quinta-feira, 27 de setembro de 2007

The Man That Corrupted Hadleyburg

Através do orador de serviço, que é o senhor Jorge C. o eterno Mark Twain desceu a cave do pinguim, sentou-se ao nosso lado, e falou-nos sobre a honestidade, e como a podemos corromper.

Usando o conto “The man that corrupted Hadleyburg” como uma metáfora para a perda da honestidade, Mark Twain ( que se encontrava no meio de nós naquela noite de terça-feira) fala-nos da cidade Hadleyburg, que de forma arrogante, orgulhava-se de ser a cidade mais honesta da América, e por consequência sentia-se superior a todas as outras.

Até que num certo dia, Hadleyburg, cheia de orgulho de si própria ( e claro arrogância) maltrata um forasteiro.

Anos mais tarde este forasteiro vinga-se dessa cidade, tornando-a corrupta e desonesta.

E pronto, foi um apanhado do conto:

Mas continuando com o verdadeiro tema do clube desta semana, a honestidade, vou tentar retratar o que vi e senti.

É impossível ser-se honesto, totalmente honesto, pois esse desejo utopico altruista não existe na nossa forma de ser ou de viver.
Claro que podemos ser cordiais, ser pessoas de bons valores, ser simpaticos e verdadeiros uns com os outros, mas honestos a todos os niveis... não.

Pois através do relato de experiencias. Os membros deste clube onde a partilha de paixões, desejos, opiniões e formas de estar na vida impera, conseguimos ver que o nivel de honestidade está relacionado com o meio ambiente onde vivemos.

Mas ainda ha esperança, para um dia todos nos vivermos em prol da honestidade.

Assim sendo, muito obrigado Jorge C. por trazeres um tema deveras importante na nossa vida.

4 comentários:

Marta Araújo disse...

"Não basta abrir a janela
Para ver os campos e o rio.
Não é bastante não ser cego
Para ver as árvores e as flores.
É preciso também não ter filosofia nenhuma.
Com filosofia não há árvores: há ideias apenas.
Há cada um de nós, como uma cave.
Há só uma janela fechada e todo o mundo lá fora,
E um sonho do que se poderia ver se a janela abrisse,
Que nunca é o que se vê quando se abre a janela", disse Alberto Caeiro.

Sobre a honestidade muita coisa foi dita e bastantes foram os episódios contados na primeira pessoa, isto em local próprio. Um conceito subjectivo ou não, em vias de extinção, ou não; em desmoda, ou não; fruto de um todo, ou não, uma coisa é certa: vale a pena lutar por ela.

Excelente sessão. Bom post. Parabéns aos dois.

filinto disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
filinto disse...

Já depois da sessão (mais uma daquelas sessões onde o senhor Jorge C. consegue aproximar-nos mais uns dos outros) tive uma séria discussão que me fez lembrar o conto. Isto porque, a determinada altura, me lembro de ter evocado que não tinha "vocação de santo". A primeira alma a quem ouvi dizer isto - e talvez a única - foi das pessoas mais correctas que conheci. E talvez o seja porque reconhece as suas limitações, a tal falta de "vocação", e faz um esforço para o ser (recto), ao contrário do que outros que conheço que pensam ter "vocação" para ser "santos", mas que não o são porque, mutatis mutandis, têm a "vocação" e não se esforçam minimamente nesse sentido.

Se as pessoas de Hadleyburg não se levassem tão a sério seriam mais felizes e menos corruptíveis, quem sabe.

Por isso discordo num ponto do bem descrito post. Não creio que seja "impossível ser-se honesto", creio é que a honestidade, como tudo na vida, e como me parece que Marc Twain o tenta demonstrar no livro (que não li), a honestidade, escrevia, deve ser posta em perspectiva.

(o comentário anterior tinha umas gralhas)

Rui Vieira disse...

A honestidade é um excelente tema a reflectir. E convém mesmo muitas vezes pensar se devemos ser honestos.
Ainda assim, parece-me melhor viver com os "incomodos" da honestidade do que viver desonestamente.
Parabéns ao Jorge pelo tema e ao Aguia pela abordagem.