Fraca incumbência esta de escrever sobre a última sessão da
saison. Difícil era também apresentar a paixão, especialmente se ainda se mal saiu dos exames, das obras em casa, do computador com problemas, dos livros encaixotados, dos discos encaixotados…
A partir de um vídeo, do nome da música,
“The Universal”, o Jorge falou sobre a sua paixão pela discussão, discorreu certeiro sobre como não teme as incoerências e tão certo como está o Sérgio Godinho das dúvidas disse estar sempre a aprender. De certa forma, a sessão acabou por ser também, e referiu-o o Jorge caso alguns de nós estivéssemos distraídos, sobre nós, os que aprendemos uns com os outros, no clube.
“Não sabia o que fazer. Não tinha nada até às cinco. Discutir era uma hipótese. Discutir política, podia ser! Eu sou advogado de defesa, de muitas causas, advogado do diabo… pensei sobre isso. Pensei rápido. A minha paixão é um, meu, head work in progress, a minha racionalização evolutiva sobre a sociedade global”
Depois partimos para o debate sobre o tema, sobre as mudanças que recebe o nosso mundo globalizado, as vantagens e as desvantagens de cada um dos novos estímulos e das novas realidades, desde a comunicação que está ao alcance de qualquer um graças às tecnologias até aos movimentos globais contra ou a favor de algo. O povo faz-se ouvir. Ou será que ele disse população?
Aproveitando mais referências da sua área de erudição óbvia (a música), o Jorge citou sociólogos, políticos e canções, no fundo para dizer que, apesar das diferenças, ele vê “o mundo com olhos possíveis, porque junto somos invencíveis”.
Nem todos partilhamos do optimismo, mas isso fica para os comentários.