terça-feira, 31 de julho de 2007

Se calhar vão para o Kosovo

Depois de 38 anos de intervenção, termina hoje à meia-noite a maior operação militar da história da Grã-Bretanha em que participaram 300 mil soldados

Acaba a ocupação manu-militari que teve muitos dias sangrentos, especialmente um Sunday. Diga o que disserem, ainda é obra do puppy Blair.

Close up e corta, manda guardar (religiosamente)

Alguns amigos anotam isto: raramente um génio falece sozinho, há sempre outro que o segue.
O último caso que me lembro foi o de Sophia e de Carlos Paredes, há três anos, e agora sucede de novo: Ingmar Bergman e Antonioni.


O Sétimo Selo

Profissão Repórter

segunda-feira, 30 de julho de 2007

O mundo à mesa

Fraca incumbência esta de escrever sobre a última sessão da saison. Difícil era também apresentar a paixão, especialmente se ainda se mal saiu dos exames, das obras em casa, do computador com problemas, dos livros encaixotados, dos discos encaixotados…

A partir de um vídeo, do nome da música, “The Universal”, o Jorge falou sobre a sua paixão pela discussão, discorreu certeiro sobre como não teme as incoerências e tão certo como está o Sérgio Godinho das dúvidas disse estar sempre a aprender. De certa forma, a sessão acabou por ser também, e referiu-o o Jorge caso alguns de nós estivéssemos distraídos, sobre nós, os que aprendemos uns com os outros, no clube.

“Não sabia o que fazer. Não tinha nada até às cinco. Discutir era uma hipótese. Discutir política, podia ser! Eu sou advogado de defesa, de muitas causas, advogado do diabo… pensei sobre isso. Pensei rápido. A minha paixão é um, meu, head work in progress, a minha racionalização evolutiva sobre a sociedade global”

Depois partimos para o debate sobre o tema, sobre as mudanças que recebe o nosso mundo globalizado, as vantagens e as desvantagens de cada um dos novos estímulos e das novas realidades, desde a comunicação que está ao alcance de qualquer um graças às tecnologias até aos movimentos globais contra ou a favor de algo. O povo faz-se ouvir. Ou será que ele disse população?

Aproveitando mais referências da sua área de erudição óbvia (a música), o Jorge citou sociólogos, políticos e canções, no fundo para dizer que, apesar das diferenças, ele vê “o mundo com olhos possíveis, porque junto somos invencíveis”.

Nem todos partilhamos do optimismo, mas isso fica para os comentários.

To be continued...

O Clube fecha, assim, mais uma temporada.
Voltamos em Setembro, não se sabe ao certo quando, mas voltamos!
A todos os que fazem férias em Agosto umas excelentes férias. Aos que têm de trabalhar: força aí companheiros! Aos que estão em lua de mel, hrnnnnnn!

Fechamos, então, com o post do Filinto - o último de sessão da temporada!

Até já!

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Devaneios II

Em jeito do homenagem porque está a chegar o dia do seu aniversário – que é também o da sua morte - , porque é uma paixão, porque é um exemplo a seguir, porque significa saudade mas simultaneamente força. Ou então não. Pode ser um conjunto de palermices porque foi escrito depois de ter estado numa conferência de imprensa do Menezes. Mas de uma coisa podem ter a certeza: não é por ser Dia Nacional dos Avós.

Há medida que o tempo vai passando, aprendo, felizmente, a viver a vida ‘na boa’. Cada vez são menos as pessoas e as situações que me conseguem irritar. Por outro lado, são cada vez mais os olhares, os sorrisos, os toques, os momentos, os silêncios, as paisagens, os amigos, as conversas, as músicas, etc., que me fazem sentir feliz. Os chamados ‘pequenos grandes momentos’. Aprendi – sim...porque isso também se aprende - a esperar o mínimo. Expectativas poucas. Juízos de valor quase nenhuns. É amadurecimento? Talvez. Uma coisa é certa: eu não era assim.
É uma espécie de casamento entre a responsabilidade ‘civil’, onde a anarquia não pode, na minha opinião, existir, e o ‘carpe diem’. Uso o espelho retrovisor da minha vida, olho para trás e, inevitavelmente, sorrio. As mudanças, essas, são mais que muitas. Consciente, porém, que nem todas serão positivas. Mas faz parte. Sem stress. Como o comum dos mortais, foram muitas as coisas que aprendi e apreendi. Ok...umas lições ficam mais do que outras. Quanto mais não seja porque há algumas que custam imenso a dar as mãos entre o coração e a mente. Ninguém, por mais importante que seja para nós, está, infinitamente, ao nosso lado. Eu sei que isto é óbvio e
que toda a gente sabe que assim é. Mas é uma merda. Há pessoas que deviam, incondicionalmente, estar sempre aqui ao lado. Egoísmo? Talvez. Sei que não devemos criar dependências emocionais de ninguém. Diz-se que ninguém é insubstituível e que o tempo cura tudo. Verdade? Talvez. Talvez seja uma meia-verdade. Não gosto que me deixem cair, nem que seja sem intenção. Não gosto de ficar sem os meus pilares. Não gosto de sentir que partes do meu eu estão ‘out’. Não está certo. Por mais que o outro não tenha culpa. Por mais que o tempo passe e que eu me lembre dele todos os dias, por mais que entrem e saiam pessoas na minha vida, ninguém o substitui. Ninguém é igual a ele. Sofro porque ele não está ao meu lado. Tenho saudades – mesmo muitas - tuas avô Araújo. Ponto final.
Obs: como os blogs estão na moda e são assim uma coisa muito in estou a pensar seriamente criar um. Quanto mais não seja porque desse forma não são obrigados a 'levar' com os meus devaneios*

A morte do artista



Sempre achei que havia uma altura em que os grandes artistas se deveriam retirar antes de entrar na decadência. O Granel acha isto em relação aos Stones, eu acho em relação ao António Calvário.
Mas, nunca pensei que isto pudesse acontecer a uma referência tão grande e transversal a tantas gerações, como o Avô Cantigas. Aconteceu e o resultado está aí. O beat é assustador e o video um 3D folclórico e merdoso.

No entanto, a música poderia ser perfeitamente cantada ao nosso Primeiro. Será que se pode consederar música de intervenção?

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Hábitos


Não sei explicar, mas como não sou religioso, e como o homem é um animal de hábitos, talvez seja do hábito. Não do hábito dos religiosos, a roupa, mas do hábito-costume, costume-costume, não costume costume, hábito em inglês, não hábito-hábito como o dos padres, mas hábito-fato, roupa... Como não sei explicar, desconverso. Típico.

Sou um homem e, por isso, um animal de hábitos, não sou religioso mas gosto de cerimónias, mesmo que ocorram numa cave a uma terça-feira à noite, e já sinto falta das cerimónias que não haverá por causa do Verão. O hábito faz o monge e eu, fazendo celibato de outros cerimoniais, era um monge participante na cerimónia das terça-feiras, das cerimónias do "celebremo-nos" e celebremos as nossas diferenças e sobretudo as nossas paixões.

Perceberam?

post de sessão para mais tarde, este tinha de o postar

terça-feira, 24 de julho de 2007

Logo à noite

Será este o tema da minha sessão de hoje - The Universal!



Todos a bordo às 22h00 no sítio do costume!

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Noite

A noite sempre foi uma das minhas maiores paixões, basta ver a hora de publicação deste post. A paixão foi sempre amplificada nas casas onde me sinto em casa (a redundância é propositada). Pinguim e Estação são a minha segunda casa e a relação é bem mais de amizade do que cliente/barman. No sábado passado a Estação fez 20 anos e no próximo traz Alice Russel a Portugal. Acreditem que vale a pena.

domingo, 22 de julho de 2007

Devaneios

Palermices, em jeito de pensamentos, - enquanto espero pela ida para um café de Sábado à noite - fruto de uns dias cansativos, melados, de expectativa, mas essencialmente bons.

Posso ter defeitos, viver ansiosa e ficar irritada algumas vezes mas, não esqueço que a minha vida é a maior empresa do mundo, e posso evitar que ela vá à falência. Só ontem disseram-me três vezes: 'tá com um ar muito feliz Marta!'. Sorrio e pergunto: 'então e porque não?Por que é que não devo estar? Afinal o que é ser feliz?'. Não obtive resposta, apenas sorrisos. Já é suficiente. Mas se me perguntassem a mim sobre a felicidade eu acho - sem certezas - que saberia responder. Seria mais ou menos assim: feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar-me uma autora da própria história. É atravessar desertos fora de mim, mas ser capaz de encontrar um oásis no recondito da minha alma. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de mim. É ter coragem para ouvir um "não". É ter seguranca para receber uma crítica, mesmo que injusta. Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo...o meu eu :)

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Triumph - motas? lingerie? ou algo completamente diferente?

Não sei como dizer isto sem ferir susceptibilidades. Muitas vezes, assuntos como estes acabam por morrer, remoídos durante semanas dias e noites até ao perdão final. Poderia tentar essa saída mas não ficava bem comigo. O que se passou ontem na cave do Pinguim, é um escândalo. Um escândalo (só tem paralelo com as vindimas). Palavrões (ainda que censurados), ofensas verbais e corporais, sexo explicito, sexo implícito (thank’s Aguilera por existires) e outras enormidades que aqui não narrarei (a faixa etária que lê este blog poderia ficar seriamente traumatizada). Onde está a moral e os bons costumes? O respeito pela diferença (eufemismo para NERD’s à espera de um filme de Star Wars) e pela língua francesa (to me to poop on)? Tudo o que andámos a cultivar durante anos foi-se numa noite. E o culpado tem um nome. Vendo bem, até tem dois: Águia e Triumph – The insult Comic dog. Foi esta a paixão da noite. Um cão inconveniente, atrevido, e mordaz. Responsável por entrevistas complicadas no programa Late Night with Conan O’Brien, Triumph é um rottweiller (ou pelo menos parecido) que gosta de fumar meio charuto (deixa-o sempre cair) e insultar o entrevistado. O Águia teve a gentileza de nos mostrar o pedigree do bicho e depois mostrar algumas das suas habilidades. Mostrou-nos uma comédia diferente, que ao contrário do que dizia na brincadeira em cima, torna o insulto, o palavrão e até a enrabadela aceitáveis (para que não fiquem dúvidas, aceitável de ver. SÓ isso. Nada de pensamentos pecaminosos). Para os que não foram só uma palavra. Bem feito (dass, lá estou eu a contar mal outra vez). Mas como sou bom rapaz deixo-vos meia-dúzia de rebuçados 1, 2 e 3 (e não é que me enganei outra vez!!!).

Cão como nós

Depois de, na semana passada, ter tido um dia de cão, ontem tive uma noite de cão. E como o apartamento e os horários me impedem de ter cão, ele - o cão, esse companheiro - vai aparecendo das formas mais estranhas, por exemplo, como me aconteceu há pouco, quando estava a actualizar os arquivos word:

Cão

Cão passageiro, cão estrito
Cão rasteiro cor de luva amarela,
Apara lápis, fraldiqueiro,
Cão liquefeito, cão estafado
Cão de gravata pendente,
Cão de orelhas engomadas,
de remexido rabo ausente,
Cão ululante, cão coruscante,
Cão magro, tétrico, maldito,
a desfazer-se num ganido,
a refazer-se num latido,
cão disparado: cão aqui,
cão ali, e sempre cão.
Cão amarrado, preso a um fio de cheiro,
cão a esburgar o osso
essencial do dia a dia,
cão estouvado de alegria,
cão formal de poesia,
cão-soneto de ão-ão bem martelado,
cão moido de pancada
e condoído do dono,
cão: esfera do sono,
cão de pura invenção,
cão pré-fabricado,
cão espelho, cão cinzeiro, cão botija,
cão de olhos que afligem,
cão problema...
Sai depressa, ó cão, deste poema!


Um poema de Alexandre O'Neill - que tinha publicado no meu primeiro blog, o apagado Driving Miss Daisy e então encontrado no Janela Indiscreta - que dedico ao Cacau e ao Águia. Sem insulto.

terça-feira, 17 de julho de 2007

Winston Flinstones

Se agora o publicitário tem grande cuidado com o "politicamente incorrecto", nem sempre foi assim.

Peço desculpa pela baixa qualidade do video, mas destaco-o não só pelo tema, mas ainda pelo meio utilizado, e para quem conseguir ouvir o texto, pela forma pormenorizada como é descrito as caracteristicas do produto.






A Cláudia (manda mais que o Governo) adverte que FUMAR MATA!

E a sessão logo será sobre...

E será este o assunto da sessão :)

Vá gravem a imagem e vejam o assunto :)

VAMOS FALAR DO TEMPO...

As análises da qualidade do ar e dos índices de vento e da humidade relativa, foram efectuadas durante a semana de 6 a 12 de Julho.

1 – Porto obteve um índice de qualidade do ar de BOM.

2 - Lisboa e Faro obtiveram um índice de qualidade do ar MÉDIO.

3 – Porto – velocidade atingida 39 km/h, soprando fraco de Norte e Noroeste.
Lisboa – velocidade atingida 57 km/h, soprando moderado de Norte e Noroeste.
Faro – velocidade atingida 31 km/h, soprando fraco de direcção variável.

4 – Análise do volume armazenado nas bacias hidrográficas do Douro, Tejo e Guadiana no mês de Junho.

Aviso à comunidade

Meus caros amigos, esta semana não vai haver Serões em Família - that big fuckin' show - por causa do Dr. Rui Morais.
Fica, então, agendado, para a próxima semana, o último espectáculo desta série! Será um momento, pá... normalíssimo, em que se vai fazer exactamente aquilo que se fez durante 9 meses!

Até lá, para quem quiser aparecer!

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Virgolino aterra de Marte

O que era aquela cena ontem em Lisboa? Os gajos andavam lá numa correria de um lado para o outro, a TVI estava em directo-directo (não em falso directo), uma animação. Ainda pensei no Santo António, mas as marchas populares não foram no mês passado?

sábado, 14 de julho de 2007

Liberté! Egalité! Fraternité!

Imagem: Sans-culotte

A 14 de Julho de 1789 dava-se aquele que foi, provavelmente, o acontecimento mais importante para a História francesa e um dos mais significativos para o pensamento democrático ocidental - a Tomada da Bastilha.

A Revolução Francesa é um marco importantíssimo para a Europa e para o Mundo. Já no séc. XX, a geração de 60 nela se inspirou para a reivindicação de direitos civis. E mesmo em Portugal a sua influência no Direito é fulcral, sobretudo a nível Constitucional, senão veja-se a Carta Constitucional de 1822 que estabelece a Soberania Popular como Princípio Constitucional fundamental.

Enquanto o mundo mudava lentamente a França deu um passo de gigante na luta pelos direitos, liberdades e garantias. Ensinou a Liberdade com responsabilidade, a igualdade com mérito e a fraternidade correspondida.
Hoje a França é um país apagado, triste, frustrado até. A sua geração de 60, a de Boris Vian, de Brel, desapareceu. A Europa democratizou-se com o liberalismo económico e os povos definharam, a apatia generalizou-se, e hoje, a União Europeia é tudo menos um espaço de consciência - a palavra que mais gosto de pronunciar em Democracia!