quinta-feira, 26 de abril de 2007

A poesia está na rua

Após ler o post Foi bonita a festa, pá!, reflectia sobre o cartaz que o ilustra.
Não descurando a qualidade pictórica da obra de Vieira da Silva, a minha atenção recai no entanto na frase de Sophia"A poesia está na rua".
Tão sintética e tão profunda.

Como é possivel não sentir a esperança dos novos tempos?
A liberdade que se ambiciona?
As mordaças que caem de podre?

Os cravos da Celeste rodando de mão em mão?
Os sorrisos trocados?
Os beijos dos amantes sonhadores?

As horas passadas atento ao éter após "E Depois do Adeus"?
O frenesim das edições sucessivas dos periódicos incrédulos?
O alvorecer de quem tem 48 anos pela primeira vez em liberdade?

E a cor da liberdade? ouvir poema

1 comentário:

Cláudia N. disse...

Obrigada Vieira por partilhares connosco a história da Celeste, e todos os outros links que tem este post. Claro que o que mais gosto é a tua versão da "Cantiga de Abril" com o marchar dos soldados como pano de fundo, uma homenagem muito tua e muito bonita a mais um aniversário da "Revolução dos Cravos", e fica a pergunta "Qual a cor da liberdade?"