domingo, 6 de maio de 2007

O vencedor

Defendo a independência da Madeira e de Lisboa, deveriam ser entidades autónomas do país. Têm um rendimento per capita bastante acima da média nacional - ao nível da média comunitária - e têm feito o país passar vergonhas lá fora, o que é inadmissível. Independência Já! Aliás, na capital do Tejo, os eleitores poderiam aproveitar as eleições que se aproximam - e que devem coincidir com as inglesas, daí a viagem de Carmona a Inglaterra - para tomar essa posição. Na Madeira, que está hoje a votos, tal como a França e Timor, espero que o resultado seja o mesmo.


Eu, se fosse madeirense votava no Manuel da Bexiga. O partido que o lançou disse que "depois de 30 anos a ver os políticos a gozar com as pessoas, era bom ver as pessoas a gozar com os políticos". Por isso, hoje não torço por Royal ou Ramos-Horta, mas sim pelo Bexiga.

7 comentários:

jorge c. disse...

Não será melhor demitir o povo?
Se calhar o povo é que é estúpiudo Filinto! O Alberto João a esta hora já ganhou por mais de 60%. Não é um bocado estranho? Não, fico convencido que o povo é estúpido. Então se nós aqui na cidade do Porto que somos uns sábios e os melhores portugueses de Portugal, os outros são todos uma merda, se nós sabemos isso, eles também deviam saber. Que estranho!

GRaNel disse...

O homem teve pelo menos um mérito. Conseguiu irritar os senhores...

filinto disse...

Sei para onde me estás a levar, mas não vou por aí, Jorge. Aliás, sabendo-te sensível aos casos que citei nem sequer falei de partidos, como percebeste. Por isso, o teu comentário não é ao post.

Como sei que o povo da Madeira não é estúpido, tem de ser consequente com o seu voto, caso contrário está a fazer-nos a todos de estúpidos, a todos que subsidiamos durante anos e anos a Madeira. E para ser consequente, acreditará no que lhes disse o Jardim. Ou seja, acredita que ainda temos a Pide, que os principais lideres partidários são fascistas, que andamos a perseguir os madeirenses, que... fazemos tanta coisa contra eles, autónomos economicamente, que o melhor será, hélas, serem independentes.

Granel, o humor é uma arma terrível.

jorge c. disse...

Não posso deixar de responder Fil. Quando Vitalino Canas vem dizer que os resultados não valem quer-me parecer que a democracia tem de facto dois pesos e duas medidas. Quando é para nós tudo bem, quando é para os outros são uns ditadores e isto não passa de um plebiscito. Bem sei que a informação na Madeira não é a melhor. Bem sei que Sarkozy é um palerma, mas não posso condenar Chavez unicamente por ser de esquerda, ou num exemplo mais moderado Zapatero (que considero um palerma). Ganharam eleições legitimamente. Meus caros, isto é democracia. Se querem outra coisa mudem então para Cuba, lá ganha sempre quem vocês querem. Não queiram é voltar depois.

Ser democrata é algo difícil, que envolve acima de tudo uma serenidade interior,é entender que o mundo não gira á nossa volta nem das nossas ideias e muito menos que as nossas ideias têm de triunfar. Pelo contrário, elas devem ser discutidas fundamentadamente e devemos aceitar a vitória dos outros. E isto não se faz a dizer que a vitoria dos outros é ilegítima.
Muito há a dizer sobre isto, mas 3ª feira podemos discutir com mais afinco.

filinto disse...

Estou-me a borrifar para o que diz o Vitalino Canas ou para o que a Esquerda em geral pensa, até passei ao lado da deplorável defesa que o PSD faz de alguém como o Alberto João, não é isso que está no post. Percebo-te, mas não é isso. Insisto, para serem consequentes com o que dizem devem pedir a independência, e que se confirmem, assim, como a Cuba do Atlântico Europeu que já são.

jorge c. disse...

Mas Lisboa deverá ser independente porquê?
Alguma vez se viu da parte de Lisboa alguma tentativa de monopolização?
Não me parece, é simplesmente uma cidade cuja circunscrição administrativa é o dobro da àrea de incidência de qualquer ministério. Ora, não me parece que os cidadãos de Lisboa tenham qualquer interesse na separação do país, nem sequer pensam isso. Mas acima de tudo devo apenas concluir que um país é feito de um todo. Ou estamos convencidos que a grande região trabalhadora do país que é a Cidade do porto se aguentava com a Opus Dei e Maçonaria nas suas zonas provincianas? Dá que pensar...

filinto disse...

È uma blague, mas que eles nos andam a envergonhar há imenso tempo, lá isso andam. Queres exemplos?