quinta-feira, 19 de outubro de 2006

Dilbert: a sátira da burocracia das empresas

Dilbert, Dogbert, Wally, Alice, Ratbert, Catbert, Bob, os "esquisos" Elbonianos, o Homem do Lixo e, claro está, o Chefe, foram os convidados especiais da última edição dos Pinguins. Não são uma família mas também não deixam de o ser. São uma equipa verdadeiramente surpreendente que nos foi apresentada pelo Granel.
Dilbert é o nome do protagonoista do "team" que faz sorrir, e até reflectir, quem os acompanha. Existem porque o sr. engenheiro Scott Adams, que começou a sua carreira na área da economia, tinha o vício de fazer pequenos desenhos nos momentos mais oportunos, como é exemplo as reuniões de trabalho. Trabalhou 30 anos numa empresa e um dia decidiu dar vida à sua veia artística e encarar mais a sério o seu gosto pelo desenho. Fazer sátira com a burocracia e o funcionamento das empresas foi a ideia-chave, empolando e caracterizando, claro está, as coisas absurdas que se passam no interior de um escritório. Um dia um impulso fez com que enviasse as suas obras de arte, em forma de tiras de banda desenhada, para uma série de editoras. Não o fez em vão. Uma das mais prestigiadas empresas da área abraçou o seu humor e ainda bem. Vamos perceber porquê:
O cenário é uma empresa de "alta tecnologia" (alta só mesmo de nome) e o elenco conta com pormenores que são autênticas pérolas, tais como um indivíduo (Dilbert) cuja gravata está sempre levantada, tem um ego do tamanho de uma noz (Dogbert) que tem corpo e, obviamente, mente própria. Dogbert tem o dom da palavra, é esperto mas cínico e, de acordo com o Granel, "usa o que quer que tenha à mão para dominar o mundo". O Chefe, esse, e para começar, tem um penteado fantástico e é tido como o pior pesadelo da empresa. Apresenta um nível de inteligência abaixo do dos seus empregados.
Wally é o engenheiro da empresa mas detesta trabalhar. "Escapa-se sempre que pode", garante o Granel. O toque feminino da empresa está a cargo de Alice. Reivindicativa é a palavra que melhor a caracteriza. Parece que quando os outros acabam de falar a voz desta "querida" ainda é ouvida. Ratbert é o optimista teste de laboratório. Só tem um desejo na vida: ser amado. Ao que parece, e amores à parte, ou talvez não, Ratbert é especialista em se envolver em esquemas diabólicos com Dogbert. A gestão dos recursos humanos está a cargo de Catbert. Atormenta toda a gente mas tem um carinho especial por Wally. É o eleito quando se trata de veicular más notícias, como é exemplo o anúncio de despedimentos.
Com esta "diabólica" equipa ficamos a saber que afinal os dinossauros ainda existem. Mais do que isso: casam-se e têm filhos. Bob é a prova disso. É verde a apresenta um ténis absolutamente "fashion". Para além da queda do mito que dava conta que este espécie não existe, Scott Adams garante-nos que o quarto mundo existe. Denominado de Elbónia, os seus habitantes, os Elbonianos, vivem cobertos de lama, andam com grandes chapéus, aprensentam longas barbas e são detentores de um medo assustador no que concerne à tecnologia. Constituem uma sátira aos países islâmicos e, como não podia deixar de ser, são clientes da empresa de Dilbert. The last but not de lest é o Homem do Lixo. "Aparece pouco", diz o Granel, acrescentando que "se sabe pouco sobre ele". Uma coisa é certa: apanha as fantásticas fórmulas do lixo de Dilbert e resolve-as convenientemente.
Como se costuma dizer: a brincar a brincar as verdades vão sendo ditas. Pela voz do Granel ficamos a conhecer estes personagens que, afinal, têm tanto de real como de ficção. Parabéns pela sessão, pelo empenho e por mais uma partilha de paixões!

NOTA: a FNAC não tem estes livros à venda...como é que é possível? E que tal se nos barricassemos lá dentro?

7 comentários:

Cláudia N. disse...

Quero desde já dar ao Garnel os parabéns pela excelente sessão.
Marta adorei o teu relato, muito detalhado e com sentido de humor, mais uma vez demonstras a brilhante jornalista que és. Parabéns.

Vitor Elyseu disse...

adorei o homen do lixo.
inteligente e sereno revela-nos que no lixo se escondem as maiores receitas da vida humana,uma espécie de ADN de tudo o que é consumido.
parabéns Granel e Marta,uma dupla de respeito!

Jorge Carvalho disse...

Eu estou indignado com esta sessão! Um verdadeiro produto capitalista, uma tentativa de reduzir a classe trabalhadora a nada. E é por isso que venho fazer este coemntário, para reivindicar o direito dos trabalhadores. A este rapaz, o Farnel, ou lá como ele se chama não tenho nada a dizer. Só que é uma falta de respeito. E a essa moça, tenha vergonha! Em vez de andar aí a reportar a luta dos trabalhadores anda-me a perder tempo com estas imundices do capitalismo americano.
Quem se vai barricar sou eu para que o sol brilhe para todos nós.

Cláudia N. disse...

Jorge ou é de mim ou estás cada vez mais de esquerda? A brincar a brincar lá se vão dizendo as verdades.Não tenho dúvidas que lá para os 30 anos vais-te assumir como um verdadeiro comuna, e ainda vais ser artista.Estás a caminhar nessa direcção. Não te preocupes que vamos gostar de ti na mesma :-)))

GRaNel disse...

Isso é que já me deixa algumas duvidas. Não será fácil aturá-lo, ainda por cima comuna.

Rui Vieira disse...

A vinda de Dilbert ao nosso clube teve no Granel um digno representante. Conhecedor da lógica satírica de Scott Adams fez-nos percorrer o seu universo através das tarjas cuidadosamente seleccionadas. Parabéns Granel.
O trabalho rendeu frutos, como prova o excelente post da Marta. Apresentou-nos fielmente os protagonistas, e como ser pensante que é, ainda juntou a sua análise humoristica. Parabens Marta.

Hugo Valter Moutinho disse...

Parabéns Granel! Grande sessão. Com tudo o que era importante e algum sentido de humor. Não é fácil agradar a todos, mas acho que conseguiste essa árdua tarefa.
Marta, muitos parabéns pelo post, que resume ao detalhe tudo o que Granel apresentou.