terça-feira, 10 de abril de 2007

Outra vez????

Não há paciência para isto!

12 comentários:

rodrigues76 disse...

Ó Jorge...
Agora deste em minimalista?

Dou-te razão... A conversa dos referendos já chateia... MAs gostava de ver a regionalização discutida de uma forma séria, sem politiquices ou demagogias...

Marta Araújo disse...

Só digo a célebre frase: "não havia necessidade". A malta começa a cansar-se destes palhaços. Vamos todos bazar deste lindo, fantástico e maravilhoso país?

filinto disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
filinto disse...

Depois de passar metade do dia com uns tios da Suiça apetece-me bazar. Mas, depois, começo a pensar nas regiões que tem a Suiça, ou cantões ou lá como se chama, e a pensar na quantidade de referendos que eles têm... e não sei se os referendos e as regiões serão assim tão maus. E, além disso, não há lá este solinho...

Bem, não vale a pena comentar o tema de fundo, claro que é preciso regionalizar.

Vale contudo a pena comentar a baixa qualidade de alguns dos nossos políticos, que dizem ser pela regionalização quando não estão no poder, ou seja, na capital do império, e falam dos seus perigos quando estão em Lisboa.

E se calhar serão os ares de Lisboa que estão a turvar o Jorge ;-) Aquele abraço
(o comentário anterior estava gralhado)

jorge c. disse...

Olha lá meu esquerdonga, eu sou visceralmente contra a regionalização! Juro que vou para a frente de batalha. Não tenho paciência para mais prós e contras do corte e costura. AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!

Mosquitto disse...

Regionalização?
Para quê? (…para criar um país mais justo e solidário…) dizem os autarcas!
Alguém no seu perfeito juízo ainda acredita nestas tangas?
São as autarquias exemplos de boa gestão? Quantos autarcas e ex-autarcas se vêm a braços com processos judiciais que desacreditam qualquer boa alma? Quantas autarquias estão tecnicamente falidas? Que belo exemplo têm mostrado os autarcas no ordenamento do território e na politica de construção no litoral português…
Antes de falar de regiões, gostaria de saber no plano muito concreto que sugestões têm estes autarcas para acabar com as injustiças e as desigualdades…
Em termos de politica económica e fiscal? Vamos ter paraísos fiscais? Do tipo invista aqui e comece só a pagar impostos daqui a 10 anos? Vamos ser capazes a nível regional de termos uma máquina fiscal mais eficiente? Na região Y vamos ter o IVA a 12% e os combustíveis mais baratos?
E a nível de politicas sociais? Vamos ter mais emprego? Que politicas pode impor o Poder Regional que o Poder Central não tenha tentado? Terrenos mais baratos para implementar mais industria? Como, se os preços dos terrenos estão altamente especulados? Vamos ter um melhor Serviço Nacional de Saúde? Mas como? Onde estão os médicos? E os Enfermeiros e o Pessoal Auxiliar? E quem vai pagar a esta gente toda e com que recursos? E vamos ter salários mais altos na região X atraindo desta foram a imigração?
E já agora, que politica de investimento regional? Mais auto-estradas, mais scouts?
Mais hospitais? Mais creches, mais Escolas, mais Universidades? Como, se as Universidades do interior se debatem com uma enorme crise de falta de alunos! Mais e melhor Policia? Melhor Justiça, com mais tribunais e com mais magistrados. E quem os forma? A Universidade Independente? E os médicos vêm de onde?
QUEM VAI PAGAR TUDO ISTO???
Se não conseguimos exigir que o Poder Central cumpra os seus objectivos nomeadamente o de criar um país mais justo e solidário, como vamos exigir ao Poder Regional? O defeito não está no tipo de poder central ou regional, mas sim, nas responsabilidades que não exigimos aos políticos que elegemos!
Desculpem-me o desabafo, mas é tempo de deixarmos de ser tansos!!!

GRaNel disse...

Dividir para reinar???

NÃO, obrigado.

fil disse...

OK, ainda estão aí os mesmos argumentos que levaram há uns anos ao aumento da máquina do Estado em Lisboa, a seguir ao outro referendo. Quem é que paga isso? Quem é que colhe dividendos?

Mosquitto,
levantas muitas questões que não podem ser respondidas assim, sem tempo, mas é óbvio que os problemas do ordenamento não dependem das autarquias apenas, dependem de organismos e técnicos não-eleitos. As autarquias estão em falência técnica, é um facto, mas e as direcções regionais, digamos, de Agricultura, de Educação, de Saúde... não estão? E quem é que colocou lá os seus gestores? Qual é o mal, de per si, de haver IRC mais baixo no interior do que no litoral? Há diferença se for o governo da metropole a decidir ou o governo da província? Não são já hoje diferentes alguns desses impostos (esta não é rectórica)? Quem vai pagar a esse "gente toda", que gente toda? Quem é que paga aos governadores civis e aos seus contratados (do chefe de gabinete vezes 18 ao motorista vezes 18)? E aos motoristas dos directores das CCDR (vezes não sei quantos)?

Exacto Mosquitto, como nesta questão eu olho para Barcelona e não olho para a Madeira nem para o Algarve reitero
temos de deixar de ser tansos.

Granel,
estás a ficar marqueteiro.

Jorge,
no teu antigamente ;-) eram cinco países, agora são só cinco regiões (ou sete) e garanto-te, não gaverá fronteiras

Mosquitto disse...

Esta questão da Regionalização faz-me sempre lembrar o puto de 18 anos, que por acabar de fazer 18 anos acha que já é tempo de ter um carro, uma casa, enfim de ser independente e não ter que dar explicações a ninguém. No entanto lamenta-se sempre que a mesada que os pais lhe fazem chegar todos os meses não chega para os compromissos assumidos, muito mais agora que tem 18 anos e já tem carro…

De que servirá a regionalização se a autonomia, nomeadamente a financeira ficará sempre dependente do poder central?

Depois passamos a ter o famoso ping-pong das responsabilidades: uns dizem que a responsabilidade é do poder central, outros ainda defendem que é da competência do poder regional. Atente-se no recente caso das marés vivas na Caparica: A autarquia dizia que a responsabilidade era do Min. do Ambiente. O Ambiente dizia que a responsabilidade é da autarquia. Pasme-se que numa coisa todos estão de acordo: não há verbas. Mas depois para mandar a meio da noite e com urgência umas máquinas de terraplanagem e uns camiões carregados de pedra, já há!

Querem outro exemplo: para a vigilância e protecção das matas não há verbas nem para pessoal, nem para equipamento. Tão pouco se entendem acerca das responsabilidades que cada uma das entidades deve ter. Mas depois, para mandar vir aviões e helicópteros e mais não sei mais o quê, já há dinheiro, e tudo isto com pompa e circunstância!!!

Ainda um outro exemplo: todos os que andam na estrada sabem que há zonas particularmente perigosas, ou porque o traçado está mal desenhado, ou porque o clima é desfavorável, ou o piso está degradado, etc, etc. As autarquias nada fazem porque a responsabilidade é da EP, a EP nada faz porque não há dinheiro. Há um trágico acidente, morrem uns quantos nesse traçado e a EP manda por umas placas avisadoras do perigo, reforça-se a vigilância policial, colocam-se uns separadores centrais em cimento, etc! Eu pergunto: não seria mais fácil e economicamente mais vantajoso mandar arranjar a curva ou alargar a via? Mas a responsabilidade vai-se diluindo entre “regional” e “central” e lamentavelmente tudo fica na mesma.

E numa altura que se prevê o início da discussão da futura constituição europeia, porque não aproveitar e começar desde já a discutir a(s) futura(s) constituição(ões) regional(ais)? É que, parece que o que é pequeno é que é bom…

GRaNel disse...

EEEIII!!!

Marqueteiro não. Aquele slogan foi usado mo referendo passado e acho que diz muito do que será a regionalização proposta para este país.

filinto disse...

Já não me lembrava Granel, de qualquer das formas era um elogio, porque enquanto slogan está lá.

Mosquitto, não questiono nada do que escreves, e para não ser simplista agora, volto à carga amanhã.

fil disse...

É natural querer ser independente e Portugal é um dos países onde os mais novos se autonomizam muito mais tarde. Cá para mim, as coisas não são assim tão díspares também, mas do outro lado: os filhos acomodam-se de tal modo com os pais que a autonomia e a liberdade de escolha é trocada pelo conforto de algo que é certinho; o conforto da mesada que Lisboa nos dá, não me chega, quero ser "independente" (entenda-se por favor) e livre de decidir. Por exemplo, se o Ikea fica melhor em Paredes ou em Paços de Ferreira. Por acaso, ficou num município amigo e em zona da Reserva Ecológica Nacional e sabes quem decidiu? A CCDR-N? Mas quem? Não sabemos. A quem podemos perguntar? Ao ministro do Ambiente? Quem? Pois. Ao ministro da Economia, que chuta para o do ambiente e depois para o primeiro-ministro, que para ter cá a Ikea assina um despacho a considerar o projecto de "superior interesse nacional" e, por isso, acima da reserva agrícola nacional. Quantas pessoas de Paredes e quantos ecologistas se vão lembrar disso daqui a dois anos? Quantos ambientalistas de Paços se vão lembrar disso daqui a ano e meio? Quanta pressão seria exercida sobre o responsável se ele não estivesse em Lisboa e num gabinete ali em Massarelos?

Não quero dizer mal das CCDR, pelo menos da do Norte, que tem trabalhos meritórios, muitas vezes desconsiderados pelos seus superiores, políticos e técnicos. No entanto, incomoda-me mais esta massa de gente anónima e não eleita a decidir, do que uma série de pessoas mais controladas e de trabalhando de forma mais transparente.

O ping-pong de responsabilidades não se vai resolver com a regionalização, nem vai piorar. O problema é de uma certa cultura de estado proteccionista, a mesma cultura que coloca o pessoal em casa dos pais até tarde e decide sobre os supremos interesses nacionais em gabinetes, entre dois jogos de paciência quem sabe. Admito, contudo, que a dinâmica democrática, a dinâmica de fiscalização, pode tornar os decisores mais responsáveis. Por que raio a linha de Metro de Gondomar (que dará rapidamente lucro segundo os dados existentes, até apenas segundo estimativas a partir dos dados da STCP), por que raio a linha de Gondomar precisa de mais estudos para ser feita? Não entendo. Por que é que na mesma semana em que a secretária de Estado diz que não se pode avançar com um par de milhões sem fazer todos os estudos no Metro do Porto, o ministro da mesma pasta, seu superior, diz que não são precisos mais estudos para a Ota e di-lo de uma forma categórica "mais estudos, p'ra quê"? Percebes onde quero chegar. E Rui Rio com os seus co-autarcas do Porto não conseguem bater o pé e dizer que não pode ser assim. Porquê? 1- Porque são de um partido diferente do Governo e 2- Porque não foram eleitos (a Junta Metropolitana é eleita de forma indirecta e condicionada por interesses partidários). E o mesmo se pode aplicar à Caparica. Não no caso que referes, isso é ruído provocado porque as responsabilidades estão definidas no papel, e se estão a atirar responsabilidades de um lado para o outro é porque é culpa dos dois (e os camiões são a prova), mas no caso de ter havido aquela acção rápida na Caparica e, pergunto, em Esmoriz? Quantas caparicas haverá ao longo da costa, sem um restaurante merdoso e provavelmente ilegal, mas com os mesmos problemas de costa. Quantas haverá assim, longe de Lisboa?

A regionalização também não resolve a questão das verbas, mas talvez ajude a que a decisão esteja mais perto. Sabes que o número de funcionários públicos à volta de Lisboa aumentou cerca de dez por cento desde o último referendo, ao nível do crescimento económico da região. E no Porto diminuiu quase 4 por cento, ao nível do decrescimento $ da região. E com o número de funcionários do Ministério da Agricultura que há em Lisboa, não me admira que a decisão entre as matas e um novo programa de computador que acelera o trabalhos, tenham decidido comprar o programa de computador.

Os problemas das estradas é de terem sido mal planeadas desde o início. Planeadas ao nível regional por gajos que nem tu nem tu alguma vez saberemos o nome, mas que poderíamos encontrar na marina de vilamoura decerto nesta Páscoa, e pagas ao nível nacional. As autarquias não têm nada a ver de facto, embora haja estradas a mais e estradas a menos, porque ainda há muito dinheiro a ganhar, e esse não faz ping-pong. Quantos dos que projectaram as estradas e os traçados estarão agora a trabalhar nas construtoras? "senhor engenheiro, por quem é!" Ao menos posso passar um rasteira ao Mário Lino ou ao vereador dos transportes da Câmara do Porto, mas ao "senhor inginheiro" não. Sim estou a simplificar.

Como estou, quando digo que devemos ser tão independentes do governo como somos dos nossos pais e criar familia noutro lado, onde podemos tirar mais vantagens, seja a galiza, seja o loire, seja a irlanda, seja o essex ou a valónia.

Deve haver contas disso, mas creio que se não fosse a Europa isto seria sem dúvida uma Albânia e do que sei, há uma cidade-cidade na Albânia, que é a capital.

Desculpem a seca, não me motiva nada de especial na regionalização, mas perante a cambada de incompetentes que vejo no terreiro do paço, perante a atitude conservadora, proteccionista e retrograda do estado e das empresas, perante a realidade que temos, sem perspectiva de melhorar, acredito que a regionalização é uma das verdadeiras reformas necessárias. As outras, sejam propostas pelo BE, PC, PS, PSD ou pelo CDS é mudar para que tudo fique na mesma.