domingo, 17 de junho de 2007

A consagração das fontes anónimas

Há 35 anos, um assalto estranho seria talvez estranhamente um novo simbolo da liberdade nos EUA e no mundo livre. Dois dias depois, numa redacção muito mais agitada do que a vejo à minha frente.
Quatro segundos de eleição
Watergate para básicos.

7 comentários:

Anónimo disse...

O filme Homens do Presidente/All the Presidents Men - longe de contar tudo o que se passou, é um filme! - tem servido de bâlsamo e de fonte de energia perante as desilusões da profissão.

jorge disse...

Nunca li muito sobre a história de Nixon. É mais o que vou ouvindo em histórias pequenas e de pouca credibilidade da parte de quem tem uma posição anti-republicana, o que não ajuda muito a compreender. Um dia prometo dedicar-me a ler algo sério sobre o que aconteceu em Watergate.

Quanto aos filmes, meu caro anónimo, dão mesmo uma boa ideia da profissão, porque é só mesmo isso que resta - uma vaga ideia daquilo que representa!

jorge disse...

Ah, só para que não penses que estou sempre do contra, eu defendo o anonimato das fontes a 95%. Já pensei algumas vezes no assunto, tanto do ponto de vista jornalístico, como do ponto de vista jurídico e político. Deixa-me algumas dúvidas em certos casos. Mas essas dúvidas prendem-se com o plano ético. E a estupidez humana é infinita.

filinto disse...

Pois, e os filmes do Perry Mason são excelentes retratos do que os advogados nunca serão... Oh!

E a autobiografia do Nixon talvez tenha a verdadeira história do Watergate, ou pelo menos a que queres ler.

E não percebi a tua contabilidade das fontes, mas talvez isso mereça antes uma conversa offline.

jorge c. disse...

Sim, é uma conversa mais sensata e chata, mas deveras importante. Penso que chegaremos a um consenso.

Quanto aos advogados, não é a mim que me apanhas nessa discussão. De qualquer forma o sistema judiciário americano nada tem a ver com o Português. São estruturas e culturas diferentes. Nem para o Direito comparado dá.

Eu não quero ler nada que me convenha. Eu quero ler para saber mais, por gozo pessoal. O saber não ocupa lugar!

GRaNel disse...

Boa efeméride. É sempre bom recordar tais acontecimentos. Tens agora é de acrescentar mais algum conhecimento. Nós ficamos à espera. E agora me lembro que tens uma sessão emcarteira... Maio de 68 diz-te alguma coisa?

filinto disse...

Claro que sim granel, ando feito respigador a recolher umas coisas que serão interessantes.

Jorge, o Perry Mason era um exemplo, podia falar-te do ER, do CSI, Killing Fields, Salvador, Dossier Pelicano... o cinema tem uma narrativa própria, que não consegue espelhar a realidade, mas apenas uma parte da realidade.