sexta-feira, 6 de outubro de 2006

Um heroi muito discreto

O ponto de partida para a paixão desta semana foi um filme: “Um herói muito discreto”. O Zé Beça, brilhantemente trouxe um filme que a todos nos surpreendeu…
Uma mistura de realidade e ficção… O desempenho de um qualquer herói no meio de tantos outros…mas em França. Podia ser em Portugal. Destes heróis, está o mundo ávido… Os testemunhos surgem, as interpretações do filme também… Bem real a discussão que teima em se prolongar. Mais um fino para acalmar as gargantas secas. Discute-se este herói, ou será mitómano? Apropria-se de um passado que não é o seu e chama a si aventuras com que sempre sonhou e nunca teve a coragem de viver.
Acabamos por ser actores neste filme intemporal porque de oportunismo se trata. A realidade acaba por se sobrepor à ilusão de ser intocável. Afinal tratou-se de um fuzilamento. Foi um herói, dizem alguns contemporâneos… Honra à memória de quem veste o que não é seu. A bicicleta ainda estará caída? Imóvel testemunha de um salto para a glória.
Mais do que ver… vale a pena pensar nos nossos heróis! Aqueles de quem verdadeiramente gostamos e que com os seus testemunhos nos marcaram.
Um filme de Jacques Audiard, de 1996

6 comentários:

Jorge Carvalho disse...

Com muita pena minha não pude aparecer na sessão de estreia do Zé. De qualquer forma sabia à partida que só poderia ser boa. Gostaria de ver o f8lme, mais tarde. Como não o vi não poderei entrar na discussão.
Ao António, os meus parabéns pelo post. Eu espero que daqui a 10 ou 15 anos consiga ser tão sintético e objectivo na exposição como ele foi. Parabéns aos dois.

hörster disse...

Começo como o Jorge: tive muita pena de não permanecer na sessão de estreia do Zé, ainda por cima sendo ele meu "afilhado"!... E claro que só podia ser boa!
Quanto ao filme, tive o privilégio de ter ficado com a cassete, sim, a cassete (e não DVD!!!) e de ter acabado de o ver agora mesmo.
Herói, não sei. Mitómano, também não. Trata-se, sem dúvida, de alguém que não se contentou com a sua história e teve necessidade de criar uma. Sem dúvida que o fez, brilhantemente.
Zé, parabéns pela escolha do filme e do tema, António, pelo post!

PS - Jorrrrge, sintético, tu, acho que nem daqui a 20!

Rui Vieira disse...

2 grandes estreias! Fico muito contente por ver o Clube recomecar este novo ciclo com novo fulgor. O Ze que andava sempre muito atento mostrou como sabe absorver mas tambem partilhar. Apesar de nao conhecer o filme imagino a profundidade do tema. Esta imaginacao deve-se a segunda estreia. Sintectica, mas o suficiente para levantar questoes. Parabens tambem ao Antonio.

P.S. perdoem os erros ortograficos, mas teclados alemaes nao sao faceis.

Rui Spranger disse...

Bom Bom Bom!!! Mais uma sessão a não esquecer que marcou duas grandes estreias.
Alguém disse que é da praxe dar os parabéns. Já todos conhecem a minha opinião em relação à praxe.
Portanto, muitos parabéns aos dois!

Vitor Elyseu disse...

o mais curioso deste filme foi perceber que a verdade atormenta mesmo os mentirosos mais audazes e isso é a minha nota,fiquei tambe´m sem perceber muito bem o calibre da paixão do Zé se o Heroísmo ou se a exortação da verdade.Parabéns ao postador

GRaNel disse...

São sem duvida duas estreias auspiciosas. Nada que não estivéssemos a contar... principalmente, depois de os conhecer e saber o quão criteriosos somos na escolha dos membros. Resta-me endereçar aos dois os meus mais sinceros parabens e esperar pela próxima estreia, agora em papeis invertidos.