quarta-feira, 20 de dezembro de 2006

As sessões do Vitor nunca são fáceis de resumir, é dificil por vezes transmitir as paixões e as viagens que o Vitor nos proporciona e quem não esteve presente fica sempre com uma pequeníssima ideia do que por lá se passou. Desta vez calhou-me a mim a árdua tarefa de fazer o post da sessão.
Findas as habituais (interessantes e interrogativas) farpas (apesar do Vitor querer fazer uma sessão sem farpas, devido ao caractér especial da sua sessão) a sessão começou sem grandes comentários, arrancando automáticamente com música, apenas com uma pequena apresentação dos "colaboradores" que o Vitor convidou para a sessão. Sim, engane-se quem pensa que o Vitor apresentou uma sessão normal. Não! Além de se apresentar com um visual a rigor, ele contou com a participação de um DJ, o Dja, que se encarregou de nos conduzir musicalmente durante a noite. O Vitor acabou, sem palavras e apenas com um livro (um Guia de Música Reggae) que foi rolando pelas mãos dos mais curiosos, por nos dar uma "injecção" de musica reggae, transmitindo assim a sua paixão por este estilo de música e subtilmente passar uma mensagem de liberdade e, talvez, de paz.
Sob luz ténue (que foi diminuindo gradualmente durante a noite...) os pinguins foram confraternizando entre si, acompanhados por um vídeo de fundo sobre Bob Marley, que ia dando ao espaço as tonalidades Jamaicanas, juntamente com a decoração do espaço, cuidadosamente preparada pelo Vitor.
Foi uma "sessão" diferente, talvez um pouco ousada, daquelas que estavamos habituados. A(s) mensagem(s) do Vitor foram subtis, muito ao seu estilo (com a sua doce e saudável loucura): "Quem quiser que entenda...", mas no fundo, talvez (talvez...) seja pelo aproximar da época natalícia, subtilmente ficou no ar um "Paz e Amor" que rege também o espírito reggae. E um pouco de loucura também, ou não fosse uma sessão do Vitor.... (De génio e de louco...)

Um abraço a todos e um Bom Natal.

7 comentários:

Marta Araújo disse...

Não...de facto não foi uma sessão normal...Diferente e ousada talvez, mas sem certezas aboslutas, sejam as palavras que ajudem a caracterizar o momento.

O momento, esse, foi, eu diria, de festa. A música reggae foi a estrela da noite que contou, desta feita, com alguns convidados especiais. O Vitor não deixou nada ao acaso. A cave foi decorada a preceito, as vestes foram escolhidas especialmente para a ocasião e foi sempre a bombar.

Depois das farpas, e tal como disse o Valter, foram poucas as palavras mas muitos os momentos de diversão. Foi...de facto...diferente.

Parabéns ao Valter pelo post, de facto não era uma tarefa nada fácil...mas estiveste muito bem. Obrigada ao Vitor pelos momentos de diversão que nos proporcionaste.

Cláudia N. disse...

Foi sem dúvida um sessão diferente. Muito animada e com muita gente, excelente música e uma boa onda. O Vitor sempre divertido e com boa disposição.As suas sessões são sempre uma excelente surpresa.
Mas tenho que dizer que apesar do livro ter passado, gostaria duma explicação mais detalhada sobre o reggae. O Vitor ainda fez uma curta introdução, mas eu queria ouvir mais coisas. Claro que posso sempre fazer uma pesquisa,só gosto que me contem histórias, e o Vitor é um excelente contador de histórias e senti falta disso,mas a música e o ambiente de festa que se viveu ontem preencheram esse pequeno vazio.Muitos parabéns.
Quanto ao Hugo, mais uma vez fez um post sobre a sessão com muita qualidade e muito rico em detalhes. Excelente como sempre.Confesso que gosto muito de ler o que escreves.Parbéns.

Vitor Elyseu disse...

começo por agradecer ao Hugo Valter a prontidão com que postou a sessão e pelo facto de ter estado tempo suficiente para a documentar de forma completa ou seja até ao fim.Pensei fazer desta sessão uma janela de oportunidade para um amigo que sonha ser DJ e nesse aspecto fiquei satisfeitíssimo e ele também, aproveito para agradecer ao outro colaborador da noite que foi o José Botelho que nos presenteou as imagens e algum som antes das farpas terem tido lugar e no início da sessão própriamente dita.Pensava eu fazer desta sessão uma espécie de transe pelo universo reggae e daí ter desafiado os membros a colaborar no colorido que eu imaginara mas no entanto a noite pôs-se cinzenta e as nossas farpas foram no meu entendimento e parafraseando o Ricardo Fonseca uma anti sessão,tentei que tudo retomasse o trilho sonhado e o resultado foi o possível ,o reggae fala por si e é uma grande manifestação do género humano pela sonoridade e pelo espírito luminoso que desperta.passo só a esclarecer o meu ponto de vista um pouco melhor-cada vez sinto mais que pertenço cada vez menos a um espaço onde a imaginação e a alternativa tenham que ser castradas.Digo sem ressentimentos e apenas preocupado comigo próprio admito,no entanto é algo que não pude silênciar depois de tanto se ter falado na sessão do Filinto e do respeito pela sessão dos outros,acho que ontem ficou demonstrado o contraditório das palavras e quão grandes são os reflexos dos actos-Alguém disse isto, não sei quem, o povo talvez-um gesto vale mais que mil palavras.

Mosquitto disse...

Olá

Grande Sessão. Parabéns pela coragem de apresentar uma sessão a todos os níveis notável.
Cada um ouvirá e viverá o reggae como entender. Haja tolerância e boa-vontade…
Ontem, vivi uma noite muito especial. Obrigado!

Um abraço

Rui Spranger disse...

Excelente post Hugo.
Em relação à sessão concordo absolutamente com as palavras da Cláudia. Tive pena de não ter havido mais palavras de paixão, isto porque confesso não ser muito apreciador de reggae, talvez até por ignorância minha em relação a este género musical. O conhecimento aumenta o nosso prazer pelas coisas. Acho que o Vitor foi muito generoso na forma como preparou a sessão, mas faltou qualquer coisa. Eu nunca tinha pensado em tartarugas e se a Helena tivesse enchido a sala de imagens de tartarugas sem mais nada eu não olharia para elas da forma diferente como hoje olho. Lamento no entanto não ter podido ficar mais tempo.
Apesar disto tudo não posso deixar de dar os parabéns ao Vitor.


Em relação ao que dizes no teu comentário não acho que a imaginação e a alternativa sejam ou tenham que ser castradas. No entanto, as opiniões podem e devem ser diversas.
Acho que as regras estão a dar muitas dores de cabeça a muita gente e não percebo porquê. Todos os jogos, para serem interessantes e para poderem ser jogados têm que ter regras. É verdade que o Vata foi imaginativo e criativo ao meter um golo com a mão. Mas o futebol seria outra coisa se a excepção se tornasse na regra.

Rui Vieira disse...

Quero começar por dizer que o Vitor para mim é uma pessoa especial com uma autenticidade que a nossa vida nos vai fazendo perder.
O nosso medo do julgamento colectivo, as frustrações vividas por apostas menos conseguidas, vão-nos retirando a força de ousar.
Ousar implica correr riscos, umas vezes é-se genial, outras... não correm bem.
A última sessão, apesar dos esforços do Vitor, resultou numa não-sessão. Saiu dos parâmetros normais, foi ousada, mas não resultou. Não devem os membros do Clube ficar magoados com o Vitor pela sua irreverência, nem o Vitor com os membros pela frustração das suas expectativas.
Mas também não devemos deixar de dizer o que achamos com medo de magoar alguém. Com respeito, ousemos ter a genuidade do Vitor, e dizer quando sentimos não estarmos no caminho que queremos trilhar.
Por último e não menos importante, parabéns ao Hugo pela forma como captou as diversas formas de sentir na última terça, e ao Vitor por partilhar connosco a estreia do seu amigo Dj Dja.
P.S. - Claro que fiquei curioso quanto à história do Reggae, por isso dei um salto à wikipedia, aqui fica o endereço a consultar: http://pt.wikipedia.org/wiki/Reggae

GRaNel disse...

As paixões são isto mesmo... e não pensemos que obedecem a padrões ou imposições. E o Vitor, pródigo nisto, tentou mais uma vez quebrar barreiras e ir mais além. Verdade que muitos esperávamos uma introdução teórica ou um acompoanhamento verbal na sessão. Tal não aconteceu... e não aconteceu, porque o Vitor não quis, e a sesão era dele. E é aqui que entra a tolerância. Podemos não gostar, podemos não concordar com a forma, podemos achar que está tudo mal... mas estamos todas as terças de olhos e ouvidos bem abertos (na sessão afrodisiaca de boa e nariz bem abertos) ávidos de novas paixões. A passada terça não foi excepção e o Reggae chegou até nós. Obrigado Vitor.

Afinal, podem-se realizar tarefas impossiveis e o Valter é a prova viva disso. Conseguiu captar todas as nuances de uma sessão que foi tudo menos "normal". Os meus parabéns.

Uma palavra de agradecimento tambem ao dj de serviço. Que esta tenha sido a primeira de muitas noites...