quinta-feira, 29 de março de 2012

Max Richter


E uma quinta-feira o Águia esvoaçou até à cave para nos dar a conhecer Max Richter, este senhor aqui em baixo...

Trata-se de um compositor Britânico de origem Alemã. Estudou composição e piano na Universidade de Edimburgo e fundou, após ter terminado os estudos, o Piano Circus, com mais cinco pianistas. Participou neste projecto durante dez anos, primeiro como pianista e mais tarde como compositor.

Em 2002 lança o seu primeiro álbum a solo, Memoryhouse onde explora histórias reais e imaginárias criando um estilo de música experimental que denomina de “documentary music”. Seguiram-se The blue notebooks (2004), Songs from before (2006), 24 Postcards in Full Color (2008), From the Art of Mirrors (2009) e Infra (2010).

Max Richter foi também responsável pela banda sonora de filmes como “Valsa por Bashir”, “Shutter Island”(entre outros).

Nas suas músicas Max Richter usa samplers de origens variadas: sons de ambiente, vozes e leituras de textos (Kafka, Murakami,...).

Da (falsa) simplicidade do som do piano a solo até à sumptuosidade de uma orquestra, todas as músicas deste compositor têm uma capacidade em comum: gerar emoções.

Pois não é essa a função da arte? Oiçamos então arte!

Deixo-vos um -mui pessoal, umbiguísta e de (in)questionáveis critérios- cardápio de músicas e sensações:

“On the nature of daylight” o dia chega cheio de nostalgia e inquietação…

“Embers” transporta-me em melancólicos voos de serenidade…

O hipnótico “November” que me descompassa o coração e a respiração…

A beleza mesmerizante e sombria de “Sarajevo”

A grandiosidade esmagadora de “Last days”

Infra 5 – que me traz uma emoção que não lhe sei o nome e por isso inventei-lhe um: Soluptioso

Sr. Águia, muito grata pela partilha, sigo pela vida com o Memory House debaixo do braço e um caleidoscópio de emoções no regaço!

quarta-feira, 28 de março de 2012

J. R. R. Tolkien

No início da minha adolescência cheguei a jogar The Hobbit, que tinha sido lançado em 1982 e transpunha para o ecrã a ficção interativa, popularizada pela coleção Aventuras Fantásticas e outras. Acabou por ser o meu primeiro contacto com o mundo de J. R. R. Tolkien.


Em 1992 os GNR lançam o seu sexto álbum Rock in Rio Douro, do qual faz parte a música que ouvi vezes sem conta Sub-16, que diz:
E com dezasseis
Nunca se teve tempo de ler O Senhor dos Anéis
Só de uma vez
E durante bastante tempo cheguei a usar para fundo do ambiente de trabalho a imagem The Dark Tower, de John Howe, ignorante de que se tratava da sua conceção da torre Barad-dur. No secundário, também via o Silmarillion a circular entre os meus colegas metaleiros.


Foi assim crescendo a minha curiosidade pelo fabuloso universo de Tolkien, mas foi já na faculdade que dei o mergulho, precipitado pelo anúncio da adaptação da trilogia O Senhor dos Anéis ao cinema, numa megaprodução assinada pelo mestre do gore Peter Jackson. O meu objetivo era conseguir criar o meu próprio imaginário antes de qualquer contacto com o filme, sob risco de o contaminar, fosse mesmo apenas com um trailer. Ainda tive sucesso durante a leitura da Irmandade do Anel, mas nos seguintes livros já me era indissociável Frodo Baggins de Elijah Wood, assim como Gandalf de Ian McKellen.

Mas pouco sabia da vida «do primeiro geek» não fosse o Águia ter decidido presentear o clube com uma sessão sobre J. R. R. Tolkien.

Fiquei assim a saber que, apesar de Sir, não era inglês, antes tendo nascido em Bloemfontein, atual África do Sul e sido educado por um jesuíta. Que uma influência para a sua paixão como linguista foram os estranhos nomes das estações de comboio da linha que servia a sua casa. Frequentador de sociedades, a sua cultura estende-se ao conhecimento de inúmeras línguas, entre as quais finlandês, islandês, grego e latim! As suas obras acabam por permitir aplicar todo este conhecimento.

Mas muito mais pode ser aprendido vendo a sua excelente apresentação.



Eu por mim vou já adicionar o Silmarillion à minha lista de livros a ler, que o apetite foi aguçado!

quarta-feira, 14 de março de 2012

Chilly para aquecer

E se de repente, ao passar na rua, alguém se dirigisse a nós pensando que éramos outra pessoa?
“Não, o meu nome não é Chilly, confundiu-me com alguém!”.
E foi mais ou menos assim que nasceu Chilly Gonzales

Numa noite fria na cave que, às Quintas, é dos Pinguins, o Rui Spranger trazia na algibeira um pouco de Chilly para aquecer a noite.
Jason Charles Beck, canadiano a residir em Paris, começou a tocar piano aos três anos e fez-nos gostar um pouco mais de piano, naquela noite.

Chilly Gonzales Live with Radio Symphony Orchestra Vienna, não é só um concerto de um pianista acompanhado por uma orquestra proveniente da Cidade dos Músicos, é um espectáculo de um homem que transparece o quanto gosta do que faz, que brinca com a música como uma criança, e nos faz gostar de tudo o que vemos e ouvimos.

Um verdadeiro “one man show”, que se assume como entertainer, mais do que como artista, porque segundo as suas próprias palavras “um entertainer faz amor com o público e um artista apenas se masturba, pretende agradar a si próprio”.
É interessante ouvir a explicação na voz do próprio.

Com aspecto de louco, Chilly faz amor com o piano, namorisca com a orquestra e conquista o público, sem pretensões, em pantufas e despenteado, como se estivesse entre os melhores amigos.
Vale a pena acompanhar a carreira deste homem apaixonado. É por ser apaixonado pelo que faz, que nos fez a todos, naquela noite, apaixonar pelo trabalho dele. Tão apaixonado que devia ser Pinguim.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012


Quem te porá como fruto nas árvores – De Ruy Belo


Difícil este post, difícil por estarmos a falar de algo tão subjectivo, como arte.
Pegando na velha máxima, cada cabeça sua sentença, vou fazer um post através da visão que eu tive desta peça.
Assim sendo, sentado no escuro do teatro, vou narrar o que vejo da peça.
A cortina abre...

Como numa galeria vemos os quadros, esses quadros transmitem sensações, historias, desabafos, vida, ou morte.
E nesta peça vi isso tudo, tal como as pinceladas de um pintor, foi-me mostrado uma narrativa poética de um senhor já no seu final de vida a relembrar tudo o que tinha vivido, a relembrar as suas sensações, as suas historias, os seus desabafos, a sua vida.... e o chegar da morte.

Através de um conjunto de poemas ele fala-nos das coisas que viveu, mas não pensem que estava lá apenas uma única pessoa, não estavam lá 4 actores pois, e tal como disse Constança Carvalho Homem (dramaturgia e assistência de encenação) “Era-me pedido um percurso para quatro actores, dois homens e duas mulheres, preferencialmente organizado em núcleos de sentido, polinizador o bastante para que dele se erguessem outras paisagens”.

Mas neste quadro poético teatral existe nestas quatro personagens que são um só  humildade e a simplicidade de um ser humano, segundo a ASSÉDIO – Associação de Ideias Obscuras “Optámos por uma espécie de despojamento: o vídeo e plano fixo, como uma fotografia dilatada no tempo, os pés descalços e a simplicidade de recursos levados à cena foram o modo como pensamos poder respirar a grandeza de Ruy Belo, usufruir e transmitir os sentimentos imensos das palavras”

Assim com a obra de Ruy Belo que nos é transmitida nesta peça, senti-me pequeno e ficamos a pensar na simplicidade que e a vida pois:“São tão humanas algumas árvores são mais humanas que se fossem humanas e os seus ramos têm coisas de mão”- Ruy Belo

Para terminar a ficha técnica e neles um Pinguim:

Dramaturgia e assistência de encenação- Constança Carvalho Homem
Espaço técnico e figurinos – Sissa Afonso
Desenho de luz – Nuno Meira
Sonoplastia – Francisco Leal
Vídeo – Alberto Plácido
Interpretação – João Cardoso – Raquel Rosmaninhos – Rosa Quiroga – Rui Spranger (pinguim)
Coprodução – ASSÉDIO
 local - Teatro Carlos Alberto

http://tv.up.pt/videos/C6E9yB97

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

"Como água para chocolate"

Na sessão do dia 2 de Fevereiro, a nossa amiga pinguina Olga, levou-nos ao cinema da nossa cave (porque também já a adoptei!). Começou por apresentar o filme, baseado no romance da escritora mexicana Laura Esquível, "como água para chocolate", adaptado para cinema pelo seu próprio marido Alfonso Arau.

O tema inspirava logo, principalmente para quem gosta de chocolate como eu!
Contudo, mais do que o chocolate em si, que aparece uma vez como ingrediente, é a forma como é preparado, em água a ferver.

Como a água para o chocolate é o ponto de ebulição que lembra um momento, um estado de prazer afrodisíaco, o extase.

No género de obra latino-americana que lembra as fantasias, por exemplo de Isabel Allende na Casa dos Espíritos, o contexto histórico das guerras civis entre extremas direita e esquerda, as histórias que rodam à volta de famílias tradicionalistas, conservadoras, campestres, quase isoladas e o papel da mulher na sociedade de então, são ingredientes fundamentais para marinar uma boa história recheada de contradições e paixões.

Descreveria esta obra pelo simbolismo que carrega. A paixão de Tita e Pedro é o fósforo de todo o enredo, que consome cada personagem e no fim se consome a si própria.

Começa com a narradora da história, sobrinha de Tita, na cozinha a cortar uma cebola. Porquê uma cebola? Acho que é por fazer chorar! O mesmo choro das lágrimas de Tita que, ao nascer em cima da mesa da cozinha, se transformou em sal!
Outro ingrediente que parecia fundamental era o destino. A ordem pré-estabelecida e a tradição da filha mais nova não se casar para poder cuidar da mãe até à morte.
Cingida às lides domésticas, é na cozinha que Tita se expressa, reage a este destino. O sentimento e as emoções combinam com os ingredientes mais curiosos como pétalas de rosa, enfeitiçando todos os que saboreavam as iguarias. Transformando a mãe, frigida com o tempo (vítima do mesmo peso de filha mais nova), libertando o padre das amarras de castidade, despertando a paixão de uma das irmãs de Tita por um soldado revolucionário em fuga, montados num cavalo, ela nua agarrada a ele.

Lembro-me de outro símbolo curioso, o da manta que Tita ia costurando à medida de cada contrariedade.

No fim discutiam-se as escolhas de produção e estilos de representação do elenco. A "beleza" da actriz Lumi Cavazos também não foi indiferente fazendo-nos recordar a imagem das mulheres antigas, latinas e de rosto sereno.

Com este filme recordamos também as nossas memórias da cozinha antiga, do lar todo em pedra, espaço de estar, de cozinhar, preparar e comer.

Foi um excelente serão que me despertou para a leitura deste livro! Obrigada Olga por este momento bem passado!




sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

So You Think You Can Dance


Humm. Será que sabes dançar?
Mas será que sabes mesmo dançar?
Mas tens a certeza que sabes dançar?
Pronto, já te viste a dançar? Humm... e ainda dizes tu que sabes dançar?
Ok não sabes dançar, isto é dançar...


Agora que já viste o que é dançar, posso continuar a escrever este Post.
Com um sapateado clubista pinguinzado, a Xanoca fez o favor de nos mostrar o que é dançar, não não foi ela que saltou para cima da mesa e desatou a fazer um ballet moderno, apenas foi mostrando, o que é dançar através de um programa de televisão de seu nome So You Think You Can Dance.

Programa este do qual ela é fã. Mas fica a dúvida, ela é fâ da dança ou do programa? Humm deixo a apresentadora do programa responder a esta pergunta…
Mas custa escrever este post. Pois as imagens valem mais do que as minhas palavras, e que imagens, assim sendo… vejam lá isto e perguntem-se se sabem mesmo dançar.


E mais nada...

Esperem... aqui vai um resumo deste programa que anda a dar na Fox Life.

‘So You Think You Can Dance’ é um fenómeno de entretenimento que deu e trouxe ao mundo da televisão um novo ritmo e um novo beat. Este reality é um concurso que dança individual que elege de entre doze concorrentes aquele que melhor se adapta a todos os estilos de música e, principalmente, de dança, cativando o público com a criatividade que transpõem nos movimentos rítmicos.

Habilidade, presença em palco, confiança, ética, paixão e sorte são os ingredientes essenciais para tornar qualquer um vencedor. No entanto, o ‘So You Think You Can Dance’ não é apenas um concurso, tem uma forte componente ao nível da partilha de histórias e experiências de vida.

Todas as semanas cada concorrente tem de dançar com um parceiro diferente e ao som de diferentes estilos de música (salsa, hip-hop, ballet, jazz, …), de maneira a conseguir mostrar uma maior versatilidade e provar que é o melhor dançarino.

Depois de submetidos a uma avaliação criteriosa feita por um conceituado painel de jurados, os dois pares que os espectadores – americanos – acharam que tiveram as piores prestações são eliminados, a cada semana, até restarem apenas quatro. No final, apenas um par irá ser galardoado como vencedor e receber o grande prémio.





Simplesmente o filme Le Dîner de Cons ( Jantar de idiotas), trazido à cave do clube pela mão da Mónica, é um clássico da comédia, comandada por um grupo de actores que tinham por hábito trabalhar conjuntamente em várias longas-metragens e até algumas peças de teatro.

Comédia negra Inicialmente escrito para o palco, visto grande parte da acção é existir no mesmo espaço, mas... pouco importa para o caso! O que é certo é que a história é engraçadissima,  com diálogos e momentos hilariantes. As personagens estão muito bem concebidas e são dadas vida por um elenco talentoso, nomeadamente pelos actores Thierry Lhermitte e Jacques Villeret, que desempenham os protagonistas. Asseguro que dificilmente teriam melhores "resultados" de casting.

É sem dúvida uma comédia de luxo, que atesta a qualidade da Europa na fabricação de filmes, sejam elas de que género forem. Recomendo-vos que vejam esta versão, pois ha para ai um remake Americano, e Segundo consta não é lá bem a mesma coisa.

Com tanta coisa esqueci-me de contra a história.
Ora bem… é tudo coisa simples, pois, todas as semanas, Pierre organiza com os seus amigos, o que ele chama ´jantar de palermas`. Todos levam, como acompanhante, alguém que achem verdadeiramente imbecil e ridículo.
O jogo consiste em deixar os imbecis falar e exprimir as suas ideias, paixões, para que o grupo que convida se possa deliciar com um jantar de gozo, contudo nada disto acontece, o que surge, são uma serie de acontecimentos surpreendentes que nos deixam sem folego e a pensar… Ok o que sera que vai acontecer mais????

Trailer
http://www.youtube.com/watch?v=fkqKTtcp-WY

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Pinguim Talks!

Na última sessão do ano (a 29 de Dezembro de 2011) fomos brindados com mais uma paixão do André: as TED TALKS.

Não, não são as "Conversas do Ted", nem existe nenhum Ted por trás deste conceito!

As TED Talks são conferências sobre diversas temáticas (TED - Technology, Entertainment and Design) que, como o próprio André adiantou na sessão, têm uma semelhança com o Clube dos Pinguins, uma vez que nelas participam verdadeiros entusiastas que, com paixão, apresentam as suas ideias. Aliás, o mote destas conferências é mesmo "Ideas Worth Spreading" (ideias que vale a pena divulgar).

Este conceito nasceu em 1984, através de Richard Saul Wurman e ao longo das várias edições participaram várias celebridades mundiais como Bill Clinton, Al Gore, Gordon Brown, Bill Gates e vários Prémios Nobel.

O mais difícil para o André foi mesmo escolher, das várias centenas de conferências, aquelas que pudessem mostrar o espírito TED e ao mesmo tempo, que fossem interessantes e variadas. O que resultou num seleção de cinco apresentações tão diferentes umas das outras como apaixonantes! Aconselho a verem/reverem:

Bonnie Bassler: Como comunicam as bactérias
Esta bióloga molecular mostra como se pode integarir na comunicação entre as bactérias, não havendo necessidade de administração de antibióticos. A maneira apaixonada e enérgica como ela expõe a sua ideia é fantástica!


Benjamin Zander: Música e Paixão
Este músico mostra como é possível apreciar música clássica, mesmo não percebendo ou não gostando. De uma maneira cómica e apaixonada, ele consegue surpeender a plateia.


Pranav Mistry: o potencial emocionante da tecnologia SixthSense (Sexto Sentido)
Este indiano desenvolveu uma tecnologia Sexto Sentido de baixo custo e pretende revolucionar o modo como interagimos com o mundo digital e o mundo real. Vejam, que vale a pena! Há coisas fantásticas, não há?


Eric Giler: Eletricidade sem fios
Isto é bem capaz de ser o futuro! Vale a pena ver os vários exemplos da aplicação da eletricidade sem fios e como isso pode mudar a nossa vida daqui a uns anos (se calhar bem menos do que pensamos).


António Damásio: A busca para entender consciência
Para quem assistiu à sessão do Vasco sobre a consciência (The Primacy of Consciousness), pôde fazer o paralelo com esta, que foca as questões biológicas da tomada de consciência e do eu.


Parabéns ao André por mais uma sessão bem interessante e onde deu para aprender mais algumas coisas!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Do you belive? They put a man on the moon...


Será que o homem chegou à lua?

Será que Armstong passeou no astro espelho que nos conduz as marés?

O Hugo tornou a sessão de 8 de Dezembro de 2011 do Clube dos Pinguins um mistério. Antigo? Alguns dizem que sim, outros just don´t care!

Então foi assim…

Numa noite fria, e juro que de lua cheia, o Hugo apresentou-nos a teoria de que a lua não conhecia humanos.

Através de um documentário da Fox TV ficamos a perceber que os interesses da Guerra Fria, quente, quente, durante as décadas de 60 e 70, quase justificariam a vaidade e mentira em alegar uma chegada à lua, os passeios de um americano pelo mar da tranquilidade, como histórinha de embalar russos…

A história ganhou força com os detalhes técnicos que explicaram a quem não percebe nada de cometas e naves espaciais ou física-avançada-para-astronautas-como-eu, que estes e aquelas circunstâncias provam o embuste que a NASA preparou e apresentou ao mundo em 1969. E assim, especialistas e pessoas próximas do projecto posaram para a câmara e negaram a chegada daquela Apollo à lua.

O toda a verdade ficaria a cabo dos MithBusters, cientistas de Hollywood que pretenderam replicar a alegada mentira e não conseguiram. Ficaria provado, assim num episódio apenas, que o Sr. Armstrong enviou beijos à família a 384.405 Km de distância e não de uma área 51 escondida no deserto do Nevada…

Eu continuo sem saber se há marcianos a viver na Lua, se Nixon e o mundo realmente assistiram ao evento espacial da sua vida, mas dúvidas não tenho que depois do que vi…tanto acredito como não acredito. Ambas peças brincam à realização de segredos e ilusões em tela e por isso não sei quem mente…mas não faz mal, porque verdade ou não, as pisadas de Armstrong não impediram que a lua ficasse redondamente cheia de 28 em 28 dias….

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

MAGNA OLEA

Há momentos em que nos sentimos particularmente felizes por fazer parte do Clube dos Pinguins.

E a última sessão foi um desses casos.

Vários eram os ingredientes. A começar pelo facto de ser uma estreia. Era a primeira vez que a Pilar iria apresentar uma sessão. Confesso que estive quase para não ir, pois tinha outros afazeres. Mas uma estreia é sempre uma estreia e há sempre um esforço para não faltar. Até porque começamos a imaginar sobre o que será. Tentamos adivinhar a paixão e o automobilismo não me saía da cabeça. Enganei-me, enganei-me redondamente.

A preparação do ecrã, do projector e do computador não me desviou a atenção da minha ideia pré-concebida. Só a pus em causa quando ela disse que ia gostar de andar à frente das mesas. Aí pensei: vai ser uma espécie de aula. E foi.

Para minha surpresa, íamos assistir a uma sessão sobre azeite. Nostalgicamente recordei a sessão do Pedro e da Fi há uns anos atrás sobre a mesma temática em que provámos azeite com louro, com alho, com coentros, etc. acompanhados por entradas italianas que tão generosamente confeccionaram.

Aqui tínhamos um power-point bem preparado. Pensei que estava a assistir ao complemento da sessão do Pedro e da Fi que foi muito pouco teórica, mais associada a esse fantástico pecado/prazer da gula.
Fiquei contente. Ia aprender sobre azeite.

Apesar de não ter conseguido reter toda a informação, aprendi bastante. Como costumo dizer, o conhecimento é potenciador de prazer e agora já não caio em qualquer promoção ou publicidade a mau azeite no supermercado. Estou armado com as definições de Azeite Extra Virgem, Azeite Virgem, Azeite refinado e Azeite lampante. Extracção a frio ou a quente, grau de acidez, características das garrafas, etc.

Devem agora, os caros leitores que não estiveram presentes, estar a pensar que a sessão deve ter sido muito interessante e que foi uma pena não terem ido. É verdade.

 Mas ainda não acabou.

Havia ainda uma surpresa guardada. Um excelente pão, dois pratinhos vazios e duas garrafas. Uma de azeite e outra com azeite. Sim, porque a segunda era uma garrafa de 33cl da superbock que tinha sido improvisada para colocar uma amostra de azeite produzido em Dezembro de 2011 e que ainda não está engarrafado.
Apesar de gostar de azeite, confesso que foi com algum cepticismo que vi ser despejado em cada um dos pratos, um pouco de azeite de cada uma das garrafas. Percebi que íamos fazer aquilo que dizem que os alentejanos fazem que é molhar o pão no azeite e comer. Coisa que eu nunca tinha feito antes porque sempre achei que não iria gostar. Achando eu que o azeite sabia todo mais ou menos ao mesmo, a não ser que se lhe juntassem umas ervas, ou algo assim, como o Pedro e a Fi fazem.  Que bom que é descobrir que estávamos errados!

Foi das melhores sensações gustativas que tive em toda a minha vida. O azeite não sabe todo ao mesmo e este é absolutamente extraordinário. Sabe a feno fresco, como o Paulo tão bem observou, é ligeiramente picante, é suave. Fiquei maravilhado, viciado.

Quem esteve sabe que não consegui controlar o meu entusiasmo, o meu emaravilhamento. Quis logo comprar o azeite, todos queriam comprar o azeite. Um leilão. Ideia abandonada pela Pilar. Que fazer? “Eu fui o primeiro a dizer que o queria”. Iria utilizar todos os argumentos possíveis, mas a Pilar acabou com o meu sofrimento e generosamente, por ser eu que iria escrever o post, DEU-ME o resto das garrafas de MAGNA OLEA. Azeite Extra Virgem, extraído a frio, com 0,1 graus de acidez máxima e com várias medalhas de ouro em concursos nacionais e internacionais de azeite.

Nunca fiquei tão contente por me ter tão prontamente voluntariado para escrever um post. Nunca tive nem contava ter qualquer espécie de recompensa, mas a Pilar fez-me duplamente feliz naquela sessão do Clube dos Pinguins da semana passada.

Ontem aceitei a sugestão do Hugo e da Olga e cozi a vapor pescada com batata e legumes. Reguei depois com a colheita de 2011 e não resisti a acabar a refeição a limpar o prato com pão.

Este azeite não se pode desperdiçar!




PS – O post só ficará concluído quando eu fizer a prova seguindo as regras oficiais dos provadores e anotando as minhas classificações pessoais, conforme me comprometi com a Pilar. Mas como hoje há Clube e para não haver atrasos nos posts, completo-o depois. Além disso, hoje haverá garrafas de Magna Olea à venda na cave do Pinguim. O Hugo, que é o apresentador da sessão de hoje, encomendou umas garrafas. Eu não vou faltar. E tu, vais?

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012


Musicais...

Sim musicais, este foi o tema trazido pela Olga à cave do clube.

Durante a sessão, a pinguim Olga foi apresentando os sons e as danças que a marcaram, e pelas quais ela tem um carinho especial.
Levou-nos numa viagem cheia de som, glamour, sedução, burlesco, dança e paixão que nos deixou arrebatados pelo espectáculo de luzes, cor e vida.

Ao longo da sessão fomos viajando no tempo, desde My Fair Lady, passando pelas garras iconicamente modernas dos musicais, que é o Cats até à sensualidade mais recente que é o NINE.
Em acordes de misturas visuais e sonoras, Olga fala-nos de forma visual da sua paixão, transmitindo este seu carinho sonoro através das imagens imortalizadas pelo cinema, como é o caso de The Producers  e através de gravações feitas para serem espalhadas pelas casas do público que não teve o prazer de ver o Cats ao vivo, como é o exemplo da versão DVD deste espectáculo da Broadway.

Para alem de muitos outros exemplos...

Com muita pena minha, é humanamente impossível transmitir a beleza da sessão da Olga, visto que não vos posso levar em passos de dança até à cave pinguinica, porém vou tentar...

Façam este exercício...

Parem de ler este post, e vão até ao YouTube e procurem a música  Moulin Rouge - El Tango de Roxanne do filme Moulin Rougue e arrastem a timeline até ao 1º minuto e ouçam até ao inicio das palavras da narrativas personagem boémia...




-Eu disse para pararem de ler (nota do postador)... Vá procurem...





Pronto, pronto... aqui está o link



Ora, ainda bem que estamos entendidos.... podemos continuar.

Agora façam Play e leiam o que vou escrever. ( não se esqueçam de levar até ao 1º minuto, e ouvir até ao inicio das palavras da personagem boémia... e sintam).

Quem e capaz de dizer que não gosta de Musicais?
Quem é capaz de não sentir as palavras boémias do narrador?
Quem fica indiferente à dor sentida pelas personagens?
Quem nunca sentiu a raiva das palavras do narrador?
Quem nunca olhou para algo tão belo e ficou sem palavras?
Quem nunca teve um desafio que sentiu não ser capaz de superar ou vencer?
Quem nunca desejou sentir uma verdadeira e única história de desejo?
Quem nunca lutou por algo?
Quem nunca amou?
E por fim....
Quem nunca sofreu por amar...?

Estes são os ingredientes dos musicais.

Esse género de espectáculo que nos arrepia, que nos deixa a sorrir ou a chorar, a sentir raiva, paixão, amor, loucura, humildade, entre muitos outros sentimentos.
Sim adoro musicais, por isso isto tudo e sinto-me um privilegiado em escrever este post, que na sua essência mais humilde, demorada e humana, tem a vontade (alem de servir de narrativa para a brilhante sessão da Olga) transmitir o que se viveu na cave pois aquela noite foi alimentado pelo som, vida, glamour, sedução, burlesco, dança, paixão, luz, cor, e tudo o resto que todas as paixões devem transmitir...

Afinal é para isso que elas servem... para dar algo de musical à nossa vida.



quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

 EROTISMO 

Erotismo...
Sim erotismo, esta foi a sessão apresentada pela Hugo.

Mas afinal o que é o Erotismo? Todos temos uma opinião, uns de forma construída pela experiencia, outros pela parte sensorial, outros pela repressão social ou outro género de repressões e outros pensam ter uma opinião...

Mas lá está “cada cabeça sua sentença”.

Dai resolvi colocar aqui a definição que vêm na wikipedia (ia por a que vinha no dicionário, mas era pequena a definição)

Erotismo - Erotismo é o conjunto de expressões culturais e artísticas humanas referentes ao sexo. A palavra provém do latim ‘eroticus’ e este do grego ‘erotikós’, que se referia ao amor sensual e à poesia de amor.
A palavra grega deriva-se do nome de Eros, o deus grego do amor, Cupido para os romanos, que com suas flechas unia corações, significando hoje amor, paixão, desejo intenso.

Feita a apresentação do significado wikipediano do assunto, vamos directamente para a sessão.

Na sua apresentação do tema, o Hugo resolve trazer um dos maiores icones eroticos de todos os tempos, o filme Emmanuelle.
Tal como fiz para a palavra erotismo, vou fazer o mesmo para o filme.

Emmanuelle - A personagem apareceu pela primeira vez no filme Io, Emmanuelle em 1969 e era interpretada por Erika Blanc. Ela foi recriada mais tarde em 1974 no filme Emmanuelle e era interpretada pela neerlandesa Sylvia Kristel, provavelmente a actriz mais famosa pelo papel. O filme ultrapassou as barreiras do que era aceitável em filmes na época, com suas cenas de sexo, vioação, masturbação, mile high club (sexo em aviões) e uma cena onde uma dançarina fuma um cigarro com sua vagina usando técnicas de pompoarismo. Diferentemente de outros filmes que tentavam evitar uma classificação adulta do MPAA, o primeiro filme de Emmanuelle abraçou o gênero e tornou-se um grande sucesso internacional. O filme é, até hoje, um dos mais bem-sucedidos filmes franceses.
Para finalizar, devo dizer que de facto adorei rever o filme, como já não o via ha muitos anos, foi realmente muito bom voltar a ver um dos filmes que mais marcou a historia do cinema.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Sessão de Amanhã

O post que se viu grego para sair...

Já foi em 2010 e muitos não se lembrarão sequer da fantástica sessão da Olga, sobre a Grécia Antiga, a primeira paixão apresentada por esta "pinguina". :D

Foi uma sessão cuidadosamente preparada, com direito a um teste final aos conhecimentos adquiridos e correspondente prémio (uma coroa de louros) ao vencedor com mais respostas certas. E foram bastantes os pinguins que assistiram à breve história da mitologia grega, à passagem pelos principais pensadores / filósofos gregos e até à evolução arquitectónica da Grécia, com exemplos de vários monumentos famosos.

Para relembrar e porque seria uma pena uma apresentação destas ficar na "gaveta", aqui vai:

domingo, 11 de dezembro de 2011

Pinguins Electrónicos

E se a música electrónica não for apenas aquela música que se ouve nos festivais underground, sob o efeito de substâncias que vão muito para além da cafeína?
E se a música electrónica tiver mais anos que todos os pinguins?
O André, amante da música electrónica e da cafeína, electrizou os pinguins numa destas quintas-feiras.

A saber:

No ano de 1897, surgia o Telarmónio, provavelmente o tetra-avô da guitarra eléctrica!!

O Teremim (sim, aquele aparelhómetro parecido com uma antena automóvel que produz música sem que lhe cheguem a tocar!!) data de 1920!!

Lembram-se de “Tomorow Never Knows” dos Beatles? Pois… Electrónica!
“Welcome to The Machine” dos Pink Floyd? Música electrónica em 1975!!!
E quem se lembra de “Stayin’Alive” dos Bee Gees?

O André ensinou-me que a música electrónica tem muito que se lhe diga, que se divide em estilos e épocas que se cruzam: Disco, Dub, New Wave! Eurodisco, Chicago House, Europop (quem se lembra do odioso “The Rythm of the Night” dos Corona?)

Para quem não assistiu à sessão, muito bem preparada, como todas as sessões do André, sugiro a consulta do Power Point aqui em baixo, que o anfitrião da noite fez o favor de disponibilizar ( não se esqueçam de clicar nos links a azul!)


Música Electrónica

E fica mais um conselho: abram já a página do You Tube, porque vão sentir uma súbita vontade de ouvir música electrónica!!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Da revista popular ao urbano depressivo. Da vara à vareta. Da saída até ao onírico. Uma fusão ou algo que já seria natural? Um eterna procura ou uma obsessão??

“Eu sei, é preciso esquecer
desenterrar os nossos mortos e voltar a enterra-los,
os nossos mortos anseiam por morrer
e só a nossa dor pode matá-los.” […]
                                                    M. A. Pina


Aqui estou eu sentado na sala a pensar como escrever o resumo da sessão que o Hugo Valter apresentou ontem.

Durante estes anos procurei sempre fugir a escrever sobre paixões partilhadas porque dificilmente haverá distanciação. Neste caso, não pode haver distanciação nem interessa. Neste caso, não havia como fugir ao post.

Hoje acordei melancólico. Não é o melhor estado para escrever um resumo. Tanto, que ando aqui às voltas e ainda não cheguei sequer a dizer sobre o que foi. Porque sem vontade, há lágrimas livres a banhar-me as faces.

Eu sei, é necessário fazer um esforço. Isto é um resumo e o Hugo apresentou uma sessão extraordinária.   Não só pela paixão em si, mas pela excelente preparação e apresentação.

E não foi só uma paixão, foi ao mesmo tempo uma tão sentida e legítima homenagem a um dos maiores criadores que este país conheceu.

João Paulo Seara Cardoso (1956-2010)

Com um powerpoint cuidadosamente preparado e alguns videos para ilustrarem o percurso criativo do João Paulo Seara Cardoso no Teatro de Marionetas do Porto, o Hugo começou por nos apresentar uma pequena biografia. Depois começou por apresentar o percurso (que ele tão bem conhece, graças ao seu pai) do João Paulo até à fundação do Teatro de Marionetas do Porto. A partir daqui fez-nos uma viagem, mais do que bem documentada (e com pequenas histórias privadas) de todos os espectáculos levados a cena pelo Teatro de Marionetas do Porto com encenação do João Paulo Seara Cardoso (desafiando-me pelo meio a apresentar uma sessão sobre o "Miséria", aquele que ainda hoje considero o espectáculo da minha vida e, claro está, também é uma criação do João Paulo Seara Cardoso).

Estávamos poucos, muito poucos para o cuidado da preparação e para a qualidade da apresentação do Hugo. É o único dado negativo da sessão.

Para além da curiosidade natural de quem não conhecia a obra do João Paulo Seara Cardoso, creio que o Tó, o Filipe e eu fizemos uma viagem pelo nosso passado (como Hugo fez também ao preparar e apresentar a sessão). Os espectáculos do Teatro de Marionetas faziam parte do nosso quotidiano. Cada estreia era um acontecimento feliz, esperado com ansiedade e cada espectáculo trazia emoções, histórias e permanecia na memória. Por isto, o powerpoint preparado pelo Hugo termina com uma questão: Teatro de Marionetas do Porto, e agora???

Agora esperamos (como o Filipe bem o disse) que com o tempo o Teatro de Marionetas do Porto se reencontre e, digo eu, refloresça radiante para bem de todos nós.

Apesar de toda a nostalgia, fica como nota extra que depois da sessão, o Hugo, o Filipe, o Nuno e eu ficámos na cave a recordar, a conversar e a discutir até perto das 4h da manhã. E assim tão naturalmente celebrámos a AMIZADE!

Obrigado João Paulo!
Obrigado Hugo!  

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Lisbela e o Prisioneiro


Há umas semanas atrás a Xanoca apresentou-nos o filme “Lisbela e o Prisioneiro”, apresentando como sua paixão o cinema Brasileiro. (Eu atrever-me-ia a dizer que a sua paixão era o cinema novela mas corria o risco de ser mal interpretado e por isso não digo nada…)
O filme, realizado por Guel Arraes que ganhou alguns prémios no Brasil, conta a história de Lisbela (Débora Falabella), uma jovem sonhadora que adora ir ao cinema e vive na esperança de encontrar o “homem certo” e de Leléu (Selton Mello) um saltimbanco que anda de cidade em cidade a vender os seus produtos, apresentando pequenos números de ilusionismo e a seduzir as mulheres locais. Um burlão!
Leléu envolve-se com Inaura (Virginia Cavendish), uma mulher sexy e atraente que tem um pequeno defeito: é casada com o homem mais temido da cidade, Frederico Evandro (Marco Nanini), um matador profissional, que Leléu só conhece de nome. Quando Frederico Evandro descobre a sua mulher o anda a trair resolve partir em busca de Leléu que, entretanto, tinha fugido para uma pequena vila.
Nessa vila Leléu apaixona-se imediatamente por Lisbela, filha do Tenente Guedes (André Mattos) e noiva de Douglas (Bruno Garcia). Ora Lisbela sente também uma atração imediata por Leléu. A confusão está montada!
No meio de tantas tropelias, Leléu e Frederico Evandro tornam-se amigos, sem se aperceberem de quem é quem e que afinal são inimigos de morte. Mas quando toda a mascarada é desfeita e todos os enganos corrigidos, começa a tensão final para saber quem mata quem e quem fica com quem. Neste momento o filme é contado através de uma série de flashbacks em que cada um vai alterando o rumo da história criando um série de twists no argumento.
E é precisamente nesta altura que o CD (sim, o filme estava a ser projectado através de um CD) resolve encravar. Não só encravar como a recusar-se firmemente a passar aquela parte do filme. (Devia ser um CD humanitário, a favor dos direitos dos homens e contra qualquer tipo de crimes ou mortes, enfim…) Após várias tentativas e esforços, sem falar que se passou cerca de 30 minutos nesta brincadeira, lá se conseguiu ver (aos pedaços) a cena que já de si era aos pedaços. Sim… Foi um pouco confuso mas, a Xanoca foi-nos relatando calma e explicitamente tudo o que se passava e as trocas que ia havendo no argumento. O CD foi simpático o suficiente para nos deixar ver o final do filme (já depois do sangue ter rolado, claro…).
A sessão acabou por se tornar bastante divertida com muita galhofa no meio, principalmente nas paragens do CD que davam sempre origem a novas piadas. A Xanoca fez uma boa apresentação e defendeu-se bem quando o CD resolveu resmungar. Acho que todos nós percebemos a parte final do filme graças a esse esforço.
Os meus parabéns à Xanoca, quer pela apresentação, quer pela escolha do filme.