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quinta-feira, 29 de março de 2012

Max Richter


E uma quinta-feira o Águia esvoaçou até à cave para nos dar a conhecer Max Richter, este senhor aqui em baixo...

Trata-se de um compositor Britânico de origem Alemã. Estudou composição e piano na Universidade de Edimburgo e fundou, após ter terminado os estudos, o Piano Circus, com mais cinco pianistas. Participou neste projecto durante dez anos, primeiro como pianista e mais tarde como compositor.

Em 2002 lança o seu primeiro álbum a solo, Memoryhouse onde explora histórias reais e imaginárias criando um estilo de música experimental que denomina de “documentary music”. Seguiram-se The blue notebooks (2004), Songs from before (2006), 24 Postcards in Full Color (2008), From the Art of Mirrors (2009) e Infra (2010).

Max Richter foi também responsável pela banda sonora de filmes como “Valsa por Bashir”, “Shutter Island”(entre outros).

Nas suas músicas Max Richter usa samplers de origens variadas: sons de ambiente, vozes e leituras de textos (Kafka, Murakami,...).

Da (falsa) simplicidade do som do piano a solo até à sumptuosidade de uma orquestra, todas as músicas deste compositor têm uma capacidade em comum: gerar emoções.

Pois não é essa a função da arte? Oiçamos então arte!

Deixo-vos um -mui pessoal, umbiguísta e de (in)questionáveis critérios- cardápio de músicas e sensações:

“On the nature of daylight” o dia chega cheio de nostalgia e inquietação…

“Embers” transporta-me em melancólicos voos de serenidade…

O hipnótico “November” que me descompassa o coração e a respiração…

A beleza mesmerizante e sombria de “Sarajevo”

A grandiosidade esmagadora de “Last days”

Infra 5 – que me traz uma emoção que não lhe sei o nome e por isso inventei-lhe um: Soluptioso

Sr. Águia, muito grata pela partilha, sigo pela vida com o Memory House debaixo do braço e um caleidoscópio de emoções no regaço!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Pinguim Talks!

Na última sessão do ano (a 29 de Dezembro de 2011) fomos brindados com mais uma paixão do André: as TED TALKS.

Não, não são as "Conversas do Ted", nem existe nenhum Ted por trás deste conceito!

As TED Talks são conferências sobre diversas temáticas (TED - Technology, Entertainment and Design) que, como o próprio André adiantou na sessão, têm uma semelhança com o Clube dos Pinguins, uma vez que nelas participam verdadeiros entusiastas que, com paixão, apresentam as suas ideias. Aliás, o mote destas conferências é mesmo "Ideas Worth Spreading" (ideias que vale a pena divulgar).

Este conceito nasceu em 1984, através de Richard Saul Wurman e ao longo das várias edições participaram várias celebridades mundiais como Bill Clinton, Al Gore, Gordon Brown, Bill Gates e vários Prémios Nobel.

O mais difícil para o André foi mesmo escolher, das várias centenas de conferências, aquelas que pudessem mostrar o espírito TED e ao mesmo tempo, que fossem interessantes e variadas. O que resultou num seleção de cinco apresentações tão diferentes umas das outras como apaixonantes! Aconselho a verem/reverem:

Bonnie Bassler: Como comunicam as bactérias
Esta bióloga molecular mostra como se pode integarir na comunicação entre as bactérias, não havendo necessidade de administração de antibióticos. A maneira apaixonada e enérgica como ela expõe a sua ideia é fantástica!


Benjamin Zander: Música e Paixão
Este músico mostra como é possível apreciar música clássica, mesmo não percebendo ou não gostando. De uma maneira cómica e apaixonada, ele consegue surpeender a plateia.


Pranav Mistry: o potencial emocionante da tecnologia SixthSense (Sexto Sentido)
Este indiano desenvolveu uma tecnologia Sexto Sentido de baixo custo e pretende revolucionar o modo como interagimos com o mundo digital e o mundo real. Vejam, que vale a pena! Há coisas fantásticas, não há?


Eric Giler: Eletricidade sem fios
Isto é bem capaz de ser o futuro! Vale a pena ver os vários exemplos da aplicação da eletricidade sem fios e como isso pode mudar a nossa vida daqui a uns anos (se calhar bem menos do que pensamos).


António Damásio: A busca para entender consciência
Para quem assistiu à sessão do Vasco sobre a consciência (The Primacy of Consciousness), pôde fazer o paralelo com esta, que foca as questões biológicas da tomada de consciência e do eu.


Parabéns ao André por mais uma sessão bem interessante e onde deu para aprender mais algumas coisas!

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

O post que se viu grego para sair...

Já foi em 2010 e muitos não se lembrarão sequer da fantástica sessão da Olga, sobre a Grécia Antiga, a primeira paixão apresentada por esta "pinguina". :D

Foi uma sessão cuidadosamente preparada, com direito a um teste final aos conhecimentos adquiridos e correspondente prémio (uma coroa de louros) ao vencedor com mais respostas certas. E foram bastantes os pinguins que assistiram à breve história da mitologia grega, à passagem pelos principais pensadores / filósofos gregos e até à evolução arquitectónica da Grécia, com exemplos de vários monumentos famosos.

Para relembrar e porque seria uma pena uma apresentação destas ficar na "gaveta", aqui vai:

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Lisbela e o Prisioneiro


Há umas semanas atrás a Xanoca apresentou-nos o filme “Lisbela e o Prisioneiro”, apresentando como sua paixão o cinema Brasileiro. (Eu atrever-me-ia a dizer que a sua paixão era o cinema novela mas corria o risco de ser mal interpretado e por isso não digo nada…)
O filme, realizado por Guel Arraes que ganhou alguns prémios no Brasil, conta a história de Lisbela (Débora Falabella), uma jovem sonhadora que adora ir ao cinema e vive na esperança de encontrar o “homem certo” e de Leléu (Selton Mello) um saltimbanco que anda de cidade em cidade a vender os seus produtos, apresentando pequenos números de ilusionismo e a seduzir as mulheres locais. Um burlão!
Leléu envolve-se com Inaura (Virginia Cavendish), uma mulher sexy e atraente que tem um pequeno defeito: é casada com o homem mais temido da cidade, Frederico Evandro (Marco Nanini), um matador profissional, que Leléu só conhece de nome. Quando Frederico Evandro descobre a sua mulher o anda a trair resolve partir em busca de Leléu que, entretanto, tinha fugido para uma pequena vila.
Nessa vila Leléu apaixona-se imediatamente por Lisbela, filha do Tenente Guedes (André Mattos) e noiva de Douglas (Bruno Garcia). Ora Lisbela sente também uma atração imediata por Leléu. A confusão está montada!
No meio de tantas tropelias, Leléu e Frederico Evandro tornam-se amigos, sem se aperceberem de quem é quem e que afinal são inimigos de morte. Mas quando toda a mascarada é desfeita e todos os enganos corrigidos, começa a tensão final para saber quem mata quem e quem fica com quem. Neste momento o filme é contado através de uma série de flashbacks em que cada um vai alterando o rumo da história criando um série de twists no argumento.
E é precisamente nesta altura que o CD (sim, o filme estava a ser projectado através de um CD) resolve encravar. Não só encravar como a recusar-se firmemente a passar aquela parte do filme. (Devia ser um CD humanitário, a favor dos direitos dos homens e contra qualquer tipo de crimes ou mortes, enfim…) Após várias tentativas e esforços, sem falar que se passou cerca de 30 minutos nesta brincadeira, lá se conseguiu ver (aos pedaços) a cena que já de si era aos pedaços. Sim… Foi um pouco confuso mas, a Xanoca foi-nos relatando calma e explicitamente tudo o que se passava e as trocas que ia havendo no argumento. O CD foi simpático o suficiente para nos deixar ver o final do filme (já depois do sangue ter rolado, claro…).
A sessão acabou por se tornar bastante divertida com muita galhofa no meio, principalmente nas paragens do CD que davam sempre origem a novas piadas. A Xanoca fez uma boa apresentação e defendeu-se bem quando o CD resolveu resmungar. Acho que todos nós percebemos a parte final do filme graças a esse esforço.
Os meus parabéns à Xanoca, quer pela apresentação, quer pela escolha do filme.



quinta-feira, 24 de novembro de 2011

The Primacy of Consciousness

Este será provavelmente um dos resumos de sessão mais curtos que escrevi. Não porque a sessão tenha sido desinteressante, muito pelo contrário. Foi uma das últimas sessões que eu mais gostei. Isto porque a paixão trazida pelo Vasco, a primeira que eu vi deste pinguim, me trouxe mais conhecimento, me pôs a pensar e a questionar. Saí dessa sessão (já não me lembro da data, mas tenho a certeza que o Hugo se encarregará de a assinalar) mais rico e por isso agradeço ao Vasco.
O resumo é curto porque a conferência a que assistimos (em condições previlegiadas, graças ao projector video e à qualidade do som) está disponível no youtube e a biografia e demais informações sobre Peter Russel estão também disponíveis na sua página de internet.
Quem não pôde estar presente pode assim deleitar-se a ver basicamente aquilo que foi a sessão, embora sem a companhia agradável de todos os outros pinguins.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

A "biografia boémia" de Serge Gainsbourg

AVISO: Por conflitos de interesse, o Rui trocou comigo o post sobre esta sessão.

No passado dia 29 de Setembro, a Mónica trouxe uma paixão partilhada com o Rui, mas que nasceu em circunstâncias e datas diferentes.

Serge Gainsbourg é uma paixão de longa data do Rui e que até já tinha apresentado uma sessão sobre ele ("EKMA e Serge Gainsbourg"). Uma vez que o Rui morou durante algum tempo em França, muita da sua cultura musical provém desse país, onde Serge Gainsbourg foi um dos maiores ícones.

A paixão da Mónica por este músico francês surge mais tarde, através do filme "Gainsbourg - Vida Heróica", de 2010, onde é retratada a vida polémica de Serge Gainsbourg, durante os seus anos de sucesso, célebre também pelos inúmeros casos com conhecidas actrizes e cantoras (Brigitte Bardot, Juliette Gréco, France Gall, Jane Birkin, Catherine Deneuve, etc).


O filme, realizado por Joann Sfar, foca apenas uma parte da vida de Serge Gainsbourg, mostrando-o como um viciado em cigarros, álcool, mulheres e músicas com temas polémicos. E por esta razão, o Rui disse não considerar o filme uma verdadeira biografia da vida do músico, mas sim uma visão pessoal do realizador, que de facto afirma no final:

"J'aime trop Gainsbourg pour le ramener au réel. Ce ne sont pas les vérités de Gainsborg qui m'intéressent, ce sont ses mensonges."
("Eu amo demais Gainsbourg para trazê-lo à realidade. Não são as verdades de Gainsbourg que me interessam, mas as suas mentiras.")

No entanto, num ponto todos concordámos: o filme é de facto muito bom e tem uma dinâmica interessante, levando-nos numa viagem louca à vida de Gainsbourg e a um constante conflito interior com o seu "alter-ego boémio".

Recomendo lerem este resumo biográfico de Serge Gainsbourg, para verem como era louca a vida deste músico.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

I love this game


Ora faz algum tempo que o Hugo nos apresentou com uma sessão sobre o futebol uma paixão sua e de muitos portugueses!
Nesta sessão descobrimos as origens do futebol há mais de 2500 anos atrás na antiga China. Nesta altura era designado de Cújú que significa pontapear (cu) uma bola de cabedal (ju).
No entanto, existe ainda uma disputa sobre a origem do futebol com a Grécia, Roma e a América central a defenderem que este desporto é originário no seu país.
Mas o que realmente importa é que este desporto começou com uns tipos a pontapear uma bola de cabedal num local remoto da Terra e actualmente o futebol é um desporto global que move massas (tanto em espectadores como monetárias). A FIFA (Federation Internationale de Football Association) afirma que existem mais de 240 milhões de pessoas que jogam futebol com regularidade.
Mas esta sessão não tratamos só de história, também vimos os melhores momentos de futebol, os golos impossíveis, os melhores jogadores, e os “frangos” mais cómicos.
Na verdade não sou uma adepta ferrenha que assiste religiosamente a todos os jogos do meu clube com uma vela a arder aos pés do Santo Onofre.
Mas sou uma adepta do convívio, dos finos, dos tremoços e dos insultos ao árbitro lançados a uma televisão num café qualquer!
I don´t Love it but I like It :)

Deixo aqui o link da morte súbita que falei durante a sessão

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Visita íntima a Passos Manuel

No passado dia 22 de Setembro, o Hugo Valter levou-nos ao Cinema Passos Manuel para assistirmos a uma curta de Luís Vieira Campos, intitulada "Dia de Visita".

A ação principal da curta desenrola-se no Estabelecimento Prisional de Santa Cruz do Bispo e foca uma regalia alargada a todos os reclusos portugueses (homens e mulheres) pelo novo Regulamento Geral dos Estabelecimentos Prisionais - a visita íntima. Não, não é o que estão a pensar! Todos os pormenores pornográficos (e até os eróticos) foram propositadamente omitidos!

O filme, a preto e branco e com uma cadência lenta, ao som de uma música a condizer ("Quem sabe", de Manuel Cruz), acompanha a vida de um casal de ex-toxicodependentes, que se encontra uma vez por mês, durante duas horas, num quarto de uma prisão onde ela cumpre pena. Para quê, perguntam vocês? Ora, não vou dizer, se não estragava o filme por completo... mas podem dar uma olhada ao trailer ("letes luque a tetreila"):


No final da película, foram mostrados vários depoimentos reais de reclusas, em que falam abertamente sobre o impacto da visita íntima nas suas vidas. E esta parte final é que foi verdadeiramente interessante!! Todos concordámos que o filme transparecia uma espécie de artificialidade, quer nos movimentos dos atores, quer nos diálogos, portanto a parte dos depoimentos foi uma lufada de ar fresco (e real...).

A mensagem transmitida pelas declarações das reclusas foi mesmo bastante forte e ficámos com a sensação que toda a vida delas na prisão passou a ter como objetivo a espera por aquelas duas horas mensais, em que se podem sentir livres e imaginarem-se no quarto de sua casa.


Bem, como "bom pinguim à casa torna", no final fomos todos beber para o Pinguim e debater a interpretação de cada um sobre o filme e ficámos na amena cavaqueira até às tantas, como já é apanágio das sessões do clube.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

"the universe is wider than our views of it" (Thoreau)

Depois de uma série de sessões dedicadas aos jogos, aos filmes e à música, o Vasco desceu à cave para nos falar de filosofia. Para nos falar de política. Para nos falar de ecologia e de poesia. Para nos falar do universo e dizer-nos “the universe is wider than our views of it”.
Thoreau, aquele poeta de que a maioria de nós ouviu falar, pela primeira vez, no “Clube dos Poetas Mortos” , foi a paixão da noite.

Henry David Thoreau (12/07/1817 — 06/05/1862), nascido nos Estados Unidos da América, foi autor, poeta, naturalista, activista, historiador, filósofo, abolicionista e transcendentalista.
Pois é caros Pinguins ambientalistas: Thoreau, no Séc. IXX, preocupava-se com os efeitos do progresso e da mão do homem na natureza. É a ele que se atribui a frase "Eu não tenho dúvidas que é parte do destino da raça humana, na sua evolução gradual, parar de comer animais”.
São muitos os livros, ensaios, artigos, e poesias de Thoreau e entre as suas contribuições mais influentes encontram-se estudos sobre história natural e filosofia, onde ele antecipou as preocupações da ecologia.

Thoreau influenciou filósofos e activistas como Tolstói, Gandhi, e Martin Luther King, Jr.

O seu livro mais conhecido é Walden, uma reflexão sobre a vida simples cercada pela natureza, um manifesto contra a civilização industrial, onde Thoreau propõe o regresso à vida mais simples.
Através da sua própria experiência, que durou dois anos, dois meses e dois dias, Thoreau provou que uma vida simples e humilde é viável em termos financeiros. Walden tornou-se um dos livros mais célebres do autor e é uma referência tanto para a Ecologia, como para o movimento hippie.
O Vasco, prevendo que uma só sessão seria insuficiente para nos apercebermos do génio de Thoreau, trouxe-nos uma peça de teatro que retrata os últimos dois dias do autor nos bosques, enquanto escrevia “Walden” (em português, “A Vida nos Bosques”) e da qual deixo aqui um excerto:



Mas Thoreau não se ficou pela ecologia e pela filosofia, é um autor a descobrir! Uma vez que o post já vai longo, fiquem apenas com este pensamento, extremamente actual, como muito daquilo que escreveu: Quando me aparece um governo que me diz: O teu dinheiro ou a tua vida, porque hei-de eu ter pressa em lhe entregar o dinheiro? É possível que ele fique apertado, sem saber o que fazer. Eu é que não posso ajudá-lo." Henry David Thoreau in Desobediência Civil.
Vasco, o bando dos Pinguins agradece.

domingo, 26 de junho de 2011

"She Wants Revenge" ao vivo na cave do Pinguim

Não, não foi bem ao vivo... mas parecia :D

No passado dia 2 de Junho, o Águia fez descer à cave uma das suas grandes paixões e que, pelas suas próprias palavras, o "define": a banda She Wants Revenge.

She Wants Revenge é uma banda norte-americana, formada na Califórnia em 2005 e segundo o "apaixonado", retrata nas suas letras as relações, as mulheres e a noite. São, de facto, estes temas centrais que se estendem ao longo da sua discografia, e que tem influências sonoras nos Bauhaus, Joy division, New Order, Depeche Mode, entre outros.

Aconselho vivamente a ouvirem (e já agora a verem) o videoclip da música Written In Blood, do álbum This Is Forever de 2007, uma vez que demonstra a sensualidade e a sonoridade das suas músicas, bem como o lado "negro" da banda:



A noite foi passada a ouvir uma selecção (extremamente difícil, segundo o Águia) das melhores músicas, mostrando os vários lados desta banda que definitivamente me ficou no ouvido.

sábado, 18 de junho de 2011

Dupla sessão 24 Party People e Control

Antes de mais quero pedir desculpa pela demora deste post...

O que se pode dizer da sessão dupla do André? Que simplesmente é sobre a música que marcou uma viragem e uma ruptura sonora entre um passado repetitivo da música e a nova vaga de sons, que ditam de uma forma bem vincada, o que se irá ouvir nos tempos que hoje correm.
Esta mudança é nos mostrada através de duas obras cinematográficas, que são na sua essência um registo visual da ruptura que falo anteriormente.
Mas vamos por partes (partes essas que irei dar o nome visão da ruptura 1 e 2 seguido pelo nome da obra cinematográfica).

Visão da ruptura 1 :

“24 party people”. (filme filmado de forma documental )
Filme de 2002 realizado por Michael Winterbottom

Corre o ano de 1976, Tony Wilson, apresentador de um programa de música da Granada Tv, mantêm uma busca constante pelos novos sons que marcaram uma década ou uma viragem no espectro musical, e assim vai trazendo ao seu programa novas bandas.
Descontente pela falta de inovação, decide ele próprio ir à “caça” de novos talentos musicais, para assim ser aquele que trará a boa nova musical ao mundo musical Inglês e mundial.

Esta “caça inicia-se”
Nessa constante busca utópica cria uma record label e bar, a Factory, onde ai resolve abrir os braços e mostrar ao mundo, e ás pessoas ávidas de novidades musicais, a sua “caça”. Entre eles estão os Buzzcock´s, A Certain Ratio, Vini Reilly e Durutti Column e os Joy Division (a utopia era de tal forma grande que com os Joy Division ele assina o contrato com o seu próprio sangue).

Após o suicídio de Ian Curtis o filme toma um rumo diferente, também reflexo de uma certa evolução “dançante” da musica na noite de Manchester, e ai Tony Wilson funda a Hancienda.
Na Hancienda ele mostranos o nascimento da Rave Culture, onde o publico já não aplaude as bandas, mas sim o DJ, esse passador de música que faz o publico vibrar com os sons que cria ou recria.
Mas antes disso, ele mostra-nos o nascimento dos New Order (banda fundada após o suicídio de Ian Curtis, com os membros dos Joy Division) mas cai muito na historia dos Happy Mondays e de toda a sua irreverência.
Este filme acaba com o fecho da Hancienda devido à falência da label Factory e por ultimo, mesmo no fim do filme Tony Wilson vê Deus... e torna-se sim o messias da música que hoje em dia ouvimos.

Visão da ruptura 2 :

Control (filme biográfico)
Filme de 2007 realizado por Anton Corbijn

Filme de 2007, é um filme biográfico a preto e branco que nos fala de Ian Curtis, vocalista dos Joy Division.
Filme baseado no livro escrito pela viúva de Ian (Deborah Curtis) “Touching from a distance”.

Aqui é nos apresentada a vida de Ian desde 1973 até 1980, focando o casamento de Ian, na formação e vida dos Joy Division, nos casos de epilepsia de Ian e no caso extra matrimonial de Ian com Annik (jornalista francesa) culminando com o seu assassinato em Maio de 1980.

Através deste filme conseguimos ver as influencias de Ian Curtis e toda a sua dedicação a banda e a musica que transmite, pois mesmo com os ataques de epilepsia ele nunca para de nos transmitir a sua musica.
Aqui e nos dado de mão dada toda a paixão e revolução musical feita pelos Joy Division que até aos dias de hoje perdura que influencia todo o panorama musical dos dias de correm.

Conseguimos entender a razão das suas musicas e das letras, conseguimos vivenciar toda a vontade de mudança interior de Ian Curtis, que apenas nos transmite essa mudança, essa mudança dos tempos da musica que se ouvia para a que, posteriormente se ouve. Porem ele é um professor que apenas ensina o publico, mas que não aprende, pois nem toda a sua revolta interior e tudo o que nos transmitiu não foi suficiente para ele próprio aprender e sair da sua angustia interior, pois falhou ao ensinar-se a si próprio, falhou em ele próprio conseguir entender o que transmitia, e isso leva-o ao suicídio.
Para terminar este post da sessão dupla de André, gostaria de dizer que ambos estes filmes são as obras cinematográficas mais marcantes para entender a musica que se ouve hoje em dia, pois tornam-se necessários ver para entender o que ouvimos nos tempos que correm.

http://www.youtube.com/watch?v=A1Qz2x94q6A

http://www.youtube.com/watch?v=7c2_B_cWK_M

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Planos de Sequência /Long Takes

O Hugo Valter e o Águia preparam uma noite literalmente de filmes “non stop”, ou seja o tema eleito foi os planos de sequência.



Ora como fica sempre bem, vamos definir o que é um plano de sequência antes de avançar:
Um plano de sequência no cinema consiste numa cena filmada num único “take”, sem cortes, e com várias acções interligadas e encadeadas, que podem acontecer em ambientes distintos com vários intervenientes.



A primeira vista parece fácil…!



Mas na realidade para obter uma cena em plano de sequência é necessário um verdadeiro trabalho de equipa desde dos actores até as equipas de filmagem. Uma única falha de um elemento no último segundo obriga a refazer desde do início a cena toda por inteiro.



É como se fosse um bailado interminável, entre o actor e a câmara onde eles nunca se tocam mas nunca se deixam de olhar, e cada vez que o actor dá um passo no seu bailado, a câmara tem de acompanhar movendo-se, adaptando se à nova cena, reajustando as luzes, som e simultaneamente esconder os fios, equipamento de produção, e equipa de realização.



Chega de metáforas, agora factos!



Quando surgiram os primeiros planos de sequência?
Basicamente os planos de sequência surgem simultaneamente com a indústria cinematográfica, na verdade os primeiros filmes alguma vez produzidos eram na sua maioria filmados em longos “takes” sem cortes e sem edição. Em 1948, o filme “ROPE” de Alfred Hitchcock é na verdade um filme criado pelo corte e união uma série de longos “takes” de 8 a 10 min, de forma a obter uma história final com linha condutora. Neste caso este plano de sequência foi bem-sucedido porque a acção do filme decorre numa única sala durante 80 minutes, logo não existam os problemas de mover a câmara e ajustar as luzes entre outras coisas.



Qual o plano de sequência mais longo?
Segundo as minhas pesquisas o plano de sequência mais longo da história do cinema é o filme “Russian Ark” de Alexander Sokurov ,um filme de 2002 filmado inteiramente num só “take” de 99 min
Curiosidades: Dado que o museu Hermitage só podia estar fechado um dia o filme teve de ser filmado apenas nesse dia. As primeiras tentativas falharam mas, a quarta tentativa foi de vez.

Quais os planos de sequência mais famosos?
Touch of Evil (1958) – The Opening Shot - dir. Orson Welles
Goodfellas (1990) – The Copacabana club scene – dir. Martin Scorsese
Boogie Nights (1997) – The Opening Shot in the Club – dir. Paul Thomas Anderson
…entre outros é claro



Planos de sequência fora do contexto da indústria cinematográfica:


Videoclips por exemplo:
OK GO “This Too Shall Pass” ; “Here it goes again”; “White Knuckles” (sou fã!!)

Erykah Badu – Window Seat



Na televisão temos os spots de publicitários por exemplo:
Whiskey Jonhnnie Walker,


Bem este “Post” está se a transformar num plano de sequência que nunca mais termina portanto será melhor dar os parabéns aos organizadores por uma sessão muito interessante.


sábado, 14 de maio de 2011

WASTE LAND

WASTE LAND

Antes de começar a escrever este post, gostaria apenas de dizer o quanto me sinto honrado por ser eu a ter esta tarefa, visto que ainda não me saiu da cabeça o filme que a Alexandra nos trouxe. Assim sendo peço já desculpa se o post for grande.
Como posso eu transmitir o que senti e o que foi visto com o filme Waste Land? Não sei se serei capaz, mas peço que façam um exercício mental e tentem visualizar o que irei escrever em seguida.

São 6 da manhã, toca o despertador, Tião acorda.

Caminha para a cozinha, onde a sua mulher e filha já tomam o pequeno almoço, fala um pouco com ambas enquanto segura na sua mão o livro Código de Da Vinci.

Ao levantar-se da mesa, dá um beijo na testa da filha e sussurra ao ouvido “Tens de ler livros para seres psicóloga, sabias?” ela com um sorriso de quem tem 6 anos acena com a cabeça, enquanto segura na sua Barbie, penteando-lhe o cabelo.

Ao mesmo tempo Magna, colega de trabalho de Tião, caminha pelas ruas, em direcção ao trabalho, olha para o lado vê uma criança a correr e a bricnar com algo que lhe foi dado provavelmente pelos pais, vê outros colegas de trabalho com as suas malas escuras a sorrirem e a cumprimentá-la, satisfeitos pelo seu dia de trabalho ter acabado. Ela sorri de volta e à distancia, entre as casas vê Irma a cozinheira, carregando a comida, pois hoje será um dia cheio e ela tem uns petiscos para fazer,ela prometeu usar a criatividade e servir algo diferente.

Tião passa por elas, desviando-se dos carros, sorri e entra no gabinete da associação da qual é presidente a ACMJG, entre as portas vê a figura do seu grande amigo Zumbi, que está com o Guerra e Paz na mão.

Tião repara na expressão de alegria na face de Zumbi quando ele lhe dá o livro a para a mão e diz-lhe – Já temos mais um livro para a nossa biblioteca.

Ambos deixam o edifício da Associação e vêem ao longe Suelem, que com um sorriso de adolescente olha para eles, com a sua face lindíssima esboça um sorriso para os cumprimentar, e Tiao sorrindo sussurra a Zumbi – “Será que ela um dia vai tomar conta de crianças??? É o sonho dela....”

A conversa e subitamente interrompida por Valter que os comprimenta acenando a mão, e em toda a sua sapiência de quem já trabalha ali à muitos anos, diz-lhe sorrindo, “Meus amigos, 99 não é 100”.

Passado uns minutos estão todos já à porta do seu local de trabalho a rirem e a conversarem e eis que chega Ísis, de uma forma alegre e descontraída, enquanto olha para os edifícios e para o frenesim daqueles que caminham na rua e pensa. “Um dia vou sair daqui... um dia nunca mais vou voltar a ver aquele cartaz...”

Lentamente o seu olhar dirige-se a medo para o cartaz que diz “Aterro Jardim Gramacho... PERIGO DE VIDA”


Agora peço-vos que façam um jogo mental e que todas as imagens que visualizaram anteriormente, enquanto eu apresentava as personagens, sejam substituídas por crianças a brincar com sacas de plástico, esgotos a céu aberto, carrinhas a transportar lixo, lixo espalhado pelas ruas e passeios, casas que são barracas... E quanto à associação, não imaginem um edifício branco de 3 andares com secretaria, mas sim um barraco com livros encontrados na lixeira, pois Waste Land não nos fala de pessoas da classe média, mas sim de pessoas honradas justas e humildes que trabalham em algo que ninguém deseja trabalhar, numa lixeira e catarem o lixo e a vender-no.
Pois Waste Land fala dos catadores do Jardim Gramacho.

Este documentário trazido pela Alexandra ( a Xanocas ☺ ) narra o envolvimento pessoal de Vik Muniz, um artista plástico Brasileiro que vive nos Estados Unidos nas causas humanitárias do maior aterro do mundo Jardim Gramacho (situado perto do Rio de Janeiro ) e a sua relação com os catadores.

Inicialmente Vik Muniz apenas pretendia “pintar” os catadores com lixo, visto que toda a sua obra ter como material o lixo, e a sua utilização em recriar pessoas através dele, usando-o como “tinta” visto ele próprio durante muito tempo ter trabalhado como lixeiro.

Contudo e apos a sua relação com os catadores, ele viu-se envolvido nas suas causas, e ai ele resolveu mostrar a dignidade que existe naquelas pessoas honradas.

E assim criou um documentário que é uma obra de arte, que nos trespassa as emoções, que nos põe a nú, despidos e humildes ao ver todas aquelas justas pessoas, que por motivos de um destino atroz foram arrastadas para aquele espaço.

Recordo as palavras de Suelem ao dizer, "...pelo menos não estou no trafico de droga ou na prostituição, sou uma catadora, tenho um trabalho justo."

No inicio do documentário, vimos Muniz a dizer “Quero mostrar as pessoas que trabalham no Jardim Gramacho, como elas são. Pois ali estão as pessoas que ninguém quer saber, pois vêem aquelas pessoas como o lixo, lixo esse que separam”

Assim ele leva-nos a uma viajem emocional que nos reduz à nossa própria insignificância, que nos deixa abalados por nos afastarmos por vezes da dor alheia e por vezes sermos snobs, onde nos preocupamos apenas com os telemóveis, roupas, carros, casas, férias... e reclamamos se não temos isso, e ali, perante nós estão as pessoas que apenas querem chegar ao fim do seu dia para poderem dar um futuro aos seus filhos, para poderem recomeçar uma nova vida e que por serem consideradas “lixo” deixam de sonhar, pois numa certa altura nota-se que por aparentarem ser felizes, não o são, apenas existem, sem sonhos.

Ai entra uma segunda hipótese de vida... ai entra Vik Muniz, que mostra aos catadores, narradores emocionais desta historia, que eles podem ser muito mais, que eles não são o lixo que separam, que eles são pessoas e que podem sonhar. E o mais belo nisto tudo, é que Muniz não foi para lá com a intenção de ser um “messias” com a boa nova, ele foi lá apenas para fazer um trabalho artístico.

Recordo uma conversa entre Muniz e Tiao, onde falam da arte, e o que é a arte e o não entendermos o que é a arte. Mas com este documentário vimos uma faceta da obra de arte, o poder de dar, de transmitir, de dar valor à vida e aos sonhos de todos nós, pois através da arte “aquela coisa que não se entende bem” o homem sonha, cresce e torna-se mais e volta a voar, volta a reencontrar-se e volta a ter um significado, por mais adormecido que esteja.

Torna-se impossível resumir esta obra prima, pois há tanto, mas tanto para falar e para transmitir. Não se sabe bem o que nos choca ou acorda mais, se Irma a cozinhar no meio do lixo e a usar a sua criatividade para conseguir alimentar os seus colegas com comida praticamente fora do prazo. Se o mar de lixo que envolve as milhares de pessoas que trabalham no Jardim Gramacho. Se as ondas de lixo a sair dos camiões e os catadores (tal como surfistas) a subirem para essas ondas enquanto os camiões descarregam o lixo e ou até mesmo os lixeiros que conduzem os camiões a abrirem as portas sem se preocupar se elas acertam em algum dos catadores, vendo-os como o lixo que carregam.

Torna-se realmente impossível transmitir a magnitude humana e sociológica que nos é mostrada em Waste Land, visto que não é possível criar imagens escritas que cheguem aos calcanhares da sensação que trespassa o nosso o nosso olhar ao vermos os catadores e as suas vidas.


Sei que está demasiado longo este post, mas queria ainda falar de algo, algo belo, no meio disto tudo. Queria falar da sensação de pura felicidade que conseguimos ver no olhar de Tiao.

Após completar os seus quadros fotográficos Vik Muniz leva Tião a Londres, afim de ver o resultado prático e final daquilo que estiveram a criar.

Então é ai que conseguimos entender todo o drama e angustia dos catadores, pois durante uns minutos sentimo-nos expostos a tudo o que pesa nos pensamentos destas nobres pessoas. Esse momento é quando Tião abraça Muniz e no meio de lágrimas, de quem chora pois se sente pequeno demais para a alegria que vive, diz: “Durante toda a minha vida senti que ela não tinha sentido, senti que nada fiz ou nada faria. Mas agora vejo que ela teve sentido, toda a minha vida existiu para me levar a este momento. Ninguém acreditava em mim quando criei a associação ACAMJG (Associação dos Catadores da Área Metropolitana de Jardim Gamacho) mas conseguimos”

Agora para finalizar peço algo, que vejam Waste Land, é muito mais do que consegui transmitir aqui, é daquelas obras que nos ficam na mente durante anos. É daqueles documentários que iremos recordar para todo o sempre.
Obrigado Xanoca.

Desculpem o tamanho do post, e para mais informações:
http://www.wastelandmovie.com/index.html

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Uma noite NORMAL

Um homem sozinho numa mesa de café. Não tem um jornal para ler, não conhece nenhum dos outros frequentadores do espaço, está sozinho, num café. Um homem normal, como qualquer um de nós, sozinho, a tomar um café. Quem nunca tomou um café, ou uma cerveja, consigo próprio? Quem, de entre todos nós, nunca esteve sozinho num local público sem que, aparentemente, tivesse algo melhor para fazer? Existe algum ser humano que já não se tenha sentido observado por estranhos? Existe algum ser humano que não tenha, algum dia, observado e especulado sobre um estranho?
É destes e de outros temas universais (porque nos dizem respeito a todos) que trata o monólogo em cena no Pinguim Café, tão brilhantemente escrito pelo Ricardo Silveira como interpretado pelo Rui Spranger.

E foi numa das habituais noites de Quinta-Feira, que os membros do Clube dos Pinguins se reuniram na cave do costume para ver “NORMAL”, a personagem trazida à vida pela voz grave e dicção indefectível do Rui Spranger, que se estreia com extrema eficácia no mundo dos monólogos. Em boa verdade, aquele a que alguns chamam Pinguim Imperador, é O verdadeiro homem do espectáculo, uma vez que só lhe faltou fazer a bilheteira!!

Os pinguins foram unânimes: todos se reviram em algum momento, sentados, naquela mesa de café.

Mas a noite não acabava com o apagar das luzes: oportunidade única, reservada apenas a alguns privilegiados (os presentes), foi a conversa final, com actor/encenador/técnico de luzes/assistente de palco e com o autor do texto.

E mais não digo! Quem ainda não foi ver, faça o favor de ir, até 22 de Maio, porque vale a pena. Eu fui (pela segunda vez)!!

terça-feira, 26 de abril de 2011

Curtas, Médias e Longas

O Filipe Martins tirou a noite do dia 14 de Abril para nos mostrar o seu trabalho, naquilo que é também a sua paixão (sortudo!!): a 7ª Arte!

O Filipe começou por nos explicar como lhe nasceu o bichinho pelo cinema e como iniciou o projecto de um filme, juntamente com o Rui Spranger, que infelizmente nunca terminou. Ironicamente, o filme intitulava-se "Como todas as histórias acabam", mas do qual apenas pudemos ver o trailer. Verdade seja dita que ficámos todos ansiosos por ver o filme... quem sabe um dia o Filipe não se decide a realizá-lo.

Passou depois a apresentar uma série de trabalhos já terminados, executados no âmbito do Balleteatro, centro de artes performativas sediado no Porto:




A PRAÇA

Ante-estreia absoluta de um vídeo-dança realizado pelo Filipe, acerca de um espectáculo de dança contemporânea dirigido e coreografado por Né Barros, tendo como pano de fundo a famosa praça "Djema el Fna" em Marraquexe. Ao ver este vídeo, fui invadido de uma sensação de nostalgia, uma vez que tive a oportunidade de visitar precisamente essa praça há poucos meses e portanto apreciei ainda mais esta curta.

Deixem-me então que vos diga (eu que só sei mesmo avaliar na óptica de um leigo), que toda a filmagem do espectáculo, o sincronismo das guitarras eléctricas e do movimento dos corpos, a luz, os pequenos detalhes, o vídeo da praça, estava tudo tão bem conjugado que resultou numa verdadeira obra de arte (não daquelas do tipo risco preto sobre fundo branco). eheh

Quem quiser assistir ao espectáculo "A Praça" ao vivo, pode ir no próximo dia 29 de Abril, às 21h30, à Casa das Artes de Famalicão, às Comemorações do Dia Mundial da Dança.


O SÍTIO DOS OUTROS

Em seguida, o Filipe Martins apresentou-nos uma "média-curta-longa metragem" (50 min.), intitulada "O Sítio dos Outros", fruto dos exercícios práticos desenvolvidos no âmbito da disciplina de Interpretação do 2º ano de Teatro do Balleteatro - Escola Profissional, durante o ano lectivo 2008/2009 e que esteve em exibição no passado Março durante a 31ª edição do FANTASPORTO.

Desenganem-se aqueles que pensam que, sendo protagonizado por alunos de 2º ano, iriam assistir a um filme amador com uma série de canastrões a cuspirem palavras sem entoação. O filme, para além de ter um argumento bastante interessante, contém alguns talentos na arte da representação (novamente, avaliados por um leigo, é certo), conseguindo prender o espectador do princípio ao fim.

Há, portanto, que dar mérito ao "Sítio dos Outros", que contando com um orçamento reduzidíssimo e tendo apenas como cenário as próprias instalações do balleteatro, resultou num filme muito interessante, com uns pormenores de realização bem engraçados.

Quem não teve a oportunidade, recomendo ver o trailer da curta "O Sítio dos Outros".


STORY CASE

Mais um vídeo-dança, realizado pelo Filipe Martins, a partir de um espectáculo de dança contemporânea, dirigido e coreografado por Né Barros, que nos transporta para uma sensação de solidão e vazio, onde apenas existe em palco um elemento feminino em movimento, entrecortado por uma série de fotografias a preto e branco, tudo ao som de uns acordes potentes de guitarra eléctrica.

Mais uma excelente realização, onde se pode ver o pormenor na sincronização do movimento da câmera e na transição de planos, com a própria música do espectáculo, que vai acelerando até acabar numa orgia de sons e imagens.

Aproveito e deixo aqui um pequeno excerto do vídeo-dança "Story Case".


DIDO E ENEIAS

Por último, o Filipe mostrou-nos mais uma curta, baseada na Ópera de Dido e Eneias, de Henry Purcell, e que nos conta a história de amor vivida entre o príncipe troiano Eneias e a Rainha de Cartago Dido.

A título de curiosidade, o Filipe contou-nos que a curta serviu como aperitivo ao espectáculo protagonizado pelos mesmos actores (António Cabrita e Kanae Maezawa), na peça homónima, produzida e coreografada por Né Barros e que esteve em cena em 2007 no TNSJ - Teatro Nacional S. João.

Podem ter um cheirinho da curta "Dido e Eneias", que esteve na competição internacional Curtas Vila do Conde de 2007 e foi convidada da 1ª edição do Shortcutz Porto 2011.


Sessão completamente imperdível, onde para além de termos tido o privilégio de assistir a uma ante-estreia, pudemos discutir pormenores de realização e coreografia com o Filipe Martins e com a Né Barros. Parabéns aos dois pela paixão que metem no vosso trabalho!

Bem sei que este post não faz jus ao nível da sessão, portanto aproveito a recomendação do Filipe... tremam o monitor, que fica logo mais bonito. :D

segunda-feira, 25 de abril de 2011

História do Humor em Portugal





Desde a comédia do cinema antigo e a de revista, tão popular no estado novo, até à comédia mais recente como os Gato Fedorento, passando obviamente por Vasco Santana, Raul Solnado e Herman José, a sessão apresentada pelo Hugo Pereira no dia 7 de Abril foi uma excelente homenagem à comédia portuguesa. Houve risos, gargalhadas e algumas discussões bastantes saudáveis sobre o assunto.
O Hugo liderou e comandou a sessão com mestria e assertividade, sem nunca se deixar influenciar demasiado pelos devaneios irónicos dos Pinguins (eu incluído…). Preparou de propósito um blog (que até o “selo” dos pinguins continha) onde “depositou” todos os vídeos que queria abordar ou apresentar na sessão, para não deixar nada ao acaso. Uma opção que se revelou muito prática.
Com o avançar da sessão e as horas a apertar, optou-se por saltar alguns vídeos, mas nada de grave, pois podemos vê-los no dito blog: História do Humor em Portugal, que vale a pena espreitar e perder umas horas a rir.
A sessão acabou calmamente com toda a gente de sorriso nos lábios e fomos todos um pouco mais leves para casa.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Noite do UNO (Uno Não Oficial)

17 de Fevereiro

Mais uma noite de Clube dos Pinguins, que como o próprio nome indica, se ajusta às condições atmosféricas do local, com uma temperatura a rondar os 20º negativos.

Para aquecer a alma e os corações (“já agora os pés também dava jeito”, diriam vocês), a Fernanda e a Inês trouxeram com elas uma mala cheia de lembranças da nossa infância: mikado, dominó, damas, poker de dados, uno… bem, tínhamos ali com que nos entreter até de manhã!!

Mas como o clube “fecha” à meia-noite (regra imposta pelo Pinguim-Imperador), só nos podíamos decidir por um jogo e a escolha acabou por recair no UNO, uma vez que assim todos os 8 pinguins presentes podiam jogar.

O UNO tem uma mecânica e um ritmo bastante rápido e divertido, consistindo basicamente em despacharmos todas as cartas da mão. Um a um, temos de jogar cartas que correspondam (em número ou em cor) à que foi deitada anteriormente, senão… vamos à pesca. Há também cartas especiais que fazem inverter o sentido do jogo, saltar um jogador, obrigá-lo a apanhar 2 ou 4 cartas, mudar de cor… enfim, um conjunto variado de regras.

A maior parte já tinha jogado (apesar de alguns o terem feito apenas com as cartas “normais”), outros havia que nunca o tinham experimentado, mas o Rui destacava-se pelo facto de já ter jogado tanto ao ponto de até ter inventado regras adicionais com o objectivo de aumentar o divertimento. Essas regras consistiam em trocar as nossas mãos com outro jogador ou inclusivé rodar os jogos, ao ponto de todos ficarem com a mão do jogador anterior.
Escusado será dizer que optámos imediatamente por jogar com estas regras, uma vez que proporcionaria momentos hilariantes, com o pessoal a roubar as mãos uns dos outros.

O Rui mostrou então que com as regras dele e comigo a registar as pontuações (uma combinação a não repetir, pelo menos com a mesma dose de álcool), não há como o parar e ao fim da 2ª ronda de jogo ele só tinha ainda 1 ponto, enquanto que já havia malta com mais de 100.

A certa altura, o Rui comenta: “Este jogo é giro… até comprei um baralho de UNO para o Viriato e para a Carolina”, ao que a Fernanda responde: “Pois é, este jogo é muito bom para as crianças…”. E foi a gargalhada geral!
É que a Fernanda não conhece os pinguins Viriato e Carolina (infelizmente por não terem podido aparecer ultimamente), pelo que não sabia tratar-se de 2 adultos… quer dizer, pelo menos a avaliar pelo exterior.

O jogo continuou assim a decorrer até alguém atingir os 250 pontos, com o Rui a continuar a esconder cartas debaixo da mesa (eheh, é a minha única teoria para a vitória do Rui), a Olga a perguntar mais uma vez “E esta carta, o que é que faz?”, o Águia a espreitar as minhas cartas para ver se lhe valia a pena roubar-mas, a Inês entretida a pescar cartas, às oito de cada vez, com a Fernanda a rir às gargalhadas, enquanto ajudava o André a jogar dizendo “Oh pah.. tenho de o ajudar, senão ele não ganha”. No meio desta confusão toda, o Valter fazia os possíveis e impossíveis por lixar o Rui, já que estava mais perto dele, mas não houve meio de o conseguir e o Rui acabou mesmo por levar a taça.

Venham mais noites destas, onde se pode sentir o verdadeiro sentimento UNO dos pinguins: o puro regabofe!!

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Magic The Gathering

Numa noite onde a totó foi voluntária a escrever o artigo sobre a sessão anterior (mal sabia ela onde se metia :/), que teve como apresentadores os caríssimos \Águia/ e \Hugo/ que nos proporcionaram um mergulho num novo mundo, cheio de imaginação e muita estratégia. Através de um jogo de cartas ilustradas num universo paralelo e unicamente individual (cada jogador tem o seu próprio baralho de cartas), os Magos exercem seus inúmeros poderes com o objetivo de aniquilar seu adversário. Eis o Magic The Gathering.

Mas isso afinal não é coisa para totós… Se ficar mal já sabem… ;)

Completamente absorvida no universo Magic, constatei que de alguma forma o jogo se assemelha aos caminhos traçados pela humanidade. Uma analogia simples é o facto de, os manas serem a fonte de energia do jogo. Cinco elementos distintos, simbolizados por forças da natureza são o elo de ligação entre todos os demais elementos do jogo. Afinal não é a natureza a potenciadora de tudo? Através da quantidade de recursos que os manas disponibilizam, os Magos ou os totós no meu caso J, têm a possibilidade de investirem em lindas criaturas que irão defender seu Senhor contra as investidas do adversário. Tudo se paga neste mundo e no universo Magic não é diferente. Um Pit Bull também não é barato… Há uma certa lealdade entre as criaturas, o que faz com que as voadoras enfrentem voadoras, terrestres a terrestres… Na vida real já não se passa o mesmo. São adultos com crianças, burros com vacas, enfim… Dependentemente do poder de cada criatura, o Mago terá de abdicar temporariamente dos seus manas (o próximo turno já o permite manipular todos os manas que possui, a não ser aqueles que estão sob a custódia de uma carta que assim o obrigue). Para os poder baixar para a mesa e começar seu ataque cada jogador terá a possibilidade de baixar um mana por turno de jogo. Eu cada vez gosto mais disto…

Para além das criaturas há também outros tipos de poderes, como é o caso das magias e dos encantamentos que permitem estabelecer características ao jogo e/ou às criaturas. Por exemplo, quem nunca ficou bloqueado perante um ser do sexo oposto completamente irresistível? Ou um olhar mortífero a alguém que está constantemente a chatear? Os comportamentos estão descritos nas cartas equivalentes que são aplicadas quando o Mago achar conveniente com mensagens para a vida! A Inês que o diga…

Cada ataque se torna rapidamente num aliciante duelo onde cada Mago deverá ter uma noção importante de gestão para usufruir seus manas com inteligência, evitando assim não apenas atacar, mas também aprender a lição da defesa. O que cada ser humano faz melhor?

a) Ataca;

b) Defende;

Se respondeu a letra A parabéns, não serás vencido nos próximos 5 min. Se respondeu a letra B não estás de todo errado, toda a gente defende, mas a resposta certa é a letra C – Consente!

Depois de um truque de magia espero que te tenhas divertido com o Magic The Gathering, se não, joga pelo menos uma vez na vida, não te vais arrepender!

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Monty Python

Na última sessão estivemos à mercê das surpresas do Águia, claro que não nos deixou ficar mal e organizou uma noite cheia de gargalhadas e muito mais.

A rever o video do Águia http://www.youtube.com/watch?v=6AA34L4wc6o.



A sessão da noite foi sobre os Monty Python o famoso grupo de comediantes Britânicos. Amados por uns e incompreendidos por outros, os Monty Python continuam actualmente a ser uma referência incontornável da comédia mundial citando o Todd Leopold da CNN International “No matter where you look, even in some of the remotest parts of the planet, you can't avoid Monty Python”

Em Portugal encontramos referências claras do estilo de Monty Python nos “Gato Fedorento” com a invenção do SPAM português que são as palavras “Coiso e Cenas” que aparecem repetidas à exaustão no meio de uma conversa qualquer! Não esquecendo as palavras sem sentido que servem que nos levam as lagrimas como o “KUNAMI” fresquinho.


A nível mundial as coisas ficam mais sérias...os Monty Python influenciaram os criados dos “Simpsons” “South Park” e “Family Guy” entre outros. Têm um sabor de gelado do Ben & Jerrys com o seu nome “Vermonty Python", têm uma linguagem de programação “Python”, e claro o SPAM mail. Mas os endiabrados dos Monty Python chegaram mesmo ao locais mais remotos do Mundo, tendo um fóssil de uma cobra descoberto por um paleontólogo na Austrália baptizado de Montypythonoides riversleighensis...e esta hien?!?


Aqui fica um link util

http://pythonline.com/ …enjoy!

Uma piada geek da programação Python








E agora uma musiquinha para iniciar a semana!
http://www.youtube.com/watch?v=5zey8567bcg

domingo, 30 de janeiro de 2011

BUZZ

A primeira sessão de 2011 coincidiu com o dia de Reis, dia 6 de Janeiro, e talvez por isso a afluência do pessoal foi reduzida.

A Olga optou pelo plano B, que neste caso se revelou uma escolha muito acertada: BUZZ. Trata-se de um jogo social para playstation com perguntas de cultura geral, com a voz do Jorge Gabriel, dos concursos da TV.

Cada jogador escolhe uma personagem e tem uma campainha para responder às perguntas. O objectivo é acertar no maior número de respostas, no menor tempo possível, ou seja, aliar sabedoria, rapidez e sorte.

De facto, um dos momentos altos da noite teve a ver com sorte, ou melhor, a falta dela, pois na tentativa de "matar" outro concorrente, os tiros acabaram sempre em nós próprios!!!!!!!!!!!!!

Vencedores: Hugo e Olga (o jogo é deles por isso...............)

Concluindo, no Pinguim não tivemos nem ouro, nem incenso, nem mirra, mas tivemos muitas gargalhadas e boa disposição!


Beijos da Marilyn para todos LOL!