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quinta-feira, 29 de março de 2012

Max Richter


E uma quinta-feira o Águia esvoaçou até à cave para nos dar a conhecer Max Richter, este senhor aqui em baixo...

Trata-se de um compositor Britânico de origem Alemã. Estudou composição e piano na Universidade de Edimburgo e fundou, após ter terminado os estudos, o Piano Circus, com mais cinco pianistas. Participou neste projecto durante dez anos, primeiro como pianista e mais tarde como compositor.

Em 2002 lança o seu primeiro álbum a solo, Memoryhouse onde explora histórias reais e imaginárias criando um estilo de música experimental que denomina de “documentary music”. Seguiram-se The blue notebooks (2004), Songs from before (2006), 24 Postcards in Full Color (2008), From the Art of Mirrors (2009) e Infra (2010).

Max Richter foi também responsável pela banda sonora de filmes como “Valsa por Bashir”, “Shutter Island”(entre outros).

Nas suas músicas Max Richter usa samplers de origens variadas: sons de ambiente, vozes e leituras de textos (Kafka, Murakami,...).

Da (falsa) simplicidade do som do piano a solo até à sumptuosidade de uma orquestra, todas as músicas deste compositor têm uma capacidade em comum: gerar emoções.

Pois não é essa a função da arte? Oiçamos então arte!

Deixo-vos um -mui pessoal, umbiguísta e de (in)questionáveis critérios- cardápio de músicas e sensações:

“On the nature of daylight” o dia chega cheio de nostalgia e inquietação…

“Embers” transporta-me em melancólicos voos de serenidade…

O hipnótico “November” que me descompassa o coração e a respiração…

A beleza mesmerizante e sombria de “Sarajevo”

A grandiosidade esmagadora de “Last days”

Infra 5 – que me traz uma emoção que não lhe sei o nome e por isso inventei-lhe um: Soluptioso

Sr. Águia, muito grata pela partilha, sigo pela vida com o Memory House debaixo do braço e um caleidoscópio de emoções no regaço!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Pinguim Talks!

Na última sessão do ano (a 29 de Dezembro de 2011) fomos brindados com mais uma paixão do André: as TED TALKS.

Não, não são as "Conversas do Ted", nem existe nenhum Ted por trás deste conceito!

As TED Talks são conferências sobre diversas temáticas (TED - Technology, Entertainment and Design) que, como o próprio André adiantou na sessão, têm uma semelhança com o Clube dos Pinguins, uma vez que nelas participam verdadeiros entusiastas que, com paixão, apresentam as suas ideias. Aliás, o mote destas conferências é mesmo "Ideas Worth Spreading" (ideias que vale a pena divulgar).

Este conceito nasceu em 1984, através de Richard Saul Wurman e ao longo das várias edições participaram várias celebridades mundiais como Bill Clinton, Al Gore, Gordon Brown, Bill Gates e vários Prémios Nobel.

O mais difícil para o André foi mesmo escolher, das várias centenas de conferências, aquelas que pudessem mostrar o espírito TED e ao mesmo tempo, que fossem interessantes e variadas. O que resultou num seleção de cinco apresentações tão diferentes umas das outras como apaixonantes! Aconselho a verem/reverem:

Bonnie Bassler: Como comunicam as bactérias
Esta bióloga molecular mostra como se pode integarir na comunicação entre as bactérias, não havendo necessidade de administração de antibióticos. A maneira apaixonada e enérgica como ela expõe a sua ideia é fantástica!


Benjamin Zander: Música e Paixão
Este músico mostra como é possível apreciar música clássica, mesmo não percebendo ou não gostando. De uma maneira cómica e apaixonada, ele consegue surpeender a plateia.


Pranav Mistry: o potencial emocionante da tecnologia SixthSense (Sexto Sentido)
Este indiano desenvolveu uma tecnologia Sexto Sentido de baixo custo e pretende revolucionar o modo como interagimos com o mundo digital e o mundo real. Vejam, que vale a pena! Há coisas fantásticas, não há?


Eric Giler: Eletricidade sem fios
Isto é bem capaz de ser o futuro! Vale a pena ver os vários exemplos da aplicação da eletricidade sem fios e como isso pode mudar a nossa vida daqui a uns anos (se calhar bem menos do que pensamos).


António Damásio: A busca para entender consciência
Para quem assistiu à sessão do Vasco sobre a consciência (The Primacy of Consciousness), pôde fazer o paralelo com esta, que foca as questões biológicas da tomada de consciência e do eu.


Parabéns ao André por mais uma sessão bem interessante e onde deu para aprender mais algumas coisas!

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

O post que se viu grego para sair...

Já foi em 2010 e muitos não se lembrarão sequer da fantástica sessão da Olga, sobre a Grécia Antiga, a primeira paixão apresentada por esta "pinguina". :D

Foi uma sessão cuidadosamente preparada, com direito a um teste final aos conhecimentos adquiridos e correspondente prémio (uma coroa de louros) ao vencedor com mais respostas certas. E foram bastantes os pinguins que assistiram à breve história da mitologia grega, à passagem pelos principais pensadores / filósofos gregos e até à evolução arquitectónica da Grécia, com exemplos de vários monumentos famosos.

Para relembrar e porque seria uma pena uma apresentação destas ficar na "gaveta", aqui vai:

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Um pinguim generoso!

No passado dia 6 de Outubro, o Rui Spranger decidiu dar-nos a provar uma das suas paixões: o Vinho Carcavellos.

Pretendemos alertar, no entanto, que este vinho provoca ataques momentâneos de loucura, ao ponto do Rui Spranger ter trazido um exemplar raro do Carcavellos com mais de 50 anos!! (e ao que parece, às escondidas de um amigo, também apreciador deste néctar, que nunca lhe iria perdoar ter cometido tal infâmia!).

Por mais que tivéssemos tentado demover o Rui desta loucura, ele prosseguiu com a abertura da garrafa e encheu os copos aos pinguins, ávidos de curiosidade para provar um vinho generoso de tal raridade.

Enquanto o líquido repousava nos copos, o Rui contou-nos então a história deste vinho famoso, mas que curiosamente todos (sem excepção) desconheciam:


A fama dos vinhos de Carcavelos já vem desde os tempos de D. José I (séc. XVIII) e eram produzidos pelo Marquês de Pombal na sua quinta de Oeiras. O seu nome secular, qualidade e tipicidade foram também reconhecidos por Carta de Lei em 1908.

Características do vinho: licoroso, delicado, de cor topázio, aveludado, com um certo aroma amendoado, adquirindo um perfume acentuado e característico com o envelhecimento.

O vinho deixou praticamente de ser produzido, devido ao grande crescimento urbano da Costa do Estoril e de Carcavelos em particular e só em 2001 recomeçou novamente a sua produção, com 3.500 litros.

A Câmara Municipal de Oeiras tem vindo a investir no aumento de produção do vinho Carcavelos, sob a marca "Conde de Oeiras".

Nós cheirámos, brindámos e degustámos este "Lisbon Wine", tal qual a personagem do célebre romance "Crime e Castigo", de Dostoievsky, que também era apreciador do Carcavellos. E podemos garantir que é, de facto, um verdadeiro néctar!!

Finda a noite, ficámos mais sábios, mais espirituosos... e mais ébrios.

domingo, 26 de junho de 2011

"She Wants Revenge" ao vivo na cave do Pinguim

Não, não foi bem ao vivo... mas parecia :D

No passado dia 2 de Junho, o Águia fez descer à cave uma das suas grandes paixões e que, pelas suas próprias palavras, o "define": a banda She Wants Revenge.

She Wants Revenge é uma banda norte-americana, formada na Califórnia em 2005 e segundo o "apaixonado", retrata nas suas letras as relações, as mulheres e a noite. São, de facto, estes temas centrais que se estendem ao longo da sua discografia, e que tem influências sonoras nos Bauhaus, Joy division, New Order, Depeche Mode, entre outros.

Aconselho vivamente a ouvirem (e já agora a verem) o videoclip da música Written In Blood, do álbum This Is Forever de 2007, uma vez que demonstra a sensualidade e a sonoridade das suas músicas, bem como o lado "negro" da banda:



A noite foi passada a ouvir uma selecção (extremamente difícil, segundo o Águia) das melhores músicas, mostrando os vários lados desta banda que definitivamente me ficou no ouvido.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Curtas, Médias e Longas

O Filipe Martins tirou a noite do dia 14 de Abril para nos mostrar o seu trabalho, naquilo que é também a sua paixão (sortudo!!): a 7ª Arte!

O Filipe começou por nos explicar como lhe nasceu o bichinho pelo cinema e como iniciou o projecto de um filme, juntamente com o Rui Spranger, que infelizmente nunca terminou. Ironicamente, o filme intitulava-se "Como todas as histórias acabam", mas do qual apenas pudemos ver o trailer. Verdade seja dita que ficámos todos ansiosos por ver o filme... quem sabe um dia o Filipe não se decide a realizá-lo.

Passou depois a apresentar uma série de trabalhos já terminados, executados no âmbito do Balleteatro, centro de artes performativas sediado no Porto:




A PRAÇA

Ante-estreia absoluta de um vídeo-dança realizado pelo Filipe, acerca de um espectáculo de dança contemporânea dirigido e coreografado por Né Barros, tendo como pano de fundo a famosa praça "Djema el Fna" em Marraquexe. Ao ver este vídeo, fui invadido de uma sensação de nostalgia, uma vez que tive a oportunidade de visitar precisamente essa praça há poucos meses e portanto apreciei ainda mais esta curta.

Deixem-me então que vos diga (eu que só sei mesmo avaliar na óptica de um leigo), que toda a filmagem do espectáculo, o sincronismo das guitarras eléctricas e do movimento dos corpos, a luz, os pequenos detalhes, o vídeo da praça, estava tudo tão bem conjugado que resultou numa verdadeira obra de arte (não daquelas do tipo risco preto sobre fundo branco). eheh

Quem quiser assistir ao espectáculo "A Praça" ao vivo, pode ir no próximo dia 29 de Abril, às 21h30, à Casa das Artes de Famalicão, às Comemorações do Dia Mundial da Dança.


O SÍTIO DOS OUTROS

Em seguida, o Filipe Martins apresentou-nos uma "média-curta-longa metragem" (50 min.), intitulada "O Sítio dos Outros", fruto dos exercícios práticos desenvolvidos no âmbito da disciplina de Interpretação do 2º ano de Teatro do Balleteatro - Escola Profissional, durante o ano lectivo 2008/2009 e que esteve em exibição no passado Março durante a 31ª edição do FANTASPORTO.

Desenganem-se aqueles que pensam que, sendo protagonizado por alunos de 2º ano, iriam assistir a um filme amador com uma série de canastrões a cuspirem palavras sem entoação. O filme, para além de ter um argumento bastante interessante, contém alguns talentos na arte da representação (novamente, avaliados por um leigo, é certo), conseguindo prender o espectador do princípio ao fim.

Há, portanto, que dar mérito ao "Sítio dos Outros", que contando com um orçamento reduzidíssimo e tendo apenas como cenário as próprias instalações do balleteatro, resultou num filme muito interessante, com uns pormenores de realização bem engraçados.

Quem não teve a oportunidade, recomendo ver o trailer da curta "O Sítio dos Outros".


STORY CASE

Mais um vídeo-dança, realizado pelo Filipe Martins, a partir de um espectáculo de dança contemporânea, dirigido e coreografado por Né Barros, que nos transporta para uma sensação de solidão e vazio, onde apenas existe em palco um elemento feminino em movimento, entrecortado por uma série de fotografias a preto e branco, tudo ao som de uns acordes potentes de guitarra eléctrica.

Mais uma excelente realização, onde se pode ver o pormenor na sincronização do movimento da câmera e na transição de planos, com a própria música do espectáculo, que vai acelerando até acabar numa orgia de sons e imagens.

Aproveito e deixo aqui um pequeno excerto do vídeo-dança "Story Case".


DIDO E ENEIAS

Por último, o Filipe mostrou-nos mais uma curta, baseada na Ópera de Dido e Eneias, de Henry Purcell, e que nos conta a história de amor vivida entre o príncipe troiano Eneias e a Rainha de Cartago Dido.

A título de curiosidade, o Filipe contou-nos que a curta serviu como aperitivo ao espectáculo protagonizado pelos mesmos actores (António Cabrita e Kanae Maezawa), na peça homónima, produzida e coreografada por Né Barros e que esteve em cena em 2007 no TNSJ - Teatro Nacional S. João.

Podem ter um cheirinho da curta "Dido e Eneias", que esteve na competição internacional Curtas Vila do Conde de 2007 e foi convidada da 1ª edição do Shortcutz Porto 2011.


Sessão completamente imperdível, onde para além de termos tido o privilégio de assistir a uma ante-estreia, pudemos discutir pormenores de realização e coreografia com o Filipe Martins e com a Né Barros. Parabéns aos dois pela paixão que metem no vosso trabalho!

Bem sei que este post não faz jus ao nível da sessão, portanto aproveito a recomendação do Filipe... tremam o monitor, que fica logo mais bonito. :D

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Noite do UNO (Uno Não Oficial)

17 de Fevereiro

Mais uma noite de Clube dos Pinguins, que como o próprio nome indica, se ajusta às condições atmosféricas do local, com uma temperatura a rondar os 20º negativos.

Para aquecer a alma e os corações (“já agora os pés também dava jeito”, diriam vocês), a Fernanda e a Inês trouxeram com elas uma mala cheia de lembranças da nossa infância: mikado, dominó, damas, poker de dados, uno… bem, tínhamos ali com que nos entreter até de manhã!!

Mas como o clube “fecha” à meia-noite (regra imposta pelo Pinguim-Imperador), só nos podíamos decidir por um jogo e a escolha acabou por recair no UNO, uma vez que assim todos os 8 pinguins presentes podiam jogar.

O UNO tem uma mecânica e um ritmo bastante rápido e divertido, consistindo basicamente em despacharmos todas as cartas da mão. Um a um, temos de jogar cartas que correspondam (em número ou em cor) à que foi deitada anteriormente, senão… vamos à pesca. Há também cartas especiais que fazem inverter o sentido do jogo, saltar um jogador, obrigá-lo a apanhar 2 ou 4 cartas, mudar de cor… enfim, um conjunto variado de regras.

A maior parte já tinha jogado (apesar de alguns o terem feito apenas com as cartas “normais”), outros havia que nunca o tinham experimentado, mas o Rui destacava-se pelo facto de já ter jogado tanto ao ponto de até ter inventado regras adicionais com o objectivo de aumentar o divertimento. Essas regras consistiam em trocar as nossas mãos com outro jogador ou inclusivé rodar os jogos, ao ponto de todos ficarem com a mão do jogador anterior.
Escusado será dizer que optámos imediatamente por jogar com estas regras, uma vez que proporcionaria momentos hilariantes, com o pessoal a roubar as mãos uns dos outros.

O Rui mostrou então que com as regras dele e comigo a registar as pontuações (uma combinação a não repetir, pelo menos com a mesma dose de álcool), não há como o parar e ao fim da 2ª ronda de jogo ele só tinha ainda 1 ponto, enquanto que já havia malta com mais de 100.

A certa altura, o Rui comenta: “Este jogo é giro… até comprei um baralho de UNO para o Viriato e para a Carolina”, ao que a Fernanda responde: “Pois é, este jogo é muito bom para as crianças…”. E foi a gargalhada geral!
É que a Fernanda não conhece os pinguins Viriato e Carolina (infelizmente por não terem podido aparecer ultimamente), pelo que não sabia tratar-se de 2 adultos… quer dizer, pelo menos a avaliar pelo exterior.

O jogo continuou assim a decorrer até alguém atingir os 250 pontos, com o Rui a continuar a esconder cartas debaixo da mesa (eheh, é a minha única teoria para a vitória do Rui), a Olga a perguntar mais uma vez “E esta carta, o que é que faz?”, o Águia a espreitar as minhas cartas para ver se lhe valia a pena roubar-mas, a Inês entretida a pescar cartas, às oito de cada vez, com a Fernanda a rir às gargalhadas, enquanto ajudava o André a jogar dizendo “Oh pah.. tenho de o ajudar, senão ele não ganha”. No meio desta confusão toda, o Valter fazia os possíveis e impossíveis por lixar o Rui, já que estava mais perto dele, mas não houve meio de o conseguir e o Rui acabou mesmo por levar a taça.

Venham mais noites destas, onde se pode sentir o verdadeiro sentimento UNO dos pinguins: o puro regabofe!!

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Magic The Gathering

Numa noite onde a totó foi voluntária a escrever o artigo sobre a sessão anterior (mal sabia ela onde se metia :/), que teve como apresentadores os caríssimos \Águia/ e \Hugo/ que nos proporcionaram um mergulho num novo mundo, cheio de imaginação e muita estratégia. Através de um jogo de cartas ilustradas num universo paralelo e unicamente individual (cada jogador tem o seu próprio baralho de cartas), os Magos exercem seus inúmeros poderes com o objetivo de aniquilar seu adversário. Eis o Magic The Gathering.

Mas isso afinal não é coisa para totós… Se ficar mal já sabem… ;)

Completamente absorvida no universo Magic, constatei que de alguma forma o jogo se assemelha aos caminhos traçados pela humanidade. Uma analogia simples é o facto de, os manas serem a fonte de energia do jogo. Cinco elementos distintos, simbolizados por forças da natureza são o elo de ligação entre todos os demais elementos do jogo. Afinal não é a natureza a potenciadora de tudo? Através da quantidade de recursos que os manas disponibilizam, os Magos ou os totós no meu caso J, têm a possibilidade de investirem em lindas criaturas que irão defender seu Senhor contra as investidas do adversário. Tudo se paga neste mundo e no universo Magic não é diferente. Um Pit Bull também não é barato… Há uma certa lealdade entre as criaturas, o que faz com que as voadoras enfrentem voadoras, terrestres a terrestres… Na vida real já não se passa o mesmo. São adultos com crianças, burros com vacas, enfim… Dependentemente do poder de cada criatura, o Mago terá de abdicar temporariamente dos seus manas (o próximo turno já o permite manipular todos os manas que possui, a não ser aqueles que estão sob a custódia de uma carta que assim o obrigue). Para os poder baixar para a mesa e começar seu ataque cada jogador terá a possibilidade de baixar um mana por turno de jogo. Eu cada vez gosto mais disto…

Para além das criaturas há também outros tipos de poderes, como é o caso das magias e dos encantamentos que permitem estabelecer características ao jogo e/ou às criaturas. Por exemplo, quem nunca ficou bloqueado perante um ser do sexo oposto completamente irresistível? Ou um olhar mortífero a alguém que está constantemente a chatear? Os comportamentos estão descritos nas cartas equivalentes que são aplicadas quando o Mago achar conveniente com mensagens para a vida! A Inês que o diga…

Cada ataque se torna rapidamente num aliciante duelo onde cada Mago deverá ter uma noção importante de gestão para usufruir seus manas com inteligência, evitando assim não apenas atacar, mas também aprender a lição da defesa. O que cada ser humano faz melhor?

a) Ataca;

b) Defende;

Se respondeu a letra A parabéns, não serás vencido nos próximos 5 min. Se respondeu a letra B não estás de todo errado, toda a gente defende, mas a resposta certa é a letra C – Consente!

Depois de um truque de magia espero que te tenhas divertido com o Magic The Gathering, se não, joga pelo menos uma vez na vida, não te vais arrepender!

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Monty Python

Na última sessão estivemos à mercê das surpresas do Águia, claro que não nos deixou ficar mal e organizou uma noite cheia de gargalhadas e muito mais.

A rever o video do Águia http://www.youtube.com/watch?v=6AA34L4wc6o.



A sessão da noite foi sobre os Monty Python o famoso grupo de comediantes Britânicos. Amados por uns e incompreendidos por outros, os Monty Python continuam actualmente a ser uma referência incontornável da comédia mundial citando o Todd Leopold da CNN International “No matter where you look, even in some of the remotest parts of the planet, you can't avoid Monty Python”

Em Portugal encontramos referências claras do estilo de Monty Python nos “Gato Fedorento” com a invenção do SPAM português que são as palavras “Coiso e Cenas” que aparecem repetidas à exaustão no meio de uma conversa qualquer! Não esquecendo as palavras sem sentido que servem que nos levam as lagrimas como o “KUNAMI” fresquinho.


A nível mundial as coisas ficam mais sérias...os Monty Python influenciaram os criados dos “Simpsons” “South Park” e “Family Guy” entre outros. Têm um sabor de gelado do Ben & Jerrys com o seu nome “Vermonty Python", têm uma linguagem de programação “Python”, e claro o SPAM mail. Mas os endiabrados dos Monty Python chegaram mesmo ao locais mais remotos do Mundo, tendo um fóssil de uma cobra descoberto por um paleontólogo na Austrália baptizado de Montypythonoides riversleighensis...e esta hien?!?


Aqui fica um link util

http://pythonline.com/ …enjoy!

Uma piada geek da programação Python








E agora uma musiquinha para iniciar a semana!
http://www.youtube.com/watch?v=5zey8567bcg

domingo, 30 de janeiro de 2011

BUZZ

A primeira sessão de 2011 coincidiu com o dia de Reis, dia 6 de Janeiro, e talvez por isso a afluência do pessoal foi reduzida.

A Olga optou pelo plano B, que neste caso se revelou uma escolha muito acertada: BUZZ. Trata-se de um jogo social para playstation com perguntas de cultura geral, com a voz do Jorge Gabriel, dos concursos da TV.

Cada jogador escolhe uma personagem e tem uma campainha para responder às perguntas. O objectivo é acertar no maior número de respostas, no menor tempo possível, ou seja, aliar sabedoria, rapidez e sorte.

De facto, um dos momentos altos da noite teve a ver com sorte, ou melhor, a falta dela, pois na tentativa de "matar" outro concorrente, os tiros acabaram sempre em nós próprios!!!!!!!!!!!!!

Vencedores: Hugo e Olga (o jogo é deles por isso...............)

Concluindo, no Pinguim não tivemos nem ouro, nem incenso, nem mirra, mas tivemos muitas gargalhadas e boa disposição!


Beijos da Marilyn para todos LOL!

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Black Twins

2 e 16 de Dezembro de 2010

Se alguém entrasse a meio destas recentes sessões do Clube dos Pinguins e visse gente às voltas com cartas, fichas, bandeiras, talões de fiança, cartões de aposta, fichas de reforço, fichas de patrocínio e títulos de patrocinador, com certeza pensaria que se estavam a divertir com um jogo comprado numa qualquer loja, na mesma secção onde se encontram os baralhos de Uno e os kits de póquer, tal o ar profissional do mesmo. Mas não (por enquanto). Foi o pinguim Filipe Martins que escreveu o manual de instruções, encomendou o fabrico do material e, claro, inventou o jogo!

Com uma duração média de uma hora e meia, o Black Twins pode perfeitamente ser jogado num serão que preceda um dia de trabalho (algo que não posso dizer dos torneios de póquer, por exemplo, dos quais muitas vezes cheguei a sair a meio da madrugada). Embora faça lembrar o popular olho do cú/presidente, depressa se começa a perceber que é bem mais complexo.

O jogo é original em vários aspectos: tem apenas três naipes (daí o seu nome, pois as espadas e os paus são um só), permite apostas (no próprio jogador e nos outros), pode ser jogado em equipas, faz uso não só do jóquer como das cartas brancas,…

A única crítica que pode ser feita é relativa à complexidade do jogo; está prevista a possibilidade de não haver apostas, por exemplo, mas a componente estratégica é sacrificada; dá para perceber que não é possível «cortar a direito» nas regras.

Em suma, trata-se de um jogo excelente para um serão de convívio, que puxa pelas capacidades estratégicas de todos e que espero vir a repetir!

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Coupling

Não sou adepto da televisão e, portanto, muito do que se passa na caixa mágica não chega até mim. Felizmente há o Clube dos Pinguins que me permite sair de uma certa ignorância.
Dia 30 de Dezembro do velhinho 2010 a sessão foi da responsabilidade do Hugo que começou por falar na série que mais o fez rir. Claro que sendo um clube de partilha de paixões, o Hugo começou logo por manifestar efusivamente a sua grande paixão pela série: as grandes interpretações, a excelente realização, a enorme qualidade dos argumentistas, etc... até que se lembrou que poderia estar a criar demasiadas espectativas e colocar a fasquia demasiado alta. Comigo aconteceu isso mesmo. Eu que não sou grande fã de televisão e menos ainda de sitcoms. Mas a verdade é que os 3 episódios de "Coupling" seleccionados pelo Hugo quase me fizeram cair da cadeira de tanto me rir. Andei vários dias a pensar na série. Entranhou-se mesmo!
O Jeff é realmente uma personagem extraordinária e também não imagino como será a série agora que continua sem ele. Vou andar na net à procura das 3 primeiras "Seasons" (termo que já aprendi, graças ao Clube dos Pinguins) e seguir o conselho do meu amigo Hugo e não vêr o resto para não apanhar nenhuma desilusão.
O ano no Clube acabou assim às gargalhadas.
Resta-me desejar um bom ano de 2011 e pedir aos meus amigos do Clube para me avisarem previamente se  apresentarem alguma série porque a continuar assim ainda acabo por cair na tentação de instalar televisão por cabo em minha casa.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Festas e Companhia


4 de Novembro de 2010

Na ressaca do feriado, a São fez o favor de nos trazer uma sessão que lhe fez lembrar os tempos vividos com os amigos em Vila Flor.

Meninos e meninas, um jogo de sociedade!!

Talvez por ser uma semana mais curta, os convivas eram apenas sete. Sete, mas dos bons!! Formadas as 3 equipas, fomos ao duelo.

Uma das regras do velhinho "Party & Co." é a de que a vez só passa para a equipa seguinte quando a equipa em jogo não consegue ultrapassar uma das provas.
A equipa inicial, armada em espertinha, deu uma valente seca aos jogadores da noite, pelo que, à segunda ronda já se alteravam regras. Foi mesmo à portuguesa, alterar as regras depois de iniciado o jogo: independentemente da prestação, cada equipa tinha direito a jogar 3 vezes seguidas.

Memorável será o Hugo, na prova de mímica, a tentar figurar a palavra "desenvolver" (mammm, mamm, mamm...), o André, com uma sorte inédita, entre o derreter e o descongelar, e a capacidade extraordinária do Rui para ler nos lábios.

Em abono da verdade, termos subvertido as regras valeu a pena: o jogo tornou-se mais dinâmico, ninguém (o Rui) adormecia enquanto aguardava a sua vez e não impediu a equipa que iniciou o jogo de ganhar. Pois é meus amigos, os bons, mesmo quando as regras mudam, safam-se sempre!! ;))

Resultado final: uma noite bem passada, nas calmas, de volta do tabuleiro, dos copos e da conversa.

São, qual é o jogo que vais trazer da próxima vez?

terça-feira, 9 de novembro de 2010

20 anos pró boneco




"Dizer que sofremos mais uma perda é não dizer nada. Porque “perda” é uma palavra demasiado pequena para este vazio e o João Paulo não era “mais um” em nada. Inconfundível no humor, na provocação, na beleza da escrita, no entusiasmo da criação, na constante insatisfação. E sobretudo na gargalhada.

Esta noite muda a hora. Isto é importante porque amanhã temos hora marcada para nos despedirmos de um amigo. Mas mais importante seria que esta noite terrível que nos vai roubando os amigos passasse de vez, e finalmente chegasse um dia em que não houvesse mais despedidas.

E ouve, João Paulo:
É verdade que conseguiste transformar marionetas em actores, mas quantas vezes já te dissemos que o contrário não é possível? Os actores não conseguem ser marionetas, nem mesmo quando isso lhes dá jeito. Porque se saltarem demais ficam tontos, se cairem partem uns ossos, se não comerem desmaiam... E se os deixares sofrem, sentem-se órfãos e choram bem alto com a dor da tua ausência. Estás a ouvir?"

Por Visões Úteis
 

A ler ainda:

Teatro de marionetas do Porto (biografia);
O Homem que provocava sentidos, por Tiago Bartolomeu Costa;
Há um sorriso a menos, por Rui Spranger;

PS - Passados alguns dias da morte de João Paulo Seara Cardoso, senti-me na obrigação de publicar uma paixão comum a muitos deste pequeno clube.
Porque o clube de que falamos já não se retém dentro das paredes do costume é muito maior. É um clube de apaixonados por um sonhador e criador de sonhos...

terça-feira, 19 de outubro de 2010

O mérito de uma paixão que desencadeou um debate apaixonado…

Quinta-feira, 14 de Outubro de 2010


O André tem uma paixão, que à partida parecia ser por brincos, mas que, tal como a Lisa referiu logo no início, eram brincos com aspecto de “dupla hélice do ADN”.
E assim era desvendado o segredo do “teaser”: o tema era a genética, aquela que não se aprende nos bancos da escola. E numa noite absolutamente alucinante, o André tocou em diversos temas ligados à genética.

Sendo certo que todos os presentes sabiam que cada ser humano é o resultado da mistura de genes dos nossos pais, o André começou por falar-nos da ovelha Dolly, de que todos ouvíramos falar algum dia, sem saber que a Dolly foi o único resultado conseguido de 276 tentativas para ser obtido um animal clonado viável. Depois de nos ter explicado de forma simples o complicado processo de clonagem e após longa interrupção, pois cada um dos presentes tinha uma opinião diferente no que respeita à clonagem de seres humanos, o André ainda teve fôlego para defender que apesar dos boatos, talvez a tal ovelha tenha morrido apenas porque chegara a hora dela, como chegou para tantas outras ovelhas do seu rebanho.

E é então que o André nos surpreende pela primeira vez naquela noite: afinal, a árvore genealógica não é como todos imaginámos!!! De facto, esta árvore que faz de todos nós parentes uns dos outros, não cresceu apenas na vertical, teve períodos em que cresceu na horizontal (vejam o vídeo da apresentação aí em baixo). Reparem no caso da mitocôndria, aquele descendente de bactéria que agora mora nas nossas celulazinhas…as do coração, as do sistema nervoso, as dos músculos!!

Epigenética: nova surpresa. Que raio é isso (?),pensámos nós. E o André, mais uma vez, tal qual professor paciente, explica.
Em termos simples, a epigenética estuda os efeitos do nosso comportamento nos genes que passamos aos nossos descendentes.
Ou seja (exemplo do professor de serviço), numa experiência em que galinhas sujeitas à desregulação do relógio biológico tiveram mais dificuldade em decorar o caminho até ao milho, ficou provado que os filhos dessas galinhas, apesar de criados num ambiente absolutamente normal, sentiram as mesmas dificuldades!!! Assim, meus caros, se quiserem parir geniozinhos, não se fiem apenas na genética e toca a dar-lhe nos estudos!! Se quiserem um futebolista que vos sustente, o melhor é dar uns toques na bola!!

Evolução Convergente (sim no Clube utilizam-se expressões altamente cientificas!!). Trata-se do processo de adaptação dos seres vivos a determinadas condições ambientais de forma a que seres de origens ou linhagens distintas apresentem características similares em função das exigências de adaptação ao meio ambiente, como por exemplo, os abutres americanos e os abutres europeus.

Estávamos perto de partir a louça toda (eu que o diga…sorry Pires!), porque assim que a palavra TRANSGÉNICOS foi proferida, a cave quase pegava fogo!!
O André, ciente da sua paixão, apresentou-nos, a custo (porque nenhum de nós parecia querer ouvir), os prós dos transgénicos. E no fim, fica a sensação de que o grande problema dos transgénicos é a política que os regula.

Mas para acalmar as hostes, o Stôr tinha uma na manga: a des-extinção!!! Parque Jurássico? Não. Apenas uma experiência recentemente levada a cabo no país vizinho, em que se conseguiu, ainda que por apenas alguns segundos (pereceu devido a problemas pulmonares), trazer à vida uma cabra dos Alpes, extinta em 2000.

Ficámos também a saber que o quimerismo é o responsável pela existência de hermafroditas. Na mitologia grega, a quimera representa um ser constituído por partes de diferentes animais. Hoje, em biologia, o termo é empregado para descrever indivíduos formados a partir da fusão de células de pelo menos dois embriões diferentes.

O apaixonado de serviço falou-nos ainda das bases de dados genéticas e do mapa genético da Europa (reparem, no vídeo, quão espanhóis e italianos nós somos!!).

Para terminar a memorável noite da genética, o André desvendou uma curiosidade absolutamente deliciosa: o “ Creation Museum”, nos EUA. Afinal, Deus criou o mundo, não houve evolução, já todos nascemos assim e a árvore genealógica é afinal “um mastro”!!! Os dinossauros eram pequenos, de forma a poderem caber na arca do Noé e não existiam animais carnívoros.
Pois… e os muçulmanos radicais é que têm problemas!!

Nunca na história da presente edição do Clube dos Pinguins uma paixão desencadeou tanta participação, tanta vontade de exprimir opiniões, nem tanta discussão.
É isto que acontece quando uma paixão gera polémica e é tão bem defendida por quem a apresenta.
André: mal podemos esperar pela tua próxima sessão!!!


sexta-feira, 24 de setembro de 2010

E um jogo de sociedade desceu à cave

E o mais puro divertimento desceu à cave do Clube...

Mas antes disso vamos começar obviamente pelo inicio.

Batiam as vinte e duas badaladas ( não eram bem 22h mas ficava mal escrever as vinte e duas badaladas e meia), e os guerreiros das pantominas desciam para a arena da batalha ( qual coliseu de Roma qual quê).

Sem saberem de nada, apenas estavam ali prostrados com uma expressão de dúvida estampada na cara a olharem simplesmente para uma claquete plástica de cinema.
É então que o nosso guia da noite, o árbitro e guerreiro da batalha épica que estava por iniciar, abre as hostes e apresenta-nos a sua paixão.

Fazendo uma pausa no relato vivo da sessão, vou falar da paixão que o Hugo nos trouxe.

Transcrevendo as palavras do nosso cicerone “A minha paixão e ter amigos em casa e jogar estes jogos. Assim sendo a minha sessão de hoje é sobre isso, sobre passar um tempo alegre com amigos em casa a jogar, e como não cabem todos lá em casa, trouxe os jogos e o ambiente que gosto em minha casa até aqui”.
Assim sendo a sessão foi sobre jogos de sociedade, mais exactamente um jogo chamado Gestos. (jogo esse da Parker)

O Gestos é um jogo que funciona de uma forma muito simples.
Está um elemento da equipa atrás da tal claquete de cinema. Nessa claquete estão colocadas 4 cartas. Nessas cartas estão escritas palavras que podem significar acções, sentimentos, palavras, vontades, etc... E através de gestos a equipa tem de adivinhar o que está escrito em cada uma delas. Existe um tempo limite para adivinhar cada uma delas e sempre que se acerta numa das palavras que estão nas cartas, temos de a tirar da claquete, senão a carta cai... e pufff lá se vai 1 ou 3 pontos. Pontos esses equivalentes ao nível de dificuldade de cada uma das palavras. Mas também existem as cartas vermelhas, mas essas já as explico...

Agora voltando a nossa batalha de gestos.

Feitas as apresentações do jogo e da paixão, criaram-se as equipas.
Sem clubismos e cores partidárias foram feitas as equipas, os vermelhos e os azuis...
Azuis: Hugo Valter: Lisa; Spranger; Rui; Rodolfo; Tó Rodrigues
Vermelhos: Hugo Pereira (dono da sessão e do jogo); André; Águia; Olga; Marisa; Humberto.

Neste momento os guerreiros da cave salivavam de excitação. O nível de adrenalina corria. Os guerreiros desta batalha épica sentiam-se como se tivessem viajado no tempo e Nero os estivesse a ver. E sem mais demoras, toca o som das trompetas e o jogo começa...

Com um empate a 4 pontos estes dois clãs rivais abrem as hostes na primeira jogada.
Gradualmente a equipa Azul vai-se distanciando da Vermelha, com excelente golpes gestuais, estando a terceira jogada (ou ronda) dominada pelos Azuis com uma distância de 10 pontos.

Contudo os heróicos guerreiros Vermelhos não se deixavam cair por terra. Ergueram todas as suas forças (comparadas apenas com a bravura dos simples mortais que colocam os deuses em causa em batalhas titânicas) e preparam-se para a quarta ronda, e... São reduzidos à sua insignificância, e esmagados pelas mãos gestuais dos Azuis, ficando 31 – 17.

Mas todas as batalhas épicas necessitam de sangue suor e lágrimas, (neste caso cerveja, caipirinhas e coca-colas) e enquanto os Azuis festejavam num festim de gáudio e alegria, sorrateiramente na última jogada da primeira etapa os Vermelhos diferem um rude golpe ao calcanhar dos Azuis e recuperam, ficando 39 (Azuis) – 27 (Vermelhos).

Neste momento o público sentia-se num jogo Portugal - Inglaterra, a adrenalina estava a subir. O sangue passeava de forma rápida e quente nas veias e artérias destes guerreiros gestuais, enquanto se preparavam para a fase seguinte desta batalha épica gestual.

Agora entram as cartas vermelhas, onde há mais pontos a dar, e o nível de dificuldade é maior...

Assim logo na primeira ronda a equipa Azul mantêm a liderança, mas com o clã Vermelho a recuperar... Contudo...
Os Vermelhos voltam a ser colocados no seu lugar, estando o jogo a quatro rondas do final com o resultado expressivo de 71(Azuis) – 65(Vermelhos).

Novamente os clãs amistosamente rivais preparam-se para as últimas 3 rondas.
Estávamos perto do clímax desta batalha épica, Azuis e Vermelhos preparam-se para decidir o desfecho desta contenda de proporções galácticas e na penúltima ronda o resultado exprimia uma aproximação perigosa dos Vermelhos aos Azuis. (81 – 77)

O sangue pulsava nas veias, o suor escorria das faces e corpos fustigados pela batalha dos bravos guerreiros.
Até aqui tínhamos tido de tudo...

Na equipa Azul golpes gestuais internacionais de Lisa, vantagem lógica de Spranger pois é um óptimo profissional da representação; jogadas gestuais bem conseguidas de Valter; tentativas de nudismos de Rui ( a palavra era nú e ele apenas puxou um pouco a camisa para cima); eficácia matadora de Rodolfo; e o poder dos gestos transformados em imagens de Tó.

Na equipa Vermelha a experiencia de Hugo vem ao de cima; Olga com a sua forte expressão gestual arrebata com eficácia; Águia com tentativas desesperadas e fortes explosão de gestos a tentar fazer o pino para dizer que a palavra era Morcego; André com eficácia sem nódoas; Marisa com a energia gestual a revelar-se eficaz; e Humberto a demonstrar que também ele tinha experiencia nestas contendas gestuais.

É então que entramos na última ronda desta batalha.

De rajada a equipa Azul consegue 93 pontos, estando por sua vez a equipa Vermelha condenada a perder ou a empatar, pois era obrigada a fazer 16 pontos (o limite máximo nas rondas com as cartas vermelhas).

A angústia nas expressões do clã Vermelho era evidente, mas a força e bravura de lutar fazia-se notar... É então que Hugo, o dono do jogo, sobe ao palco das emoções e todo o jogo fica resumido aquela última carta com a palavra HUMANO...

Hugo tenta de tudo, até penosamente mostrar a diferença entre um HUMANO e um extraterrestre, porem todo o gesto parecia um homem com dois corninhos na testa (pois as antenas estavam à frente e não atrás).

Angustiado ele tenta...
Os seus colegas de equipas sentem que o empate está a dois dedos de distancia e loucamente tentam acertar...
Contudo o malfadado fim do tempo chega... e o pensamento... “estávamos mesmo, mesmo próximos do empate. Só por uma carta...” vive nas mentes da equipa derrotada.

Assim findada esta batalha ficamos com os Azuis com 93 pontos e os Vermelhos com 89 pontos...

Vitória muito bem conseguida pelos Azuis ☺ clap clap clap...

Bem desculpem o extenso relato, mas só assim consegui transmitir a verdadeira emoção e alegria vivida mais uma vez na cave do pinguim, neste nosso e de todos Clube.

Realmente uma sessão magnifica por parte do Hugo, onde podemos todos ser novamente pré-adolescentes, ou adolescentes. e reviver aqueles magníficos dias onde não existiam nem computadores ou consolas, apenas existiam jogos de sociedade sejam eles tradicionais ou não.

Muito, muito boa esta sessão e é muito bom saber que existe Peter Pan dentro de todos nós.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Estética Computacional - sessão do dia 11 de Junho

O “post” mais atrasado da história do clube dos Pinguins.
O Tó e todos os membros do clube mereciam muito mais do que um post com quase um mês de atraso e por isso começo este com um sincero pedido de Desculpas!!
A primeira sessão deste retorno do clube dos Pinguins foi digna de memória. O “Sutor” Tó trouxe-nos um assunto - que arrisco a dizer que foram assuntos – tão actuais que até chegaram a ser futurísticos. O tema da apresentação assusta, é facto “Estética Computacional”, mas antes do tema havia um título que quero dar um maior destaque, pois caiu como uma luva: Admirável Mundo Novo.
O conceito de “estética computacional” para mim foi coisa nova e portanto não me arriscarei aqui a desenvolver o conceito. Esta sessão além de elucidativa e informativa foi divertida. Aprendemos o que são “Fractais” (imagens infinitas geradas por computador em que se pode ampliar continuamente a imagem até ao infinito), com exemplos como o do Roman Verostko. Passamos pelo interessantíssimo Leonel Moura – artista português – com “New Kind of Art”, em que um robô – com “vontade própria” é programado – através do estudo da movimentação da formiga – para criar arte ininterruptamente, se for este o desejo; pelo inusitado Lorenzo Hammer – como exemplo das artes digitais dentro da informática através de objectos físicos com interacção - com os seus 3000 anos de perguntas aleatórias possíveis em pequenos ecrãs; e como comparação a esta nova arte computacional o Tó trouxe-nos a bela imagem “One, nº 31, 1950 – Jackson Pollock”.
Depois desta pequena viagem pelo mundo computacional, como lhe é característico, o Tó nos desafia com uma problemática, antes mesmo de abordar o próximo tópico:
“Até que ponto as brincadeiras se tornam arte e até que ponto uma grande ideia, que será artística, se transforma numa coisa prática?”

A partir desta questão, que foi deixada em aberto para que os presentes ficassem com a interrogação no pensamento, começamos uma pequena jornada no universo dos Hactivism – que é nada mais, nada menos que a junção do conceito hacker com activism. Neste pequena jornada, tivemos exemplos como o do Vuk Cosic, Josh On e do conhecidíssimo jogo Second Life, com uma pequena alusão comparativa a “Marina Abramovic and Ulay's - Imponderabilia, 1977”.
E como se esta viagem além de interessante não estivesse fantasticamente apetitosa, ainda nos foi posto a conhecer A arte digital como arte pública. Este tópico é completamente visual e muito difícil – pelo menos para mim – de transpor em palavras, mas para fazer jus a apresentação vou pelo menos citar os vídeos apresentados, para os que não puderam ver possam saciar a curiosidade.
Rendezvou II Laser Harp - A sonoridade de um harpa, tocada através de feixes de laser;
Virtual Illusion, pintar com vídeo - uma tecnologia que preenche os olhos onde uma tinta especial é pincelada numa parede e um video é projectado apenas e tão-somente onde a tinta existe.
Pillow Talk - para os românticos de plantão, um excelente presente para que os amantes separados pela distância não sintam-se só na hora de dormir. Os batimentos cardíacos do seu par ao alcance de uma almofada
Pathways to housing installation - fantástico projecto que cria um lar virtual para os sem abrigo.
E finalmente o Piano Stairs - este tem mesmo de ser visto. Degraus de um metro transfomados em teclas de piano. A medida que se sobe, os sons das notas são emitidos. Gostaria de ter um destes ao meu alcance todos os dias.
E para que este post não transforme-se em um testamento, agradeço ao “Sutor” pelo maravilhoso tempo partilhado, ao conhecimento desenvolvido, as risadas e silêncios pensativos e as viagens futuristas ao Admirável Mundo Novo.

domingo, 4 de julho de 2010

PUBLIcave

Quinta-feira, na cave do costume. Estende-se a tela, liga-se o som e … o professor Hugo Valter deu início à aula.

Aquilo que poderia ter-se tratado apenas de exibir dezenas de anúncios, começou com uma verdadeira aula de publicidade.
Não esquecer:
- a publicidade divide-se em três tipos:
a) institucional;
b) sensibilização;
c) comercial.

E depois de tudo devidamente leccionado, fomos assistindo ao correr de diversos exemplos para cada um dos tipos de publicidade.
Entre gargalhadas e silêncio absoluto, mais ou menos emocionado, mais ou menos sensibilizado, aprendemos que nem sempre mudar de canal no intervalo é a melhor opção.
Cá fica um exemplo, só para que quem não esteve presente fique a saber o que perdeu!!


As coisas que se aprendem (com o Hugo) na cave dos Pinguins!!

sexta-feira, 25 de junho de 2010

curtas de Hugo

Ontem apresentou no pinguim club o nosso caro amigo Hugo Pereira a sua paixão:

curtas-metragens!!!!!!!!!!

A primeira foi I`ll see you in my dreams. The zombies are coming back, but this time in a portuguese forest!!!!!!!! É considerado o primeiro filme de terror feito em Portugal (2003) e está muito bom, realizado por Miguel Angel Vivas e produzido por Filipe Melo. Apesar de estar muito cómico e muito bem filmado, tive medo como sempre com filmes de terror....ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Com a segunda curta viramos para o quase documentário: 10 minutes. Está atrás a pergunta o que pode acontecer entre dez minutos em partes diferentes do mundo. Os lugares : Sarajevo, Bósnia, guerra, um pequeno rapaz a buscar água na zona de fogo – Roma, Itália, um chinês a fazer turismo e desenvolver um filme. Mensagem: A vida pode virar entre segundos para o bem ou para o mal. Achei um pouco óbvio a abordagem do filme, mas estava bom.

A terceira curta estava linda, linda, linda! SIGNS. Uma história de amor convencional entre duas pessoas que trabalham nuns escritórios ao lado um do outro e começam a comunicar um com o outro por papéis com palavras e sinais. A mensagem do filme é que o processo de apaixonar-se através da comunicação gestual, do olhar, do jogo inocente e intuitivo é muito mais importante que a palavra, e esta está muito bem conseguida. Quero ver mais uma vez!

Depois vimos MORE, um desenho animado. Num mundo de monstros muito humano, cinzento e monótono, um senhor monstroso sente muita falta de felicidade, que conhecia na sua infáncia. Finalmente ele inventa uns óculos, que dão a possibilidade de ver o mesmo mundo só colorido e positivo e encontra a sua felicidade! Lembrei-me que no alemão, nos dizemos, quando alguem está apaixonado, ele está com óculos côr-de-rosas... Um imagem, que ficou é o senhor monstroso a abrir a sua barriga para ver em qual condição está a sua luz de vida ou de esperança ou de felicidade, uma bela imagem!

A última estava Mankind is no island. Uma curta mesmo curto! Lindamente a jogar com palavras que a câmera de um telemóvel encontra nas ruas de New York e Sidney e juntar-lhes visualmente uma mensagem de humildade humana, que precisa registrar o outro na anonimidade das grandes cidades, onde invisivelmente milhares de pessoas vivem como excluidos na sociedade.

Muito obrigada Hugo, por esta sessão muito divertida!!!!!!!!!!!!!!

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Once upon a time no Pinguim

Ontem aconteceu poesia no Pingim! Desta vez não foi dita pelo Rui Spranger, mas sim exibida na tela!

A paixão do Rui pela "Sétima Arte", de resto partilhada por outros elementos do Clube dos Pinguins, fez com que nos quisesse apresentar o filme da sua vida, um Western épico cuja acção decorre no cenário do progesso e do avanço dos caminhos de ferro no velho oeste americano: "Once Upon a Time in the West" (em português, "Aconteceu no Oeste"), um filme de 1968, realizado por Sergio Leone e com um elenco de luxo (Henry Fonda, Claudia Cardinale, Jason Robards, Charles Bronson, Gabrielle Ferzetti, ...).



Depois de uma introdução feita pelo Rui, quer sobre o filme, quer sobre determinados pormenores relativos à realização (para que os pudéssemos apreciar devidamente), as luzes foram apagadas e a poesia começou. Num ambiente intimista e silencioso, o filme foi saboreado como se de facto de uma sessão de poesia se tratasse, uma vez que a própria toada do filme, a fantástica banda sonora de Ennio Morricone, a magistral combinação de planos, a tensão sempre patente e a grande interpretação dos actores, nos foram invadindo e envolvendo na atmosfera do Velho Oeste.

Embora a duração do filme (165 min.) tenha feito com que a sessão terminasse já muito tarde (por volta da 1h), era inevitável que a noite se prolongasse numa conversa animada sobre os pormenores do filme e da sua realização, à laia de digestão da obra-prima que tínhamos acabado de degustar.

Frase mais ouvida da noite: "EU NÃO ACREDITO QUE AINDA NÃO TINHA VISTO ESTE FILME!!"

Obrigado, Rui!