-me a dizer que 90% das vezes, quando partilhamos o nosso trabalho com os outros. Ora, ontem quando me encontrei com o Rui Vieira no nosso tasco falou-se de uma série de videos e falou-se então de Ornatos. Eu prontifiquei-me a escrever o post por esta ser uma banda que muito me diz.

Depois de um magnífico primeiro àlbum que surpreendeu o público português, dada a sua qualidade musical e lírica, os Ornatos Violeta voltavam 2 anos depois, em 1999, com um deslumbrante «O monstro precisa de amigos». Manel Cruz e companhia, disfarçados de bonequinhos (muito parecidos com o do msn messenger, por sinal) solitários apresentam, então, um disco com 13 deliciosas canções que se encaixam em todos nós. Um desses temas é este «Capitão Romance» que conta com a colaboração de Gordon Gano (Violent Femmes).

Lembro-me de ser míudo e ver aqueles desenhos animados romenos, de plasticina, e achar, por vezes, que eram bastante tristes. Quando vi este vídeo senti exactamente o mesmo. Num mundo onde muitas vezes nos sentimos assustados com a estupidez gigantesca, a única solução é tentar manter a nossa luz acesa. É um video muito bonito e acima de tudo é de uma banda portuguesa, provavelmente uma das melhores que alguma vez tivémos.
Com um especial agradecimento ao Rui Vieira, aqui fica a nossa sugestão desta semana: Ornatos Violeta e «Capitão Romance»

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domingo, 24 de setembro de 2006

VIDEOTECA IV

De volta aos anos 80, e após vários dias de hesitação, lá consegui decidir sobre a banda a destacar.
Após vários esforços de memória sobre a ida época de 80 (como diz um amigo , aqueles loucos tempos em que chegávamos a casa quase quase às 7 da tarde), escutei atentamente diversas sonoridades que me marcaram e fui parando em Manchester. Curiosamente, não me recordei do que seria óbvio, Joy Division. Stone Roses, Happy Mondays, New Order... e pronto, faltava Ian Curtis.
Foi exactamente no ínicio da década que o vocalista pôs fim à sua vida, mas deixando um legado imprescindivel para o chamado rock gotico. Depois dele veio os Echo & Bunnymen, Siouxsie & Banshees, The Cure e muitos outros como os recentes She wants revenge.
Joy Division faz parte obrigatória de um set musical revivalista, e como tal, não podia faltar aqui. Com a promessa de um dia voltar a Joy Division, fica a rodar no blog "Love Will Tear Us Apart".

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quinta-feira, 21 de setembro de 2006

"Romani ite ad domum"

Há muito, muito tempo numa terra chamada Belém nasceu um menino!
Ora este menino foi iluminado pelos céus, literalmente, diz-se que por uma estrela que até ele conduziu 3 reis magos...

"Veneramos-te ó Brian
Que és o Senhor de todos nós
Louvado sejas, ó Brian
E o Senhor, nosso Pai, Amen"

E o menino cresceu... E cresceu e cresceu e cresceu... Cresceu até ser crescido!
Cresceu na época dourada do domínio romano, graciosos invasores...
Na época em que ficar pedrado não era contra a lei, era a lei... Só que na altura chamavam-lhes mártires e não nomes feios... Tão bom que até serviria o próprio Jeová!

Brian começou a sua formação ouvindo as palavras dos outros profetas, como João Baptista (dizem, se calhar é boato), palavras sábias...

"... E a cabeça da besta será enorme e negra e os olhos serão vermelhos do sangue das criaturas vivas!
E a pêga da Babilónia cavalgará numa serpente de 3 cabeças!
E por toda a terra haverá um grande esfreganço de orgãos!..."

Mas chegou o dia em que os felizes seguidores da sua fé, crentes no paraíso, pedem as suas palavras e bençãos:

"Não precisam de me seguir!
Não precisam de seguir ninguém!
Têm que pensar pela vossa cabeça.
Vocês são todos indivíduos!
Vocês são todos diferentes!
Têm que resolver as coisas sozinhos."

Palavras sorvidas e seguidas com afinco pelas multidões que o acompanhavam e veneravam...

E a vida de Brian foi sendo feliz, entre os romanos e as raparigas, até ao dia em que o Pai (ou os romanos, os historiadores ainda não se decidiram) lhe deu a benção da cruxificação, ficou célebre neste episódio a expressão de Pôncio Pilatos "Atilem-no pol tela, pol favol!" entre outras em co-autoria com o seu companheiro Pilas Grandus...

Em êxtase e com todo o apoio da familia e amigos, até a Frente Popular Judaica terá sido solidária com a cruxificação. O convivio entre cruzes foi salutar e extremamente positivo, como relatam testemunhos da época...

Há coisas na vida que são más
E deixam-nos furiosos
Há outras que só nos fazem praguejar
Quando os ossos estalam
Não se queixem, assobiem
E isto vai tornar tudo mais facil

E... Vejam sempre o lado positivo da vida
Vejam sempre o lado leve da vida

Se a vida parecer muito podre
Há algo que se esqueceram
E isso é de rir e sorrir
E dançar e cantar
Quando estão em baixo
Não sejam patetas
Assobiem!
Isso é que conta

Vejam sempre o lado positivo da vida
Vejam sempre o lado certo da vida

Porque a vida é bastante absurda
E a morte é a ultima palavra
Devem sempre curvar-se
Esquecer os pecados
Sorrir com os dentes todos
Aproveitem, é a vossa ultima opurtunidade

Vejam sempre o lado positivo da morte

Antes do ultimo suspiro
A vida é uma merda
Quando pensar nisso
A vida é uma risada
E a morte uma piada
Tudo não passa de um show
Aproveitem enquanto podem
Lembrem-se são os ultimos a rir

Vejam sempre o lado positivo da vida
Vejam sempre o lado certo da vida
Vejam sempre o lado positivo da vida


Vá lá companheiros, animem-se!
Que têm a perder?
Vêm do nada...
Voltam ao nada...
Que perderam?
NADA!
Anima-te meu tolo!...

Always look on the bright side of life
Always look on the light side of life
Always look on the bright side of life
Always look on the right side of life


PS - A paixão desta semana é do Vieira que nos trouxe o filme "A vida de Brian" dos Monty Phyton...
Se quiserem saber mais perguntem-lhe que eu...
Always look on the bright side of life...
Fiu fiu fiuuuu fi fi fi fiu

terça-feira, 19 de setembro de 2006

PARA QUE SERVE UM MINISTÉRIO DA CULTURA?

Por António Pedro Vasconcelos
SOL 16-09-2006


A IDEIA de dar à Cultura a nobreza de um Ministério, durante o governo de Guterres, veio de França, de onde vêm normalmente estas ideias peregrinas. Quando De Gaulle voltou ao poder, em 58, decidiu criar a pasta para o seu amigo Malraux, que queria ser Ministro da Propaganda!
Mas a França tinha, nessa altura, uma cultura para exportar. Além de ser o berço de uma grande literatura, era, no século XX, um pays d’accueil de grandes pintores, músicos de jazz e escritores de todas as nacionalidades, o que justificava uma política cultural à Luís XIV. Em Portugal, onde os artistas foram muitas vezes perseguidos e várias gerações sacrificadas pela hostilidade dos costumes, não há uma tradição cultural sólida, reconhecida e popular. Dirme-ão que é precisamente por isso que se impõe a necessidade de um Ministério da Cultura. Permito-me discordar.

HÁ LARGOS anos que não há em Portugal um debate sério sobre o papel do Estado nas actividades culturais. Depois do 25 de Abril, os artistas, que viram, durante meio século, a sua actividade abafada por um regime provinciano e clerical, exigiram, por uma reacção natural, que o Estado os protegesse e apoiasse. Ora, essa exigência, feita em nome da independência da criação, acabou por se transformar numa forma paradoxal de dependência, uma vez que os artistas, normalmente rebeldes, acabaram por achar confortável anichar-se sob a asa dos governos e reclamar a sua fatia no bolo do orçamento.

COM A criação de um MC, a tentação de impor uma política do gosto instalou-se com naturalidade; e, em vez de agir sobre as condições de acesso aos bens culturais, o Estado passou a distribuir subsídios aos artistas, com o seu cortejo de iniquidades, favoritismo e jogo de influências.
Por outro lado, a existência de um MC agrava a tendência para confundir a política do Património com a das artes vivas, o que reforça a tentação de tutelar os artistas. Ora, se ninguém discute Camões ou Eça, já não cabe ao Estado decretar quem é melhor, nem decidir quem deve ou não deve ser apoiado: se Emanuel Nunes se Jorge Palma.
A política da cultura, num país inculto, não deve privilegiar o apoio directo aos criadores, mas sim a criação de condições para que eles encontrem um mercado para as suas obras. A prioridade não deve ser o subsídio aos artistas, mas a criação de públicos: o que nos falta são leitores, ouvintes e espectadores. E isso não é tarefa do MC, mas de outros dois Ministérios: o da Educação e o das Comunicações, que tutelam, respectivamente, esses dois instrumentos decisivos para a cultura de um país, que são as escolas e a televisão.

domingo, 17 de setembro de 2006

Rodrigo Leão com Rui Reininho em "Pásion"

De uma conversa no meio dos discos no Mercado Negro em Aveiro, o Vieira falou-me desta versão de "Pásion".
E como já é costume, saíu desafio, eu queria ouvir a música, o Vieira pôs no blog e eu escrevo o post.

Julgo ser a versão ao vivo na Aula Magna no disco com o mesmo nome.
Apesar de me ser difícil soltar da voz de Lula Pena, no "Alma Mater", tenho que admitir que o Rui Reininho se desenrasca muito bem...

Continuo a achar que esta é uma das obras primas do Rodrigo Leão.
Ouçam e desfrutem...

sexta-feira, 15 de setembro de 2006

Relatos de um Pinguim errante

O técnico, de chave de fendas em riste, no alto de um escadote a mexer na asa do avião e a chamar um primeiro colega e ainda um segundo, enquanto no interior do avião lhe informavam do atraso na descolagem, não lhe aliviava a preocupação.
De qualquer modo, lá o gigante começou a rolar sobre o asfalto, e a contagem começou... 1,2,3,4...178, 179, 180... ufa! Estava vencido o receio, afinal de contas, os primeiros 3 minutos é que são perigosos nas viagens de avião. Pensamento que reconforta, pelo menos até sentir a ligeira pressão do avião a fazer-se à pista para a aterragem.

Assim foram as primeiras impressões que o nosso pinguim errante nos relatou sobre as suas viagens de verão.
Muitas foram as fotos que circularam e as estórias com que o Rui Spranger nos brindou. Seria impossivel aqui enumerar todas, mas tentarei abordar pelo menos algumas.

Da Polónia que o Rui narrou nos seus diários de viagem aqui publicados em Junho, foi seguindo viagem e apontando as suas impressões num caderno onde escrevia para nós. De destino a Toulouse, decidiu sair do avião em Milão e de lá apanhar o comboio para Toulouse. Tarefa que seria fácil, caso os atrasos nas ligações não surgissem. Como assim sucedeu, surgiu um passeio até Genebra, atravessando os Alpes, seguindo depois pelo caminho menos acertado possivel no Norte da França até que finalmente desceu em direcção à Costa e à festa da Luana. Notas do Rui sobre a viagem que retive: um itinerário muito bonito até aos Alpes, uma Argentina voluptuosa que teve a desfaçatez de não fazer o percurso até ao fim e ... 19 horas de viagem.

Chegado a França, foi tempo de reviver tempos passados. Em Paris assistiu ao cinema ao ar livre no Parc de la Villette, onde recordou Birdie de Alan Parker. Teve ainda tempo para ser surpreendido por um enorme falcão, de nome AIR FORCE 1, onde terá lamentado não dispor de uma fisga. Como o Rui não se prolongou muito sobre a sua estadia em Paris, sou levado a crer que Paris continua a ser cidade do Amor e para ser belo convém guardar segredo.

Agora a viagem seguiu rumo à Estónia, com visitas aos seus países vizinhos. (Como a caneta estava sempre a falhar, tenho apontado alguns destinos que nem eu próprio decifro). Mas na Estónia estaria guardada a sua melhor experiência. Uma viagem pelo encarpado Mar Báltico levou-o à Ilha de Nassairi (?) como clandestino. Esta ilha que também é conhecida pela ilha das mulheres foi uma antiga base soviética e conta com um vasta lista de recenseamento composta por 1 habitante. Soubemos que existia um outro, falecido pouco antes. Contou-nos o Rui, que após chegada à Ilha, providenciou regresso num iate comandado pelo único Estónio que já deu a volta ao Mundo de veleiro. Pousadas as provisões (parcas) num Hostal, que se encontrava em recuperação, iniciou a exploração da ilha, encontrando um antigo depósito militar e distraindo-se no tempo, perdendo assim o jantar. Como a fome e a sede apertava, obteve a preciosa informação que a 300 metros do Hostal, existiria um Bar. (Julgo que aqui termina a experiência do Rui e começa uma cena que ele terá visto num filme do Kusturika).
O Bar de grande animação reunia os trabalhadores das obras do Hostal e alguns habitués, como o providencial comandante que lhes garantira o regresso, e algumas mulheres com quem todos dançavam. A bebida era o elixir da noite, e só depois de uma demonstração de virilidade, é que o Rui foi libertado da obrigação de acompanhar cada rodada. No meio da alegria, ficou a saber que a ilha dispunha de um comboio. E com uma grande particularidade. Não tinha horário de funcionamento. Telefonava-se ao maquinista e lá vinha ele numa velha locomotiva, pronto a largar os seus viajantes ao longo dos extensos 1500 metros que compunha a via. De cabeça atordoada e cara inchada pelos mosquitos lá foi feita a despedida da Ilha das Mulheres, com a promessa, não cumprida, de regressar para a cerimónia de deposição das cinzas do saudoso co-habitante da ilha.

A noite já ia avançada, os relatos minguaram enquanto os olhos se distraiam pela muitas fotos que o Rui trouxe. Como souvenir, suponho! ... A não ser que o souvenir fosse as 2 polacas que entretanto chegaram ;)


Nota final: Perfeccionista como sempre, o Rui estava preocupado pelo modo como decorreu a sua sessão. Eu faço apenas um comentário: mesmo cansado, tu brilhas amigo!

quinta-feira, 14 de setembro de 2006

Rui Rio e o cinema

Que o Sr Rui Rio tem dificuldade em lidar com a divergência de opiniões já todos sabiamos, mas parece que continua a esforçar-se por nos surpreender...

No acordo entre algumas produtoras de cinema e a câmara do Porto foi incluida a seguinte cláusula:

"abster-se de, publicamente, expressar afirmações que ponham em causa o bom nome e imagem do Município do Porto, enquanto entidade apoiante da longa-metragem, e não dar uma imagem negativa da cidade"

A verdade é que os produtores, a trabalhar neste momento na cidade, não foram vítimas de qualquer limitação por parte da câmara, a cláusula contratual não terá efeitos práticos, poderá apenas ser usada no futuro para ressarcimento financeiro pelo apoio prestado.

Parece que o clima de intimidação criado pela CMP para com todos quantos possam representar "perigos" ao poder do Sr Rui Rio continua...

Podem saber mais clicando aqui


terça-feira, 12 de setembro de 2006

A Terça passada

“Um espaço de partilha de paixões”. Numa noite em que só houve farpas, foi a frase que melhor retive da noite. Usada para recordar paixões passadas mas também para alimentar sessões futuras.
O Jorge falava-nos em reentré, e que boa reentré tivemos. Bem concorrida, embora se notasse a ausência de muitos, o reencontro foi fluindo com animadíssimas farpas, onde a concordância entre os presentes marcava moda. Adivinha-se a entrada de novos elementos do clube porque as muitas novas visitas que recebemos pareceram animadas e com muitas paixões para partilhar. Falou-se também em desistências, mas como um Pinguim é sempre um Pinguim, só motivos de força maior manterão alguém muito tempo longe das portas do Clube.
Esta semana já está garantido o apresentador. O Rui Spranger, finalmente regressado das suas viagens, vai-nos presentear com uma sua paixão. E as farpas vão lá estar novamente. Muitas linguas estiveram afiadas na ultima sessão, e viperinas como são trazem seguramente novas questões fracturantes para discussão.
A reentré foi feita, e seguramente que este ano vai ser ainda melhor que os anteriores, ou a alegria que se sentiu não fosse contagiante!

segunda-feira, 11 de setembro de 2006

VIDEOTECA III


Esta semana trago Anja Garbarek. Com cara e voz de anjo, esta norueguesa é portadora de uma voz lindissima.
O tema a rodar "Last trick", cativou-me essencialmente pelo vídeo. Embora já conhecesse a música há algum tempo, só agora conheci o video. No entanto (talvez sugestionado pelo site oficial http://www.anjagarbarek.com.com ), sempre o imaginei tal qual um conto de fadas. E como correspondeu às minhas expectativas, espero que também corresponda às vossas!

Ver vídeo

Galloway na Skynews

Entrevista à cadeia de televisão Sky News ao deputado do Parlamento Britânico George Galloway, com legendas em Espanhol.




domingo, 10 de setembro de 2006

imaginem só

"Borboletário único na Europa pode ser hoje visitado
10.09.2006 - 11h14 Francisco Neves

Farrapos de cor voam sobre as flores ou fincam-nos caules de plantas. (...)
Os farrapos são algumas das borboletas comuns em Portugal e o recinto ajardinado é o borboletário que dá pelo nome de Lagartagis, o único do género na Europa, um local onde se procura manter a "primavera permanente" (...).

"Queremos que as pessoas venham aqui, sentar-se um bocado, a ver dez espécies das borboletas que há em Portugal. Das que podem ver em casa, mas que aqui podem ser fotografadas ou vir à mão. (...)"

No centro do borboletário um lago e, sobretudo, as flores de uma budleia atraem os pequenos seres. Ao fundo será montado um laboratório, igualmente visitável, onde haverá uma montra de lagartas e equipado com um sistema de climatização para que mesmo no Inverno se mantenha aqui uma Primavera artificial (...).

As estufas de criação de borboletas tropicais para museus são relativamente frequentes, mas não há na Europa nenhum borboletário de utilização pública. "Pela sua beleza, as borboletas são um bom ponto de partida para a educação ambiental, que é um dos objectivos deste projecto. (...)

As borboletas apresentam uma grande variedade, e exuberância, nos trópicos, enquanto na Europa são mais frequentes na sua franja meridional (Grécia, Itália, França, Espanha, Portugal). É um campo em que Portugal não se pode considerar pobre: tem 135 espécies, enquanto em Inglaterra, onde são muito apreciadas e estudadas, se contabilizam 60. Na Península Ibérica há pouco mais de 280 espécies.

O Lagartagis, que é inaugurado a 11 de Novembro, teve o apoio do Programa Operacional da Ciência e Tecnologia e conseguiu um mecenas que usa a borboleta como um dos seus símbolos, a indústria de polímeros Selenis. "Mas precisamos de arranjar mais patrocínios. O financiamento do Estado serviu para montar o borboletário mas vai ser preciso ajuda para manter agora a sua gestão corrente. (...)".

retirado da edição do Público Online

sábado, 9 de setembro de 2006

Copo de Água

Ontem perguntaram-me:

- O que achas de o copo de água ser pago nos cafés?

Surpresa... Resposta:

- Estupido, ridiculo... Para além da falta de educação, desumano...

Entramos num café... No vidro, frente aos bolos, croissants e lanches:

"COPO DE ÁGUA DA TORNEIRA 20 cent"

Além da revolta normal, isto deu-me muito que pensar sobre vários assuntos.
Lembrei-me dos preços exorbitantes que se pedem por uma garrafa de água em dias de calor em festas, feiras e romarias neste nosso país...
"Um copo de água não se recusa a ninguém", ensinaram-me os meus pais, na sua humildade de gente simples mas honesta.

Fazendo de advogado do diabo, a água representa uma despesa para os estabelecimentos comerciais, servir um copo de água é uma tarefa acrescida a um empregado e imaginem que entram num café e apenas pedem um copo de água...
Há que pagar o serviço, quando alguém se juntar numa mesa de amigos e responde ao empregado "Não quero nada, obrigado" deveria, também, pagar uma taxa pela utilização do espaço, por se sentar nas cadeiras e até pelo ar que respira!

Pois, há quem se atreva a cobrar 5 € por uma garrafa de litro e meio de água porque há muita gente a passar à porta com sede, é uma boa forma de ganhar dinheiro rápido, há quem se atreva a cobrar 20 cêntimos por um copo de águinha del cano...

Prefiro não me alongar, nem arrastar para outras considerações...
Se um dia tiver filhos vou ensinar-lhes que um copo de água não se recusa a ninguém!

quarta-feira, 6 de setembro de 2006

Videoteca II

Confesso que ao pesquisar para a VIDEOTECA, sinto-me como uma criança numa loja de brinquedos. Para onde quer que olhe, tudo é lindo, fantástico...e claro, tudo quero.
Hoje, por exemplo comecei em Lloyd Cole que vai lançar brevemente um album de originais, circulei por Killing Joke, The Church, The Sound, Lou Reed até que de repente deparo com David Bowie.
Visionei um, dois, três , mais de uma dezena de videos ate que parei neste. Em 1970, recebe o prémio originalidade do "Ivor Novello Awards ". Vá-se lá saber porquê...

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sábado, 2 de setembro de 2006

Rentrée

Portuguesas e Portugueses,

Como o mundo não pára, nós também não! Não pensem que vamos ficar em casa às Terças-Feiras à noite a ver as Desperate Housewives ou o Lost. Não, nós não! Connosco tudo será diferente. Há outra côr para este país, e é essa côr que nós temos para dar. E é com as nossas paixões que vamos assumir esse compromisso.
Por isso começamos já esta Terça-Feira, sem tabus, sem dogmas! E não haverá sessão até que por força democrática se decida quem será esse herói que nos irá salvar destas trevas. Mais que uma rentrée uma revolução.
Contamos com todos para a reunião do Comité Central do Clube dos Pinguins.

Terça-Feira, 5 de Setembro, 22h30.