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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Noite do UNO (Uno Não Oficial)

17 de Fevereiro

Mais uma noite de Clube dos Pinguins, que como o próprio nome indica, se ajusta às condições atmosféricas do local, com uma temperatura a rondar os 20º negativos.

Para aquecer a alma e os corações (“já agora os pés também dava jeito”, diriam vocês), a Fernanda e a Inês trouxeram com elas uma mala cheia de lembranças da nossa infância: mikado, dominó, damas, poker de dados, uno… bem, tínhamos ali com que nos entreter até de manhã!!

Mas como o clube “fecha” à meia-noite (regra imposta pelo Pinguim-Imperador), só nos podíamos decidir por um jogo e a escolha acabou por recair no UNO, uma vez que assim todos os 8 pinguins presentes podiam jogar.

O UNO tem uma mecânica e um ritmo bastante rápido e divertido, consistindo basicamente em despacharmos todas as cartas da mão. Um a um, temos de jogar cartas que correspondam (em número ou em cor) à que foi deitada anteriormente, senão… vamos à pesca. Há também cartas especiais que fazem inverter o sentido do jogo, saltar um jogador, obrigá-lo a apanhar 2 ou 4 cartas, mudar de cor… enfim, um conjunto variado de regras.

A maior parte já tinha jogado (apesar de alguns o terem feito apenas com as cartas “normais”), outros havia que nunca o tinham experimentado, mas o Rui destacava-se pelo facto de já ter jogado tanto ao ponto de até ter inventado regras adicionais com o objectivo de aumentar o divertimento. Essas regras consistiam em trocar as nossas mãos com outro jogador ou inclusivé rodar os jogos, ao ponto de todos ficarem com a mão do jogador anterior.
Escusado será dizer que optámos imediatamente por jogar com estas regras, uma vez que proporcionaria momentos hilariantes, com o pessoal a roubar as mãos uns dos outros.

O Rui mostrou então que com as regras dele e comigo a registar as pontuações (uma combinação a não repetir, pelo menos com a mesma dose de álcool), não há como o parar e ao fim da 2ª ronda de jogo ele só tinha ainda 1 ponto, enquanto que já havia malta com mais de 100.

A certa altura, o Rui comenta: “Este jogo é giro… até comprei um baralho de UNO para o Viriato e para a Carolina”, ao que a Fernanda responde: “Pois é, este jogo é muito bom para as crianças…”. E foi a gargalhada geral!
É que a Fernanda não conhece os pinguins Viriato e Carolina (infelizmente por não terem podido aparecer ultimamente), pelo que não sabia tratar-se de 2 adultos… quer dizer, pelo menos a avaliar pelo exterior.

O jogo continuou assim a decorrer até alguém atingir os 250 pontos, com o Rui a continuar a esconder cartas debaixo da mesa (eheh, é a minha única teoria para a vitória do Rui), a Olga a perguntar mais uma vez “E esta carta, o que é que faz?”, o Águia a espreitar as minhas cartas para ver se lhe valia a pena roubar-mas, a Inês entretida a pescar cartas, às oito de cada vez, com a Fernanda a rir às gargalhadas, enquanto ajudava o André a jogar dizendo “Oh pah.. tenho de o ajudar, senão ele não ganha”. No meio desta confusão toda, o Valter fazia os possíveis e impossíveis por lixar o Rui, já que estava mais perto dele, mas não houve meio de o conseguir e o Rui acabou mesmo por levar a taça.

Venham mais noites destas, onde se pode sentir o verdadeiro sentimento UNO dos pinguins: o puro regabofe!!

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Black Twins

2 e 16 de Dezembro de 2010

Se alguém entrasse a meio destas recentes sessões do Clube dos Pinguins e visse gente às voltas com cartas, fichas, bandeiras, talões de fiança, cartões de aposta, fichas de reforço, fichas de patrocínio e títulos de patrocinador, com certeza pensaria que se estavam a divertir com um jogo comprado numa qualquer loja, na mesma secção onde se encontram os baralhos de Uno e os kits de póquer, tal o ar profissional do mesmo. Mas não (por enquanto). Foi o pinguim Filipe Martins que escreveu o manual de instruções, encomendou o fabrico do material e, claro, inventou o jogo!

Com uma duração média de uma hora e meia, o Black Twins pode perfeitamente ser jogado num serão que preceda um dia de trabalho (algo que não posso dizer dos torneios de póquer, por exemplo, dos quais muitas vezes cheguei a sair a meio da madrugada). Embora faça lembrar o popular olho do cú/presidente, depressa se começa a perceber que é bem mais complexo.

O jogo é original em vários aspectos: tem apenas três naipes (daí o seu nome, pois as espadas e os paus são um só), permite apostas (no próprio jogador e nos outros), pode ser jogado em equipas, faz uso não só do jóquer como das cartas brancas,…

A única crítica que pode ser feita é relativa à complexidade do jogo; está prevista a possibilidade de não haver apostas, por exemplo, mas a componente estratégica é sacrificada; dá para perceber que não é possível «cortar a direito» nas regras.

Em suma, trata-se de um jogo excelente para um serão de convívio, que puxa pelas capacidades estratégicas de todos e que espero vir a repetir!