quarta-feira, 3 de janeiro de 2007

"Um desafio para os que partem. Um sonho para os que ficam."

Rally Paris-Dakar. Este era o tema anunciado para uma outra paixão do António que combina motores, areia e resistência física.
Todos nós já ouvimos falar um pouco da mítica prova, mas saber que seria o António a conduzir-nos neste rally aumentou o desejo de acompanhar a prova de principio a fim.
Com um itinerário previamente definido, iniciamos a prova pela história.

Numa época que a Republica Francesa mantinha um vasto império Africano, a necessidade de cartografar as suas colónias levou Jean-Claude Bertrand a promover o Rally Bandaman. Este grande entusiasta das areias do deserto africano, viu nesta prova potencial para cativar novos adeptos e criou o Rally Abidjan-Nice ligando a capital da Costa de Marfim à Côte d’Azur. Estava garantido o sucesso deste tipo de prova e ainda que as areias queiram apagar o seu nome da história, Jean-Claude Bertrand seria o precursor do mítico Paris-Dakar.
Thierry Sabine, foi dado como desaparecido em 1977 durante a sua participação no Rally Abidjan-Nice, e con(s)ta-se que teve uma revelação. Após ser resgatado, regressou a França e, deu inicio à maior prova de resistência sobre rodas. Em 26 de Dezembro de 1978, a Torre Eiffel viu partir os destemidos aventureiros que se propunham percorrer 10 000 km até chegar à capital do Senegal. A Yamaha XT500 foi a 1ª a cortar a meta em Dakar sagrando Cyril Neveu campeão da 1ª edição do Rally Paris-Dakar.

Finalizado este prólogo e com os participantes da sessão já imbuídos do espírito da prova, deu-se ínicio ao visionamento de 2 filmes, um 1º versando as provas organizadas por Jean-Claude Bertrand, e um 2º fazendo uma retrospectiva dos 25 anos de Paris-Dakar entre 1979 e 2003.
(Convém abrir um parênteses e destacar que o tema retratava uma prova feita de imprevistos, como tal, o 1º filme decidiu ser caprichoso e teve de ser visionado na micro-tela de um computador portátil).
Vimos então as “máquinas” da época (Peugeot 504, Renault 12, motas Side-car, e o potente Citroên-Maseratti) com um atrevimento para além dos seus limites galgar as areias do deserto.
Percorrida a 1ª etapa, passamos à retrospectiva da prova. Ao longo de 25 anos ficamos a conhecer os nomes que marcaram a sua história, as provas de solidariedade entre os participantes, a dor dos que abandonam prematuramente a prova, as deslumbrantes paisagens Africanas, a alegria dos que cruzam a meta, os espectaculares capotamentos, a evolução cada vez mais perfeita das viaturas e das equipas concorrentes. Houve ainda tempo para escutar o poema de Akeem, um épico que infelizmente não consigo aqui reproduzir.

Assim chegamos ao fim do principio. Termina a sessão do António e inicia Lisboa-Dakar 2007. Dia 6 as máquinas arrancam e a nossa atenção prende-se a elas, com a admiração e o respeito de quem compreende o que vão enfrentar.

Como nota de rodapé, deixo alguns números revelados pelo António e outros que recolhi:
766 participantes;
525 equipas;
231 motas;
174 carros;
69 camiões;
42 nacionalidades em prova;
760 funcionarios (entre os quais 50 médicos),109 carros, 129 camiões e 10 helicopteros de assistência;
550 jornalistas acreditados;
1,5 toneladas de alimentos;
12 000 garrafas de agua 1/2L. por dia;
1 500 000 l. de combustivel para aviões e helicopteros.

5 comentários:

hörster disse...

Da apresentação do António e dos filmes das viagens do Dakar tentamos e conseguimos imaginar a sensação de cavalgar as dunas, respirar pó, areia e calor e sentir o vento na cara. E somos, mais uma vez, picados pelo mosquiTTo!!
Ora bem, para passar da imaginação à acção podem começar a depositar os vossos donativos na minha conta para que com quarenta mil dos antigos contos eu (nós) possamos falar do Dakar na primeira pessoa (depois forneço-vos o NIB!!)
Obrigada pela vossa colaboração! :)

Obrigada António!
Parabéns Vieira!

Jorge Carvalho disse...

Claro que deve ter sido uma excelente sessão. Resta-me dar os parabéns ao Rui pelo post.
Quanto ao António fico à espera de mais histórias.

GRaNel disse...

Começo por pedir desculpa por ter chegado atrasado à sesão mas foi-me mesmo impossivel chegar antes. Tenho portanto pena de não ter ouvido o António discorrer sobre o Dakar... porque mais do que falar do que domina, fala com a paixão de quemm já vivenciou parte das aventuras a que ficam expostos os participantes. Parabéns pela escolha e pela própria sessão.

Para quem não foi à sessão, basta seguir o itinerário proposto pelo Vieira. Como sempre, meticulosamente preparado e pleno de informação. Escusado será dizer, parabens.

Grande abraço a todos e até terça na sessão do Rui.

Marta Araújo disse...

Pois...e lá foi mais uma fantástica sessão na qual o António partilhou a sua paixão por este desporto "radical" e a verdade é que vai despoletando o nascimento dessa mesma paixão em quem o ouve...eu pelo menos confesso que estou a deixar-me fascinar lol

Gostei muito da sessão. Parabéns.

Parabéns também ao Vieira que, e como não podia deixar de ser, aqui deixou um excelente post.

Hugo Valter Moutinho disse...

Eu, infelizmente, acabei por não conseguir ir e estou-me a roer todo por causa disso. Deve ter sido uma sessão fantástica! Os meus parabéns (e as minhas desculpas pela ausência) ao António pela sessão e parabéns ao Vieira pelo fantástico post.