Uma aventura... gráfica...
Seria mais uma história da Isabel Alçada... mas estariam todos redondamente enganados. O nosso ilustre e magnânime Hugo Pereira resolveu despir (salvo seja) a pele de homem e encarnar as suas ilustres recordações de menino. Seria por demais pensar que estaríamos perante uma paixão tão estranha, mas o menino Hugo viria a fazer-nos entender o verdadeiro significado de uma aventura gráfica. Recordo perfeitamente o sorriso rasgado que o Huguinho esboçava enquanto ainda estava no segundo ditongo da palavra “aventura”... mal o som da palavra “gráfica” tinha começado a sair da sua boca, e notava-se claramente que a expressão o fazia arrepiar de alto a baixo e lhe transmitia uma paz interior vinda de um qualquer corpo celestial.
Pois bem... percebemos logo à partida que o mundo das aventuras gráficas não será para qualquer um... para além de dedicação e “paletes” de paciência, digamos que este tipo de jogos de computador baseados em acções elevam qualquer Super Mario Bros a um patamar em que o dito Mário passa de mero “Homem-cabeçadas” a “Homem Gabriel-o Pensador”. Por certo, falo por mim, que ainda tive a oportunidade de experimentar este tipo de diversão enquanto atingia os meus vinte e poucos anos. E digamos... não tinha muita paciência para a coisa. Ou melhor, paciência tinha... mas com duração limitada. Ainda assim, todos nós acompanhámos a viagem do menino Hugo ao Portugal dos pequeninos das aventuras gráficas.
Começámos, então, por ser apresentados ao Leisure Suit Larry. Bem... não foi logo logo, já que houve algumas dificuldades iniciais (o Hugo não levou o jogo com o crack, o entendido...). Lá conseguimos entrar, com muito esforço, quiçá só à 5ª tentativa (tenho ideia que estávamos um tanto ou quanto desactualizados em relação a questões sobre os EUA do início dos anos 90). Conseguimos entrar e o Hugo levou-nos (como quem diz, o Larry) logo para um bar, onde andámos a falar com barman's, a ser insultados por gajas pernilongas ao balcão, a ler paredes, etc. Não acabou muito bem, já que depois de termos tido sorte com uma menina da noite chegámos à rua e morremos logo fulminados com uma doença venérea. E foi esta a nossa experiência com o simpático/tarado Larry.
A seguir o Hugo mostrou-nos outro “deslumbrante” jogo, o Monkey Island. Deu-nos a ver as duas versões, a antiga (rudimentar e mais emocionante, segundo o expert) e a recente (mais definida e com outra roupagem). Andámos por lá a falar com piratas, papagaios, gente boa e gente má, a apanhar objectos, fechar e abrir portas, and soi on and soi on and soi on.
Falou também do Space Quest, mas quem quiser saber coisas pode recorrer ao link http://pt.wikipedia.org/wiki/Space_Quest#Space_Quest_6:_The_Spinal_Frontier ... Vou ser sincera, de pouco me lembro...
Apesar da sessão poder ter entorpecido alguns dos presentes, gostaria apenas de fazer um pequeno apontamento face ao dinamismo imprimido pelo Huguinho e ao entusiasmo demonstrado por aquele menino que revivia todos os pequenos momentos.
Há, assim, que pensar que não há razão para ter vergonha das nossas paixões e, acima de tudo,... o tempo não as mata... apenas lhes conta uma histórinha, adormecendo-as no leito das nossas memórias.
E eis o meu primeiro post...
Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2012
Sexta-feira, 20 de Janeiro de 2012
Musicais...
Sim
musicais, este foi o tema trazido pela Olga à cave do clube.
Durante
a sessão, a pinguim Olga foi apresentando os sons e as danças que a marcaram, e
pelas quais ela tem um carinho especial.
Levou-nos
numa viagem cheia de som, glamour, sedução, burlesco, dança e paixão que nos
deixou arrebatados pelo espectáculo de luzes, cor e vida.
Ao
longo da sessão fomos viajando no tempo, desde My Fair Lady, passando pelas
garras iconicamente modernas dos musicais, que é o Cats até à sensualidade mais
recente que é o NINE.
Em
acordes de misturas visuais e sonoras, Olga fala-nos de forma visual da sua
paixão, transmitindo este seu carinho sonoro através das imagens imortalizadas
pelo cinema, como é o caso de The Producers e através de gravações feitas para serem espalhadas pelas
casas do público que não teve o prazer de ver o Cats ao vivo, como é o exemplo
da versão DVD deste espectáculo da Broadway.
Para
alem de muitos outros exemplos...
Com
muita pena minha, é humanamente impossível transmitir a beleza da sessão da
Olga, visto que não vos posso levar em passos de dança até à cave pinguinica,
porém vou tentar...
Façam
este exercício...
Parem
de ler este post, e vão até ao YouTube e procurem a música Moulin Rouge - El Tango de Roxanne do filme Moulin Rougue e
arrastem a timeline até ao 1º minuto e ouçam até ao inicio das palavras da narrativas
personagem boémia...
-Eu
disse para pararem de ler (nota do postador)... Vá procurem...
Pronto,
pronto... aqui está o link
Ora,
ainda bem que estamos entendidos.... podemos continuar.
Agora
façam Play e leiam o que vou escrever. ( não se esqueçam de levar até ao 1º
minuto, e ouvir até ao inicio das palavras da personagem boémia... e sintam).
Quem
e capaz de dizer que não gosta de Musicais?
Quem
é capaz de não sentir as palavras boémias do narrador?
Quem
fica indiferente à dor sentida pelas personagens?
Quem
nunca sentiu a raiva das palavras do narrador?
Quem
nunca olhou para algo tão belo e ficou sem palavras?
Quem
nunca teve um desafio que sentiu não ser capaz de superar ou vencer?
Quem
nunca desejou sentir uma verdadeira e única história de desejo?
Quem
nunca lutou por algo?
Quem
nunca amou?
E
por fim....
Quem
nunca sofreu por amar...?
Estes
são os ingredientes dos musicais.
Esse
género de espectáculo que nos arrepia, que nos deixa a sorrir ou a chorar, a sentir
raiva, paixão, amor, loucura, humildade, entre muitos outros sentimentos.
Sim
adoro musicais, por isso isto tudo e sinto-me um privilegiado em escrever este
post, que na sua essência mais humilde, demorada e humana, tem a vontade (alem de
servir de narrativa para a brilhante sessão da Olga) transmitir o que se viveu
na cave pois aquela noite foi alimentado pelo som, vida, glamour, sedução,
burlesco, dança, paixão, luz, cor, e tudo o resto que todas as paixões devem
transmitir...
Afinal
é para isso que elas servem... para dar algo de musical à nossa vida.
Quinta-feira, 12 de Janeiro de 2012
EROTISMO
Sim erotismo, esta foi a sessão apresentada pela Hugo.
Mas afinal o que é o Erotismo? Todos temos uma opinião, uns de forma construída pela experiencia, outros pela parte sensorial, outros pela repressão social ou outro género de repressões e outros pensam ter uma opinião...
Mas lá está “cada cabeça sua sentença”.
Dai resolvi colocar aqui a definição que vêm na wikipedia (ia por a que vinha no dicionário, mas era pequena a definição)
Erotismo - Erotismo é o conjunto de expressões culturais e artísticas humanas referentes ao sexo. A palavra provém do latim ‘eroticus’ e este do grego ‘erotikós’, que se referia ao amor sensual e à poesia de amor.
A palavra grega deriva-se do nome de Eros, o deus grego do amor, Cupido para os romanos, que com suas flechas unia corações, significando hoje amor, paixão, desejo intenso.
Feita a apresentação do significado wikipediano do assunto, vamos directamente para a sessão.
Na sua apresentação do tema, o Hugo resolve trazer um dos maiores icones eroticos de todos os tempos, o filme Emmanuelle.
Tal como fiz para a palavra erotismo, vou fazer o mesmo para o filme.
Emmanuelle - A personagem apareceu pela primeira vez no filme Io, Emmanuelle em 1969 e era interpretada por Erika Blanc. Ela foi recriada mais tarde em 1974 no filme Emmanuelle e era interpretada pela neerlandesa Sylvia Kristel, provavelmente a actriz mais famosa pelo papel. O filme ultrapassou as barreiras do que era aceitável em filmes na época, com suas cenas de sexo, vioação, masturbação, mile high club (sexo em aviões) e uma cena onde uma dançarina fuma um cigarro com sua vagina usando técnicas de pompoarismo. Diferentemente de outros filmes que tentavam evitar uma classificação adulta do MPAA, o primeiro filme de Emmanuelle abraçou o gênero e tornou-se um grande sucesso internacional. O filme é, até hoje, um dos mais bem-sucedidos filmes franceses.
Para finalizar, devo dizer que de facto adorei rever o filme, como já não o via ha muitos anos, foi realmente muito bom voltar a ver um dos filmes que mais marcou a historia do cinema.
Quarta-feira, 28 de Dezembro de 2011
O post que se viu grego para sair...
Já foi em 2010 e muitos não se lembrarão sequer da fantástica sessão da Olga, sobre a Grécia Antiga, a primeira paixão apresentada por esta "pinguina". :D
Foi uma sessão cuidadosamente preparada, com direito a um teste final aos conhecimentos adquiridos e correspondente prémio (uma coroa de louros) ao vencedor com mais respostas certas. E foram bastantes os pinguins que assistiram à breve história da mitologia grega, à passagem pelos principais pensadores / filósofos gregos e até à evolução arquitectónica da Grécia, com exemplos de vários monumentos famosos.
Para relembrar e porque seria uma pena uma apresentação destas ficar na "gaveta", aqui vai:
Foi uma sessão cuidadosamente preparada, com direito a um teste final aos conhecimentos adquiridos e correspondente prémio (uma coroa de louros) ao vencedor com mais respostas certas. E foram bastantes os pinguins que assistiram à breve história da mitologia grega, à passagem pelos principais pensadores / filósofos gregos e até à evolução arquitectónica da Grécia, com exemplos de vários monumentos famosos.
Para relembrar e porque seria uma pena uma apresentação destas ficar na "gaveta", aqui vai:
Domingo, 11 de Dezembro de 2011
Pinguins Electrónicos
E se a música electrónica não for apenas aquela música que se ouve nos festivais underground, sob o efeito de substâncias que vão muito para além da cafeína?
E se a música electrónica tiver mais anos que todos os pinguins?
O André, amante da música electrónica e da cafeína, electrizou os pinguins numa destas quintas-feiras.
A saber:
No ano de 1897, surgia o Telarmónio, provavelmente o tetra-avô da guitarra eléctrica!!
O Teremim (sim, aquele aparelhómetro parecido com uma antena automóvel que produz música sem que lhe cheguem a tocar!!) data de 1920!!
Lembram-se de “Tomorow Never Knows” dos Beatles? Pois… Electrónica!
“Welcome to The Machine” dos Pink Floyd? Música electrónica em 1975!!!
E quem se lembra de “Stayin’Alive” dos Bee Gees?
O André ensinou-me que a música electrónica tem muito que se lhe diga, que se divide em estilos e épocas que se cruzam: Disco, Dub, New Wave! Eurodisco, Chicago House, Europop (quem se lembra do odioso “The Rythm of the Night” dos Corona?)
Para quem não assistiu à sessão, muito bem preparada, como todas as sessões do André, sugiro a consulta do Power Point aqui em baixo, que o anfitrião da noite fez o favor de disponibilizar ( não se esqueçam de clicar nos links a azul!)
Música Electrónica
E fica mais um conselho: abram já a página do You Tube, porque vão sentir uma súbita vontade de ouvir música electrónica!!
E se a música electrónica tiver mais anos que todos os pinguins?
O André, amante da música electrónica e da cafeína, electrizou os pinguins numa destas quintas-feiras.
A saber:
No ano de 1897, surgia o Telarmónio, provavelmente o tetra-avô da guitarra eléctrica!!
O Teremim (sim, aquele aparelhómetro parecido com uma antena automóvel que produz música sem que lhe cheguem a tocar!!) data de 1920!!
Lembram-se de “Tomorow Never Knows” dos Beatles? Pois… Electrónica!
“Welcome to The Machine” dos Pink Floyd? Música electrónica em 1975!!!
E quem se lembra de “Stayin’Alive” dos Bee Gees?
O André ensinou-me que a música electrónica tem muito que se lhe diga, que se divide em estilos e épocas que se cruzam: Disco, Dub, New Wave! Eurodisco, Chicago House, Europop (quem se lembra do odioso “The Rythm of the Night” dos Corona?)
Para quem não assistiu à sessão, muito bem preparada, como todas as sessões do André, sugiro a consulta do Power Point aqui em baixo, que o anfitrião da noite fez o favor de disponibilizar ( não se esqueçam de clicar nos links a azul!)
Música Electrónica
E fica mais um conselho: abram já a página do You Tube, porque vão sentir uma súbita vontade de ouvir música electrónica!!
Sexta-feira, 2 de Dezembro de 2011
Da revista popular ao urbano depressivo. Da vara à vareta. Da saída até ao onírico. Uma fusão ou algo que já seria natural? Um eterna procura ou uma obsessão??
“Eu sei, é preciso esquecer
desenterrar os nossos mortos e voltar a enterra-los,
os nossos mortos anseiam por morrer
e só a nossa dor pode matá-los.” […]
M. A. Pina
Aqui estou eu sentado na sala a pensar como escrever o resumo da sessão que o Hugo Valter apresentou ontem.
Durante estes anos procurei sempre fugir a escrever sobre paixões partilhadas porque dificilmente haverá distanciação. Neste caso, não pode haver distanciação nem interessa. Neste caso, não havia como fugir ao post.
Hoje acordei melancólico. Não é o melhor estado para escrever um resumo. Tanto, que ando aqui às voltas e ainda não cheguei sequer a dizer sobre o que foi. Porque sem vontade, há lágrimas livres a banhar-me as faces.
Eu sei, é necessário fazer um esforço. Isto é um resumo e o Hugo apresentou uma sessão extraordinária. Não só pela paixão em si, mas pela excelente preparação e apresentação.
E não foi só uma paixão, foi ao mesmo tempo uma tão sentida e legítima homenagem a um dos maiores criadores que este país conheceu.
João Paulo Seara Cardoso (1956-2010)
Estávamos poucos, muito poucos para o cuidado da preparação e para a qualidade da apresentação do Hugo. É o único dado negativo da sessão.
Para além da curiosidade natural de quem não conhecia a obra do João Paulo Seara Cardoso, creio que o Tó, o Filipe e eu fizemos uma viagem pelo nosso passado (como Hugo fez também ao preparar e apresentar a sessão). Os espectáculos do Teatro de Marionetas faziam parte do nosso quotidiano. Cada estreia era um acontecimento feliz, esperado com ansiedade e cada espectáculo trazia emoções, histórias e permanecia na memória. Por isto, o powerpoint preparado pelo Hugo termina com uma questão: Teatro de Marionetas do Porto, e agora???
Agora esperamos (como o Filipe bem o disse) que com o tempo o Teatro de Marionetas do Porto se reencontre e, digo eu, refloresça radiante para bem de todos nós.
Apesar de toda a nostalgia, fica como nota extra que depois da sessão, o Hugo, o Filipe, o Nuno e eu ficámos na cave a recordar, a conversar e a discutir até perto das 4h da manhã. E assim tão naturalmente celebrámos a AMIZADE!
Obrigado João Paulo!
Obrigado Hugo!
Quinta-feira, 1 de Dezembro de 2011
Lisbela e o Prisioneiro
Há umas semanas atrás a Xanoca apresentou-nos o filme “Lisbela
e o Prisioneiro”, apresentando como sua paixão o cinema Brasileiro. (Eu atrever-me-ia
a dizer que a sua paixão era o cinema novela mas corria o risco de ser mal
interpretado e por isso não digo nada…)
O filme, realizado por Guel Arraes que ganhou alguns prémios no Brasil, conta a história de Lisbela (Débora Falabella), uma jovem sonhadora que adora ir ao cinema e vive na esperança de encontrar o “homem certo” e de Leléu (Selton Mello) um saltimbanco que anda de cidade em cidade a vender os seus produtos, apresentando pequenos números de ilusionismo e a seduzir as mulheres locais. Um burlão!
O filme, realizado por Guel Arraes que ganhou alguns prémios no Brasil, conta a história de Lisbela (Débora Falabella), uma jovem sonhadora que adora ir ao cinema e vive na esperança de encontrar o “homem certo” e de Leléu (Selton Mello) um saltimbanco que anda de cidade em cidade a vender os seus produtos, apresentando pequenos números de ilusionismo e a seduzir as mulheres locais. Um burlão!
Leléu envolve-se com Inaura (Virginia Cavendish), uma mulher
sexy e atraente que tem um pequeno defeito: é casada com o homem mais temido da
cidade, Frederico Evandro (Marco
Nanini), um matador profissional, que Leléu só conhece de nome. Quando
Frederico Evandro descobre a sua mulher o anda a trair resolve partir em busca
de Leléu que, entretanto, tinha fugido para uma pequena vila.
Nessa vila Leléu apaixona-se imediatamente por Lisbela, filha do Tenente Guedes (André Mattos) e noiva de Douglas (Bruno Garcia). Ora Lisbela sente também uma atração imediata por Leléu. A confusão está montada!
No meio de tantas tropelias, Leléu e Frederico Evandro tornam-se amigos, sem se aperceberem de quem é quem e que afinal são inimigos de morte. Mas quando toda a mascarada é desfeita e todos os enganos corrigidos, começa a tensão final para saber quem mata quem e quem fica com quem. Neste momento o filme é contado através de uma série de flashbacks em que cada um vai alterando o rumo da história criando um série de twists no argumento.
E é precisamente nesta altura que o CD (sim, o filme estava a ser projectado através de um CD) resolve encravar. Não só encravar como a recusar-se firmemente a passar aquela parte do filme. (Devia ser um CD humanitário, a favor dos direitos dos homens e contra qualquer tipo de crimes ou mortes, enfim…) Após várias tentativas e esforços, sem falar que se passou cerca de 30 minutos nesta brincadeira, lá se conseguiu ver (aos pedaços) a cena que já de si era aos pedaços. Sim… Foi um pouco confuso mas, a Xanoca foi-nos relatando calma e explicitamente tudo o que se passava e as trocas que ia havendo no argumento. O CD foi simpático o suficiente para nos deixar ver o final do filme (já depois do sangue ter rolado, claro…).
A sessão acabou por se tornar bastante divertida com muita galhofa no meio, principalmente nas paragens do CD que davam sempre origem a novas piadas. A Xanoca fez uma boa apresentação e defendeu-se bem quando o CD resolveu resmungar. Acho que todos nós percebemos a parte final do filme graças a esse esforço.
Os meus parabéns à Xanoca, quer pela apresentação, quer pela escolha do filme.
Nessa vila Leléu apaixona-se imediatamente por Lisbela, filha do Tenente Guedes (André Mattos) e noiva de Douglas (Bruno Garcia). Ora Lisbela sente também uma atração imediata por Leléu. A confusão está montada!
No meio de tantas tropelias, Leléu e Frederico Evandro tornam-se amigos, sem se aperceberem de quem é quem e que afinal são inimigos de morte. Mas quando toda a mascarada é desfeita e todos os enganos corrigidos, começa a tensão final para saber quem mata quem e quem fica com quem. Neste momento o filme é contado através de uma série de flashbacks em que cada um vai alterando o rumo da história criando um série de twists no argumento.
E é precisamente nesta altura que o CD (sim, o filme estava a ser projectado através de um CD) resolve encravar. Não só encravar como a recusar-se firmemente a passar aquela parte do filme. (Devia ser um CD humanitário, a favor dos direitos dos homens e contra qualquer tipo de crimes ou mortes, enfim…) Após várias tentativas e esforços, sem falar que se passou cerca de 30 minutos nesta brincadeira, lá se conseguiu ver (aos pedaços) a cena que já de si era aos pedaços. Sim… Foi um pouco confuso mas, a Xanoca foi-nos relatando calma e explicitamente tudo o que se passava e as trocas que ia havendo no argumento. O CD foi simpático o suficiente para nos deixar ver o final do filme (já depois do sangue ter rolado, claro…).
A sessão acabou por se tornar bastante divertida com muita galhofa no meio, principalmente nas paragens do CD que davam sempre origem a novas piadas. A Xanoca fez uma boa apresentação e defendeu-se bem quando o CD resolveu resmungar. Acho que todos nós percebemos a parte final do filme graças a esse esforço.
Os meus parabéns à Xanoca, quer pela apresentação, quer pela escolha do filme.
Quinta-feira, 24 de Novembro de 2011
The Primacy of Consciousness
Este será provavelmente um dos resumos de sessão mais curtos que escrevi. Não porque a sessão tenha sido desinteressante, muito pelo contrário. Foi uma das últimas sessões que eu mais gostei. Isto porque a paixão trazida pelo Vasco, a primeira que eu vi deste pinguim, me trouxe mais conhecimento, me pôs a pensar e a questionar. Saí dessa sessão (já não me lembro da data, mas tenho a certeza que o Hugo se encarregará de a assinalar) mais rico e por isso agradeço ao Vasco.
O resumo é curto porque a conferência a que assistimos (em condições previlegiadas, graças ao projector video e à qualidade do som) está disponível no youtube e a biografia e demais informações sobre Peter Russel estão também disponíveis na sua página de internet.
Quem não pôde estar presente pode assim deleitar-se a ver basicamente aquilo que foi a sessão, embora sem a companhia agradável de todos os outros pinguins.
O resumo é curto porque a conferência a que assistimos (em condições previlegiadas, graças ao projector video e à qualidade do som) está disponível no youtube e a biografia e demais informações sobre Peter Russel estão também disponíveis na sua página de internet.
Quem não pôde estar presente pode assim deleitar-se a ver basicamente aquilo que foi a sessão, embora sem a companhia agradável de todos os outros pinguins.
Quinta-feira, 17 de Novembro de 2011
A "biografia boémia" de Serge Gainsbourg
AVISO: Por conflitos de interesse, o Rui trocou comigo o post sobre esta sessão.
No passado dia 29 de Setembro, a Mónica trouxe uma paixão partilhada com o Rui, mas que nasceu em circunstâncias e datas diferentes.
Serge Gainsbourg é uma paixão de longa data do Rui e que até já tinha apresentado uma sessão sobre ele ("EKMA e Serge Gainsbourg"). Uma vez que o Rui morou durante algum tempo em França, muita da sua cultura musical provém desse país, onde Serge Gainsbourg foi um dos maiores ícones.
A paixão da Mónica por este músico francês surge mais tarde, através do filme "Gainsbourg - Vida Heróica", de 2010, onde é retratada a vida polémica de Serge Gainsbourg, durante os seus anos de sucesso, célebre também pelos inúmeros casos com conhecidas actrizes e cantoras (Brigitte Bardot, Juliette Gréco, France Gall, Jane Birkin, Catherine Deneuve, etc).
O filme, realizado por Joann Sfar, foca apenas uma parte da vida de Serge Gainsbourg, mostrando-o como um viciado em cigarros, álcool, mulheres e músicas com temas polémicos. E por esta razão, o Rui disse não considerar o filme uma verdadeira biografia da vida do músico, mas sim uma visão pessoal do realizador, que de facto afirma no final:
"J'aime trop Gainsbourg pour le ramener au réel. Ce ne sont pas les vérités de Gainsborg qui m'intéressent, ce sont ses mensonges."
("Eu amo demais Gainsbourg para trazê-lo à realidade. Não são as verdades de Gainsbourg que me interessam, mas as suas mentiras.")
No entanto, num ponto todos concordámos: o filme é de facto muito bom e tem uma dinâmica interessante, levando-nos numa viagem louca à vida de Gainsbourg e a um constante conflito interior com o seu "alter-ego boémio".
Recomendo lerem este resumo biográfico de Serge Gainsbourg, para verem como era louca a vida deste músico.
Terça-feira, 8 de Novembro de 2011
I love this game
Ora faz algum tempo que o Hugo nos apresentou com uma sessão sobre o futebol uma paixão sua e de muitos portugueses!
Nesta sessão descobrimos as origens do futebol há mais de 2500 anos atrás na antiga China. Nesta altura era designado de Cújú que significa pontapear (cu) uma bola de cabedal (ju).
No entanto, existe ainda uma disputa sobre a origem do futebol com a Grécia, Roma e a América central a defenderem que este desporto é originário no seu país.
Mas o que realmente importa é que este desporto começou com uns tipos a pontapear uma bola de cabedal num local remoto da Terra e actualmente o futebol é um desporto global que move massas (tanto em espectadores como monetárias). A FIFA (Federation Internationale de Football Association) afirma que existem mais de 240 milhões de pessoas que jogam futebol com regularidade.
Mas esta sessão não tratamos só de história, também vimos os melhores momentos de futebol, os golos impossíveis, os melhores jogadores, e os “frangos” mais cómicos.
Na verdade não sou uma adepta ferrenha que assiste religiosamente a todos os jogos do meu clube com uma vela a arder aos pés do Santo Onofre.
Mas sou uma adepta do convívio, dos finos, dos tremoços e dos insultos ao árbitro lançados a uma televisão num café qualquer!
I don´t Love it but I like It :)
Deixo aqui o link da morte súbita que falei durante a sessão
Quinta-feira, 27 de Outubro de 2011
Um pinguim generoso!
No passado dia 6 de Outubro, o Rui Spranger decidiu dar-nos a provar uma das suas paixões: o Vinho Carcavellos.
Pretendemos alertar, no entanto, que este vinho provoca ataques momentâneos de loucura, ao ponto do Rui Spranger ter trazido um exemplar raro do Carcavellos com mais de 50 anos!! (e ao que parece, às escondidas de um amigo, também apreciador deste néctar, que nunca lhe iria perdoar ter cometido tal infâmia!).
Por mais que tivéssemos tentado demover o Rui desta loucura, ele prosseguiu com a abertura da garrafa e encheu os copos aos pinguins, ávidos de curiosidade para provar um vinho generoso de tal raridade.
Enquanto o líquido repousava nos copos, o Rui contou-nos então a história deste vinho famoso, mas que curiosamente todos (sem excepção) desconheciam:
A fama dos vinhos de Carcavelos já vem desde os tempos de D. José I (séc. XVIII) e eram produzidos pelo Marquês de Pombal na sua quinta de Oeiras. O seu nome secular, qualidade e tipicidade foram também reconhecidos por Carta de Lei em 1908.
Características do vinho: licoroso, delicado, de cor topázio, aveludado, com um certo aroma amendoado, adquirindo um perfume acentuado e característico com o envelhecimento.
O vinho deixou praticamente de ser produzido, devido ao grande crescimento urbano da Costa do Estoril e de Carcavelos em particular e só em 2001 recomeçou novamente a sua produção, com 3.500 litros.
A Câmara Municipal de Oeiras tem vindo a investir no aumento de produção do vinho Carcavelos, sob a marca "Conde de Oeiras".
Características do vinho: licoroso, delicado, de cor topázio, aveludado, com um certo aroma amendoado, adquirindo um perfume acentuado e característico com o envelhecimento.
O vinho deixou praticamente de ser produzido, devido ao grande crescimento urbano da Costa do Estoril e de Carcavelos em particular e só em 2001 recomeçou novamente a sua produção, com 3.500 litros.
A Câmara Municipal de Oeiras tem vindo a investir no aumento de produção do vinho Carcavelos, sob a marca "Conde de Oeiras".
Nós cheirámos, brindámos e degustámos este "Lisbon Wine", tal qual a personagem do célebre romance "Crime e Castigo", de Dostoievsky, que também era apreciador do Carcavellos. E podemos garantir que é, de facto, um verdadeiro néctar!!
Finda a noite, ficámos mais sábios, mais espirituosos... e mais ébrios.
Terça-feira, 25 de Outubro de 2011
Quarta-feira, 12 de Outubro de 2011
Visita íntima a Passos Manuel
No passado dia 22 de Setembro, o Hugo Valter levou-nos ao Cinema Passos Manuel para assistirmos a uma curta de Luís Vieira Campos, intitulada "Dia de Visita".
A ação principal da curta desenrola-se no Estabelecimento Prisional de Santa Cruz do Bispo e foca uma regalia alargada a todos os reclusos portugueses (homens e mulheres) pelo novo Regulamento Geral dos Estabelecimentos Prisionais - a visita íntima. Não, não é o que estão a pensar! Todos os pormenores pornográficos (e até os eróticos) foram propositadamente omitidos!
O filme, a preto e branco e com uma cadência lenta, ao som de uma música a condizer ("Quem sabe", de Manuel Cruz), acompanha a vida de um casal de ex-toxicodependentes, que se encontra uma vez por mês, durante duas horas, num quarto de uma prisão onde ela cumpre pena. Para quê, perguntam vocês? Ora, não vou dizer, se não estragava o filme por completo... mas podem dar uma olhada ao trailer ("letes luque a tetreila"):
No final da película, foram mostrados vários depoimentos reais de reclusas, em que falam abertamente sobre o impacto da visita íntima nas suas vidas. E esta parte final é que foi verdadeiramente interessante!! Todos concordámos que o filme transparecia uma espécie de artificialidade, quer nos movimentos dos atores, quer nos diálogos, portanto a parte dos depoimentos foi uma lufada de ar fresco (e real...).
A mensagem transmitida pelas declarações das reclusas foi mesmo bastante forte e ficámos com a sensação que toda a vida delas na prisão passou a ter como objetivo a espera por aquelas duas horas mensais, em que se podem sentir livres e imaginarem-se no quarto de sua casa.
Bem, como "bom pinguim à casa torna", no final fomos todos beber para o Pinguim e debater a interpretação de cada um sobre o filme e ficámos na amena cavaqueira até às tantas, como já é apanágio das sessões do clube.
Quarta-feira, 3 de Agosto de 2011
"the universe is wider than our views of it" (Thoreau)
Depois de uma série de sessões dedicadas aos jogos, aos filmes e à música, o Vasco desceu à cave para nos falar de filosofia. Para nos falar de política. Para nos falar de ecologia e de poesia. Para nos falar do universo e dizer-nos “the universe is wider than our views of it”.
Thoreau, aquele poeta de que a maioria de nós ouviu falar, pela primeira vez, no “Clube dos Poetas Mortos” , foi a paixão da noite.
Henry David Thoreau (12/07/1817 — 06/05/1862), nascido nos Estados Unidos da América, foi autor, poeta, naturalista, activista, historiador, filósofo, abolicionista e transcendentalista.
Pois é caros Pinguins ambientalistas: Thoreau, no Séc. IXX, preocupava-se com os efeitos do progresso e da mão do homem na natureza. É a ele que se atribui a frase "Eu não tenho dúvidas que é parte do destino da raça humana, na sua evolução gradual, parar de comer animais”.
São muitos os livros, ensaios, artigos, e poesias de Thoreau e entre as suas contribuições mais influentes encontram-se estudos sobre história natural e filosofia, onde ele antecipou as preocupações da ecologia.
Thoreau influenciou filósofos e activistas como Tolstói, Gandhi, e Martin Luther King, Jr.
O seu livro mais conhecido é Walden, uma reflexão sobre a vida simples cercada pela natureza, um manifesto contra a civilização industrial, onde Thoreau propõe o regresso à vida mais simples.
Através da sua própria experiência, que durou dois anos, dois meses e dois dias, Thoreau provou que uma vida simples e humilde é viável em termos financeiros. Walden tornou-se um dos livros mais célebres do autor e é uma referência tanto para a Ecologia, como para o movimento hippie.
O Vasco, prevendo que uma só sessão seria insuficiente para nos apercebermos do génio de Thoreau, trouxe-nos uma peça de teatro que retrata os últimos dois dias do autor nos bosques, enquanto escrevia “Walden” (em português, “A Vida nos Bosques”) e da qual deixo aqui um excerto:
Mas Thoreau não se ficou pela ecologia e pela filosofia, é um autor a descobrir! Uma vez que o post já vai longo, fiquem apenas com este pensamento, extremamente actual, como muito daquilo que escreveu: “Quando me aparece um governo que me diz: O teu dinheiro ou a tua vida, porque hei-de eu ter pressa em lhe entregar o dinheiro? É possível que ele fique apertado, sem saber o que fazer. Eu é que não posso ajudá-lo." Henry David Thoreau in Desobediência Civil.
Vasco, o bando dos Pinguins agradece.
Thoreau, aquele poeta de que a maioria de nós ouviu falar, pela primeira vez, no “Clube dos Poetas Mortos” , foi a paixão da noite.
Henry David Thoreau (12/07/1817 — 06/05/1862), nascido nos Estados Unidos da América, foi autor, poeta, naturalista, activista, historiador, filósofo, abolicionista e transcendentalista.
Pois é caros Pinguins ambientalistas: Thoreau, no Séc. IXX, preocupava-se com os efeitos do progresso e da mão do homem na natureza. É a ele que se atribui a frase "Eu não tenho dúvidas que é parte do destino da raça humana, na sua evolução gradual, parar de comer animais”.
São muitos os livros, ensaios, artigos, e poesias de Thoreau e entre as suas contribuições mais influentes encontram-se estudos sobre história natural e filosofia, onde ele antecipou as preocupações da ecologia.
Thoreau influenciou filósofos e activistas como Tolstói, Gandhi, e Martin Luther King, Jr.
O seu livro mais conhecido é Walden, uma reflexão sobre a vida simples cercada pela natureza, um manifesto contra a civilização industrial, onde Thoreau propõe o regresso à vida mais simples.
Através da sua própria experiência, que durou dois anos, dois meses e dois dias, Thoreau provou que uma vida simples e humilde é viável em termos financeiros. Walden tornou-se um dos livros mais célebres do autor e é uma referência tanto para a Ecologia, como para o movimento hippie.
O Vasco, prevendo que uma só sessão seria insuficiente para nos apercebermos do génio de Thoreau, trouxe-nos uma peça de teatro que retrata os últimos dois dias do autor nos bosques, enquanto escrevia “Walden” (em português, “A Vida nos Bosques”) e da qual deixo aqui um excerto:
Mas Thoreau não se ficou pela ecologia e pela filosofia, é um autor a descobrir! Uma vez que o post já vai longo, fiquem apenas com este pensamento, extremamente actual, como muito daquilo que escreveu: “Quando me aparece um governo que me diz: O teu dinheiro ou a tua vida, porque hei-de eu ter pressa em lhe entregar o dinheiro? É possível que ele fique apertado, sem saber o que fazer. Eu é que não posso ajudá-lo." Henry David Thoreau in Desobediência Civil.
Vasco, o bando dos Pinguins agradece.
Domingo, 26 de Junho de 2011
"She Wants Revenge" ao vivo na cave do Pinguim
Não, não foi bem ao vivo... mas parecia :D
No passado dia 2 de Junho, o Águia fez descer à cave uma das suas grandes paixões e que, pelas suas próprias palavras, o "define": a banda She Wants Revenge.
She Wants Revenge é uma banda norte-americana, formada na Califórnia em 2005 e segundo o "apaixonado", retrata nas suas letras as relações, as mulheres e a noite. São, de facto, estes temas centrais que se estendem ao longo da sua discografia, e que tem influências sonoras nos Bauhaus, Joy division, New Order, Depeche Mode, entre outros.
Aconselho vivamente a ouvirem (e já agora a verem) o videoclip da música Written In Blood, do álbum This Is Forever de 2007, uma vez que demonstra a sensualidade e a sonoridade das suas músicas, bem como o lado "negro" da banda:
A noite foi passada a ouvir uma selecção (extremamente difícil, segundo o Águia) das melhores músicas, mostrando os vários lados desta banda que definitivamente me ficou no ouvido.
No passado dia 2 de Junho, o Águia fez descer à cave uma das suas grandes paixões e que, pelas suas próprias palavras, o "define": a banda She Wants Revenge.
She Wants Revenge é uma banda norte-americana, formada na Califórnia em 2005 e segundo o "apaixonado", retrata nas suas letras as relações, as mulheres e a noite. São, de facto, estes temas centrais que se estendem ao longo da sua discografia, e que tem influências sonoras nos Bauhaus, Joy division, New Order, Depeche Mode, entre outros.
Aconselho vivamente a ouvirem (e já agora a verem) o videoclip da música Written In Blood, do álbum This Is Forever de 2007, uma vez que demonstra a sensualidade e a sonoridade das suas músicas, bem como o lado "negro" da banda:
A noite foi passada a ouvir uma selecção (extremamente difícil, segundo o Águia) das melhores músicas, mostrando os vários lados desta banda que definitivamente me ficou no ouvido.
Sábado, 18 de Junho de 2011
Dupla sessão 24 Party People e Control
Antes de mais quero pedir desculpa pela demora deste post...
O que se pode dizer da sessão dupla do André? Que simplesmente é sobre a música que marcou uma viragem e uma ruptura sonora entre um passado repetitivo da música e a nova vaga de sons, que ditam de uma forma bem vincada, o que se irá ouvir nos tempos que hoje correm.
Esta mudança é nos mostrada através de duas obras cinematográficas, que são na sua essência um registo visual da ruptura que falo anteriormente.
Mas vamos por partes (partes essas que irei dar o nome visão da ruptura 1 e 2 seguido pelo nome da obra cinematográfica).
Visão da ruptura 1 :
“24 party people”. (filme filmado de forma documental )
Filme de 2002 realizado por Michael Winterbottom
Corre o ano de 1976, Tony Wilson, apresentador de um programa de música da Granada Tv, mantêm uma busca constante pelos novos sons que marcaram uma década ou uma viragem no espectro musical, e assim vai trazendo ao seu programa novas bandas.
Descontente pela falta de inovação, decide ele próprio ir à “caça” de novos talentos musicais, para assim ser aquele que trará a boa nova musical ao mundo musical Inglês e mundial.
Esta “caça inicia-se”
Nessa constante busca utópica cria uma record label e bar, a Factory, onde ai resolve abrir os braços e mostrar ao mundo, e ás pessoas ávidas de novidades musicais, a sua “caça”. Entre eles estão os Buzzcock´s, A Certain Ratio, Vini Reilly e Durutti Column e os Joy Division (a utopia era de tal forma grande que com os Joy Division ele assina o contrato com o seu próprio sangue).
Após o suicídio de Ian Curtis o filme toma um rumo diferente, também reflexo de uma certa evolução “dançante” da musica na noite de Manchester, e ai Tony Wilson funda a Hancienda.
Na Hancienda ele mostranos o nascimento da Rave Culture, onde o publico já não aplaude as bandas, mas sim o DJ, esse passador de música que faz o publico vibrar com os sons que cria ou recria.
Mas antes disso, ele mostra-nos o nascimento dos New Order (banda fundada após o suicídio de Ian Curtis, com os membros dos Joy Division) mas cai muito na historia dos Happy Mondays e de toda a sua irreverência.
Este filme acaba com o fecho da Hancienda devido à falência da label Factory e por ultimo, mesmo no fim do filme Tony Wilson vê Deus... e torna-se sim o messias da música que hoje em dia ouvimos.
Visão da ruptura 2 :
Control (filme biográfico)
Filme de 2007 realizado por Anton Corbijn
Filme de 2007, é um filme biográfico a preto e branco que nos fala de Ian Curtis, vocalista dos Joy Division.
Filme baseado no livro escrito pela viúva de Ian (Deborah Curtis) “Touching from a distance”.
Aqui é nos apresentada a vida de Ian desde 1973 até 1980, focando o casamento de Ian, na formação e vida dos Joy Division, nos casos de epilepsia de Ian e no caso extra matrimonial de Ian com Annik (jornalista francesa) culminando com o seu assassinato em Maio de 1980.
Através deste filme conseguimos ver as influencias de Ian Curtis e toda a sua dedicação a banda e a musica que transmite, pois mesmo com os ataques de epilepsia ele nunca para de nos transmitir a sua musica.
Aqui e nos dado de mão dada toda a paixão e revolução musical feita pelos Joy Division que até aos dias de hoje perdura que influencia todo o panorama musical dos dias de correm.
Conseguimos entender a razão das suas musicas e das letras, conseguimos vivenciar toda a vontade de mudança interior de Ian Curtis, que apenas nos transmite essa mudança, essa mudança dos tempos da musica que se ouvia para a que, posteriormente se ouve. Porem ele é um professor que apenas ensina o publico, mas que não aprende, pois nem toda a sua revolta interior e tudo o que nos transmitiu não foi suficiente para ele próprio aprender e sair da sua angustia interior, pois falhou ao ensinar-se a si próprio, falhou em ele próprio conseguir entender o que transmitia, e isso leva-o ao suicídio.
Para terminar este post da sessão dupla de André, gostaria de dizer que ambos estes filmes são as obras cinematográficas mais marcantes para entender a musica que se ouve hoje em dia, pois tornam-se necessários ver para entender o que ouvimos nos tempos que correm.
http://www.youtube.com/watch?v=A1Qz2x94q6A
http://www.youtube.com/watch?v=7c2_B_cWK_M
O que se pode dizer da sessão dupla do André? Que simplesmente é sobre a música que marcou uma viragem e uma ruptura sonora entre um passado repetitivo da música e a nova vaga de sons, que ditam de uma forma bem vincada, o que se irá ouvir nos tempos que hoje correm.
Esta mudança é nos mostrada através de duas obras cinematográficas, que são na sua essência um registo visual da ruptura que falo anteriormente.
Mas vamos por partes (partes essas que irei dar o nome visão da ruptura 1 e 2 seguido pelo nome da obra cinematográfica).
Visão da ruptura 1 :
“24 party people”. (filme filmado de forma documental )
Filme de 2002 realizado por Michael Winterbottom
Corre o ano de 1976, Tony Wilson, apresentador de um programa de música da Granada Tv, mantêm uma busca constante pelos novos sons que marcaram uma década ou uma viragem no espectro musical, e assim vai trazendo ao seu programa novas bandas.
Descontente pela falta de inovação, decide ele próprio ir à “caça” de novos talentos musicais, para assim ser aquele que trará a boa nova musical ao mundo musical Inglês e mundial.
Esta “caça inicia-se”
Nessa constante busca utópica cria uma record label e bar, a Factory, onde ai resolve abrir os braços e mostrar ao mundo, e ás pessoas ávidas de novidades musicais, a sua “caça”. Entre eles estão os Buzzcock´s, A Certain Ratio, Vini Reilly e Durutti Column e os Joy Division (a utopia era de tal forma grande que com os Joy Division ele assina o contrato com o seu próprio sangue).
Após o suicídio de Ian Curtis o filme toma um rumo diferente, também reflexo de uma certa evolução “dançante” da musica na noite de Manchester, e ai Tony Wilson funda a Hancienda.
Na Hancienda ele mostranos o nascimento da Rave Culture, onde o publico já não aplaude as bandas, mas sim o DJ, esse passador de música que faz o publico vibrar com os sons que cria ou recria.
Mas antes disso, ele mostra-nos o nascimento dos New Order (banda fundada após o suicídio de Ian Curtis, com os membros dos Joy Division) mas cai muito na historia dos Happy Mondays e de toda a sua irreverência.
Este filme acaba com o fecho da Hancienda devido à falência da label Factory e por ultimo, mesmo no fim do filme Tony Wilson vê Deus... e torna-se sim o messias da música que hoje em dia ouvimos.
Visão da ruptura 2 :
Control (filme biográfico)
Filme de 2007 realizado por Anton Corbijn
Filme de 2007, é um filme biográfico a preto e branco que nos fala de Ian Curtis, vocalista dos Joy Division.
Filme baseado no livro escrito pela viúva de Ian (Deborah Curtis) “Touching from a distance”.
Aqui é nos apresentada a vida de Ian desde 1973 até 1980, focando o casamento de Ian, na formação e vida dos Joy Division, nos casos de epilepsia de Ian e no caso extra matrimonial de Ian com Annik (jornalista francesa) culminando com o seu assassinato em Maio de 1980.
Através deste filme conseguimos ver as influencias de Ian Curtis e toda a sua dedicação a banda e a musica que transmite, pois mesmo com os ataques de epilepsia ele nunca para de nos transmitir a sua musica.
Aqui e nos dado de mão dada toda a paixão e revolução musical feita pelos Joy Division que até aos dias de hoje perdura que influencia todo o panorama musical dos dias de correm.
Conseguimos entender a razão das suas musicas e das letras, conseguimos vivenciar toda a vontade de mudança interior de Ian Curtis, que apenas nos transmite essa mudança, essa mudança dos tempos da musica que se ouvia para a que, posteriormente se ouve. Porem ele é um professor que apenas ensina o publico, mas que não aprende, pois nem toda a sua revolta interior e tudo o que nos transmitiu não foi suficiente para ele próprio aprender e sair da sua angustia interior, pois falhou ao ensinar-se a si próprio, falhou em ele próprio conseguir entender o que transmitia, e isso leva-o ao suicídio.
Para terminar este post da sessão dupla de André, gostaria de dizer que ambos estes filmes são as obras cinematográficas mais marcantes para entender a musica que se ouve hoje em dia, pois tornam-se necessários ver para entender o que ouvimos nos tempos que correm.
http://www.youtube.com/watch?v=A1Qz2x94q6A
http://www.youtube.com/watch?v=7c2_B_cWK_M
Sexta-feira, 17 de Junho de 2011
Planos de Sequência /Long Takes
O Hugo Valter e o Águia preparam uma noite literalmente de filmes “non stop”, ou seja o tema eleito foi os planos de sequência.
Ora como fica sempre bem, vamos definir o que é um plano de sequência antes de avançar:
Um plano de sequência no cinema consiste numa cena filmada num único “take”, sem cortes, e com várias acções interligadas e encadeadas, que podem acontecer em ambientes distintos com vários intervenientes.
A primeira vista parece fácil…!
Mas na realidade para obter uma cena em plano de sequência é necessário um verdadeiro trabalho de equipa desde dos actores até as equipas de filmagem. Uma única falha de um elemento no último segundo obriga a refazer desde do início a cena toda por inteiro.
É como se fosse um bailado interminável, entre o actor e a câmara onde eles nunca se tocam mas nunca se deixam de olhar, e cada vez que o actor dá um passo no seu bailado, a câmara tem de acompanhar movendo-se, adaptando se à nova cena, reajustando as luzes, som e simultaneamente esconder os fios, equipamento de produção, e equipa de realização.
Chega de metáforas, agora factos!
Quando surgiram os primeiros planos de sequência?
Basicamente os planos de sequência surgem simultaneamente com a indústria cinematográfica, na verdade os primeiros filmes alguma vez produzidos eram na sua maioria filmados em longos “takes” sem cortes e sem edição. Em 1948, o filme “ROPE” de Alfred Hitchcock é na verdade um filme criado pelo corte e união uma série de longos “takes” de 8 a 10 min, de forma a obter uma história final com linha condutora. Neste caso este plano de sequência foi bem-sucedido porque a acção do filme decorre numa única sala durante 80 minutes, logo não existam os problemas de mover a câmara e ajustar as luzes entre outras coisas.
Qual o plano de sequência mais longo?
Segundo as minhas pesquisas o plano de sequência mais longo da história do cinema é o filme “Russian Ark” de Alexander Sokurov ,um filme de 2002 filmado inteiramente num só “take” de 99 min
Curiosidades: Dado que o museu Hermitage só podia estar fechado um dia o filme teve de ser filmado apenas nesse dia. As primeiras tentativas falharam mas, a quarta tentativa foi de vez.
Quais os planos de sequência mais famosos?
Touch of Evil (1958) – The Opening Shot - dir. Orson Welles
Goodfellas (1990) – The Copacabana club scene – dir. Martin Scorsese
Boogie Nights (1997) – The Opening Shot in the Club – dir. Paul Thomas Anderson
…entre outros é claro
Planos de sequência fora do contexto da indústria cinematográfica:
Videoclips por exemplo:
OK GO “This Too Shall Pass” ; “Here it goes again”; “White Knuckles” (sou fã!!)
OK GO “This Too Shall Pass” ; “Here it goes again”; “White Knuckles” (sou fã!!)
Erykah Badu – Window Seat
Na televisão temos os spots de publicitários por exemplo:
Whiskey Jonhnnie Walker,
Bem este “Post” está se a transformar num plano de sequência que nunca mais termina portanto será melhor dar os parabéns aos organizadores por uma sessão muito interessante.
Etiquetas:
Cinema,
long take,
plano de sequência,
Sessão
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