terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Como ficámos a conhecer "How I Met Your Mother"

"How I Met Your Mother" é uma "sitcom" da CBS criada por Carter Bays e Craig Thomas, que estreou em Setembro de 2005 e que o Águia trouxe à cave.

A série gira em torno da vida de cinco amigos, Ted Mosby, Marshall Eriksenn, Lily Aldrinn, Barney Stinsonn e Robin Scherbatskyy e é narrada por um deles, Ted Mosby, no ano de 2030, que conta aos filhos como conheceu a mãe deles.

Em boa verdade, nunca ficámos a saber como raio o Ted conheceu a mãe dos miúdos, uma vez que a cada episódio ele conta tudo, excepto como conheceu a progenitora da canalha. Certo é que aquelas peripécias todas, que na sua maioria decorrem no MacLaren's Pub, o terão levado a conhecer a senhora.

O Águia, que não quis ser spoiler, brindou-nos com dois episódios magníficos.
Pontuação no IMDB: 8.8. Vale o que vale, mas a série vale a pena.

Personagem absolutamente incontornável é Barney Stinson, interpretado pelo actor Neil Patrick Harris : o gajo que nem quando transpira cheira mal, o gajo que leva para a cama todas as miúdas que quiser, o amigalhaço a quem os esquemas correm sempre bem, o fulaninho com mais sorte do mundo.

E naquela noite, a cave foi outra vez o lugar com mais sortudos por metro quadrado.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

20 de Janeiro de 2011


Relativamente à próxima sessão, posso indicar que, dada a duração do filme que pretendia exibir, terá início às 22:03, para que termine à meia-noite. Actualização: nova data.

Black Twins

2 e 16 de Dezembro de 2010

Se alguém entrasse a meio destas recentes sessões do Clube dos Pinguins e visse gente às voltas com cartas, fichas, bandeiras, talões de fiança, cartões de aposta, fichas de reforço, fichas de patrocínio e títulos de patrocinador, com certeza pensaria que se estavam a divertir com um jogo comprado numa qualquer loja, na mesma secção onde se encontram os baralhos de Uno e os kits de póquer, tal o ar profissional do mesmo. Mas não (por enquanto). Foi o pinguim Filipe Martins que escreveu o manual de instruções, encomendou o fabrico do material e, claro, inventou o jogo!

Com uma duração média de uma hora e meia, o Black Twins pode perfeitamente ser jogado num serão que preceda um dia de trabalho (algo que não posso dizer dos torneios de póquer, por exemplo, dos quais muitas vezes cheguei a sair a meio da madrugada). Embora faça lembrar o popular olho do cú/presidente, depressa se começa a perceber que é bem mais complexo.

O jogo é original em vários aspectos: tem apenas três naipes (daí o seu nome, pois as espadas e os paus são um só), permite apostas (no próprio jogador e nos outros), pode ser jogado em equipas, faz uso não só do jóquer como das cartas brancas,…

A única crítica que pode ser feita é relativa à complexidade do jogo; está prevista a possibilidade de não haver apostas, por exemplo, mas a componente estratégica é sacrificada; dá para perceber que não é possível «cortar a direito» nas regras.

Em suma, trata-se de um jogo excelente para um serão de convívio, que puxa pelas capacidades estratégicas de todos e que espero vir a repetir!

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Coupling

Não sou adepto da televisão e, portanto, muito do que se passa na caixa mágica não chega até mim. Felizmente há o Clube dos Pinguins que me permite sair de uma certa ignorância.
Dia 30 de Dezembro do velhinho 2010 a sessão foi da responsabilidade do Hugo que começou por falar na série que mais o fez rir. Claro que sendo um clube de partilha de paixões, o Hugo começou logo por manifestar efusivamente a sua grande paixão pela série: as grandes interpretações, a excelente realização, a enorme qualidade dos argumentistas, etc... até que se lembrou que poderia estar a criar demasiadas espectativas e colocar a fasquia demasiado alta. Comigo aconteceu isso mesmo. Eu que não sou grande fã de televisão e menos ainda de sitcoms. Mas a verdade é que os 3 episódios de "Coupling" seleccionados pelo Hugo quase me fizeram cair da cadeira de tanto me rir. Andei vários dias a pensar na série. Entranhou-se mesmo!
O Jeff é realmente uma personagem extraordinária e também não imagino como será a série agora que continua sem ele. Vou andar na net à procura das 3 primeiras "Seasons" (termo que já aprendi, graças ao Clube dos Pinguins) e seguir o conselho do meu amigo Hugo e não vêr o resto para não apanhar nenhuma desilusão.
O ano no Clube acabou assim às gargalhadas.
Resta-me desejar um bom ano de 2011 e pedir aos meus amigos do Clube para me avisarem previamente se  apresentarem alguma série porque a continuar assim ainda acabo por cair na tentação de instalar televisão por cabo em minha casa.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Motion Graphics


O Águia deu-nos o prazer de nos presentear com uma sessão dupla!! Sobre quê?? Sobre a sua grande paixão: Motion Graphics! Aquela tecnologia que tanto agradou os pinguins nas sessões anteriores do Águia.
Na primeira sessão (11 de Novembro) foi-nos apresentado o conceito, percebemos que a publicidade televisiva, os separadores e até os genéricos dos programas são quase todos construídos ou eleborados com Motion Graphics (não só, mas também). Vimos e debatemos os vários exemplos que o Águia nos proporcionou, com alguma incredibilidade de alguns pinguins presentes menos habituados a estas andanças.
Falou-se ainda nos programas principais usados, bem como os seus recursos e a curiosidade foi tanta que o Águia resolveu prolongar a sessão para a semana seguinte, podendo assim passar a exemplos práticos.
Na semana seguinte (18 de Novembro), apesar da pouca afluência pinguinense, a noite foi animada, curiosa (às vezes quase ao milímetro) e o Águia mostrou-se um verdadeiro mestre na arte de domínio de Motion Graphics. Utilizando o Maya e, principalmente, o After Effects em poucos minutos criou uma pequena animação em homenagem ao Clube. Animação essa para a qual o computador demorou quase o triplo do tempo para processar toda a informação. É caso para se dizer que o Águia é mais rápido que o seu próprio processador!!
No final ficamos todos a perceber as grandes capacidades e vantagens do Motion Graphics, assim como o tempo que demora, depois, todo o processamento final.
Fui uma sessão intensa e apaixonada. O Águia está mais uma vez de parabéns!

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Festas e Companhia


4 de Novembro de 2010

Na ressaca do feriado, a São fez o favor de nos trazer uma sessão que lhe fez lembrar os tempos vividos com os amigos em Vila Flor.

Meninos e meninas, um jogo de sociedade!!

Talvez por ser uma semana mais curta, os convivas eram apenas sete. Sete, mas dos bons!! Formadas as 3 equipas, fomos ao duelo.

Uma das regras do velhinho "Party & Co." é a de que a vez só passa para a equipa seguinte quando a equipa em jogo não consegue ultrapassar uma das provas.
A equipa inicial, armada em espertinha, deu uma valente seca aos jogadores da noite, pelo que, à segunda ronda já se alteravam regras. Foi mesmo à portuguesa, alterar as regras depois de iniciado o jogo: independentemente da prestação, cada equipa tinha direito a jogar 3 vezes seguidas.

Memorável será o Hugo, na prova de mímica, a tentar figurar a palavra "desenvolver" (mammm, mamm, mamm...), o André, com uma sorte inédita, entre o derreter e o descongelar, e a capacidade extraordinária do Rui para ler nos lábios.

Em abono da verdade, termos subvertido as regras valeu a pena: o jogo tornou-se mais dinâmico, ninguém (o Rui) adormecia enquanto aguardava a sua vez e não impediu a equipa que iniciou o jogo de ganhar. Pois é meus amigos, os bons, mesmo quando as regras mudam, safam-se sempre!! ;))

Resultado final: uma noite bem passada, nas calmas, de volta do tabuleiro, dos copos e da conversa.

São, qual é o jogo que vais trazer da próxima vez?

terça-feira, 9 de novembro de 2010

20 anos pró boneco




"Dizer que sofremos mais uma perda é não dizer nada. Porque “perda” é uma palavra demasiado pequena para este vazio e o João Paulo não era “mais um” em nada. Inconfundível no humor, na provocação, na beleza da escrita, no entusiasmo da criação, na constante insatisfação. E sobretudo na gargalhada.

Esta noite muda a hora. Isto é importante porque amanhã temos hora marcada para nos despedirmos de um amigo. Mas mais importante seria que esta noite terrível que nos vai roubando os amigos passasse de vez, e finalmente chegasse um dia em que não houvesse mais despedidas.

E ouve, João Paulo:
É verdade que conseguiste transformar marionetas em actores, mas quantas vezes já te dissemos que o contrário não é possível? Os actores não conseguem ser marionetas, nem mesmo quando isso lhes dá jeito. Porque se saltarem demais ficam tontos, se cairem partem uns ossos, se não comerem desmaiam... E se os deixares sofrem, sentem-se órfãos e choram bem alto com a dor da tua ausência. Estás a ouvir?"

Por Visões Úteis
 

A ler ainda:

Teatro de marionetas do Porto (biografia);
O Homem que provocava sentidos, por Tiago Bartolomeu Costa;
Há um sorriso a menos, por Rui Spranger;

PS - Passados alguns dias da morte de João Paulo Seara Cardoso, senti-me na obrigação de publicar uma paixão comum a muitos deste pequeno clube.
Porque o clube de que falamos já não se retém dentro das paredes do costume é muito maior. É um clube de apaixonados por um sonhador e criador de sonhos...

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Instinto animalesco!

O Nuno, um dos elementos mais recentes do Clube dos Pinguins, decidiu brindar-nos com uma obra cinéfila francesa, datada de 1973, que dá pelo nome de Themroc, avisando-nos de antemão que iríamos assistir a um filme baseado em factos reais com cenas eventualmente chocantes e perturbadoras (inclusive canibalismo), mostrando o lado animalesco dos seres humanos a vir ao de cima.

O filme, realizado por Claude Faraldo, conta com uma interpretação brutal de Michel Piccoli (personagem principal), acompanhado de uma série de actores franceses, sendo um deles identificado pelo Rui Spranger como o Coluche, um conhecido cómico francês. No meio de diálogos intelígiveis, grunhidos e urros, Themroc retrata a revolta de um operário francês perante a sociedade e a sua constante monotonia, desenrolando a partir daí actos extremos que levam outros a unirem-se em protesto, numa espécie de orgia cómica e ao mesmo tempo mórbida. Uma vez que para "spoiler" já basta o Águia (eheh), acho que me vou ficar por aqui...

No final do filme, a tertúlia andou à volta de várias questões sociológicas e políticas, incluindo o facto da revolta de Maio de 68 ter marcado fortemente a sociedade francesa, o que acaba por ser abordado ao longo do filme. A partir daí foram várias as histórias contadas quer pelo Nuno, quer pelo Rui sobre as vivências de cada um em Paris, uma vez que lá moraram e assistiram a algumas manifestações. Comparando com a nossa situação, acabámos por concluir que Portugal é um país de demasiados brandos costumes, perdendo algumas vezes com isso, pois não somos capazes de nos unir e lutar pelos nossos direitos, como vemos outros países a fazê-lo.

Talvez se mais gente visse este filme, ficássemos com mais vontade de nos revoltar na próxima greve geral de 24 de Novembro. Só teríamos de treinar os grunhidos e partir tudo o que apareça à frente. Obrigado pela inspiração, Nuno!! :D

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

A Guerra dos Botões

Actualmente grande parte da população das cidades tem a sua origem em meios rurais, facto que se comprova, por exemplo, pelo deserto em que transformam, nas poucas horas que precedem a ceia de Natal. E isto mesmo se pôde verificar esta quinta-feira entre a plateia do Clube dos Pinguins, desde o Rui e a sua infância em Vouzela até à minha, em São João da Madeira. E foram esses tempos a jogar à bola na rua e a subir às árvores, longe da Playstation e da televisão por cabo, uma das razões que permitiu apreciarmos e nos identificarmos tanto com o ambiente em que decorre A Guerra dos Botões: a França rural dos anos 60. E não se pense que crianças a beberem álcool e maus tratos infantis são fenómenos só do nosso país!

A história centra-se num pequeno conflito entre as crianças de Longeverne e de Velrans, duas pequenas aldeias vizinhas, e de como este começa a escalar e a requerer uma enorme organização entre as crianças, com uma série de problemas decorrentes dessa tentativa de organização. Pelo meio desfilam criativas e engenhosas estratégias de combate, que tiram partido dos limites que os adultos impõem às crianças, contrastadas com uma sensibilidade que surge nos momentos mais inesperados.

O realizador, Yves Robert, acaba igualmente por satirizar o mundo dos adultos, abordando tópicos como uma “igualdade” onde há ricos e pobres, e trabalhadores que trabalham sob chefes que vêem trabalhar; as guerras e a sua falta de sentido, onde todos se prejudicam e ninguém é beneficiado; o papel predestinado às mulheres naquele tempo. Enfim, um reflexo muito peculiar da sociedade.

É particularmente interessante o exercício de comparar a liberdade de um realizador em 2010 e em 1962, ano em que este filme foi realizado. Se pensamos que actualmente tudo é possível, com esta obra apercebemo-nos que, entre outros, os enormes escândalos de pedofilia que assolaram recentemente a sociedade ocidental, o fundamentalismo anti-tabagista, o hiper-proteccionismo a que as crianças são sujeitas e, se calhar, até o caso Maddie, nos fizeram perder algo, plantando no subconsciente colectivo uma série de regras não escritas.

Concluindo, são 89 minutos muito bem passados, repletos de nostalgia e que acabam por ser uma pausa no mundo politicamente correcto de hoje em dia. E para quem gostou, vai haver mais do mesmo na próxima sessão!

terça-feira, 19 de outubro de 2010

O mérito de uma paixão que desencadeou um debate apaixonado…

Quinta-feira, 14 de Outubro de 2010


O André tem uma paixão, que à partida parecia ser por brincos, mas que, tal como a Lisa referiu logo no início, eram brincos com aspecto de “dupla hélice do ADN”.
E assim era desvendado o segredo do “teaser”: o tema era a genética, aquela que não se aprende nos bancos da escola. E numa noite absolutamente alucinante, o André tocou em diversos temas ligados à genética.

Sendo certo que todos os presentes sabiam que cada ser humano é o resultado da mistura de genes dos nossos pais, o André começou por falar-nos da ovelha Dolly, de que todos ouvíramos falar algum dia, sem saber que a Dolly foi o único resultado conseguido de 276 tentativas para ser obtido um animal clonado viável. Depois de nos ter explicado de forma simples o complicado processo de clonagem e após longa interrupção, pois cada um dos presentes tinha uma opinião diferente no que respeita à clonagem de seres humanos, o André ainda teve fôlego para defender que apesar dos boatos, talvez a tal ovelha tenha morrido apenas porque chegara a hora dela, como chegou para tantas outras ovelhas do seu rebanho.

E é então que o André nos surpreende pela primeira vez naquela noite: afinal, a árvore genealógica não é como todos imaginámos!!! De facto, esta árvore que faz de todos nós parentes uns dos outros, não cresceu apenas na vertical, teve períodos em que cresceu na horizontal (vejam o vídeo da apresentação aí em baixo). Reparem no caso da mitocôndria, aquele descendente de bactéria que agora mora nas nossas celulazinhas…as do coração, as do sistema nervoso, as dos músculos!!

Epigenética: nova surpresa. Que raio é isso (?),pensámos nós. E o André, mais uma vez, tal qual professor paciente, explica.
Em termos simples, a epigenética estuda os efeitos do nosso comportamento nos genes que passamos aos nossos descendentes.
Ou seja (exemplo do professor de serviço), numa experiência em que galinhas sujeitas à desregulação do relógio biológico tiveram mais dificuldade em decorar o caminho até ao milho, ficou provado que os filhos dessas galinhas, apesar de criados num ambiente absolutamente normal, sentiram as mesmas dificuldades!!! Assim, meus caros, se quiserem parir geniozinhos, não se fiem apenas na genética e toca a dar-lhe nos estudos!! Se quiserem um futebolista que vos sustente, o melhor é dar uns toques na bola!!

Evolução Convergente (sim no Clube utilizam-se expressões altamente cientificas!!). Trata-se do processo de adaptação dos seres vivos a determinadas condições ambientais de forma a que seres de origens ou linhagens distintas apresentem características similares em função das exigências de adaptação ao meio ambiente, como por exemplo, os abutres americanos e os abutres europeus.

Estávamos perto de partir a louça toda (eu que o diga…sorry Pires!), porque assim que a palavra TRANSGÉNICOS foi proferida, a cave quase pegava fogo!!
O André, ciente da sua paixão, apresentou-nos, a custo (porque nenhum de nós parecia querer ouvir), os prós dos transgénicos. E no fim, fica a sensação de que o grande problema dos transgénicos é a política que os regula.

Mas para acalmar as hostes, o Stôr tinha uma na manga: a des-extinção!!! Parque Jurássico? Não. Apenas uma experiência recentemente levada a cabo no país vizinho, em que se conseguiu, ainda que por apenas alguns segundos (pereceu devido a problemas pulmonares), trazer à vida uma cabra dos Alpes, extinta em 2000.

Ficámos também a saber que o quimerismo é o responsável pela existência de hermafroditas. Na mitologia grega, a quimera representa um ser constituído por partes de diferentes animais. Hoje, em biologia, o termo é empregado para descrever indivíduos formados a partir da fusão de células de pelo menos dois embriões diferentes.

O apaixonado de serviço falou-nos ainda das bases de dados genéticas e do mapa genético da Europa (reparem, no vídeo, quão espanhóis e italianos nós somos!!).

Para terminar a memorável noite da genética, o André desvendou uma curiosidade absolutamente deliciosa: o “ Creation Museum”, nos EUA. Afinal, Deus criou o mundo, não houve evolução, já todos nascemos assim e a árvore genealógica é afinal “um mastro”!!! Os dinossauros eram pequenos, de forma a poderem caber na arca do Noé e não existiam animais carnívoros.
Pois… e os muçulmanos radicais é que têm problemas!!

Nunca na história da presente edição do Clube dos Pinguins uma paixão desencadeou tanta participação, tanta vontade de exprimir opiniões, nem tanta discussão.
É isto que acontece quando uma paixão gera polémica e é tão bem defendida por quem a apresenta.
André: mal podemos esperar pela tua próxima sessão!!!


terça-feira, 12 de outubro de 2010

terça-feira, 5 de outubro de 2010

QUEM SERÁ O LAUREADO??



Vamos descobrir na quinta-feira...

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Dexter (Série TV)

Bem este arrisca-se a ser o post mais curto de sessão. Não porque o Águia não a tenha preparado bem, aliás, mais uma vez a sua generosidade levou-o a preparar mais um pequeno video para nós (que mais tarde nos comentários aparecerá o link para o youtube) de grande qualidade em que nos faz uma apresentação sucinta das personagens desta série que tanto o fascina.
Mas um post curto porque eu não vou dizer aqui que ele gosta do protagonista desta série, um psicopata serial killer que como qualquer cidadão é casado, tem filhos, tem um emprego honesto (tão honesto que trabalha para a polícia) mas que tem uma pequenina tara, digamos, um pequeno vício que é o de gostar de sangue (coitadinho, quando pequenino foi encontrado no meio de uma poça de sangue e nunca mais ultrapassou este trauma) e por isso mata por aí a torto e a direito... Ups!... rewind. Não mata a torto e a direito, mata só os maus, só quem merece ou, claro, quem ameace descobrir este pequeno vício inocente.
Não, o Águia não gosta da série por causa disto. Gosta porque está muito bem filmada, os argumentistas são excelentes, retrata Miami de uma forma muito realista com a sua influência cubana, aliás patente na banda sonora desta saga que já vai na 5ª época, perdão, "5ª season".
Não, o Águia não gosta da série por causa do herói, até porque prometeu sangue, muito sangue e foi só um bluffezito para cativar assistência (isto da publicidade tem muito que se lhe diga). Claro que a série tem sangue, mas em vez de nos mostrar um episódio sanguinário, mostrou-nos um resumo das 4 "seasons" para nós percebermos o que aconteceu e não perdermos tempo a ver todo o sangue de tantos episódios e passarmos de imediato para a 5ª season que é a que está a passar agora e portanto muito mais actual e sem as modernices dos vampiros (nota do postador).

Bom, para rematar e, porque este é um resumo fiel da sessão, resta-me falar do facto de o Hugo ter ficado chateado com o resumo das 4 "seasons" apresentado pelo Águia acusando-o de ser um "SPOILER".
Percebe-se que o Hugo estava entusiasmadíssimo por ver todos os episódios da série e o Águia spoilou-lhe o entusiasmo de ver sangue, MUITO SANGUE!

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Sangue e sacos de plástico


Teaser da próxima sessão... Venham... Apareçam...

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

E um jogo de sociedade desceu à cave

E o mais puro divertimento desceu à cave do Clube...

Mas antes disso vamos começar obviamente pelo inicio.

Batiam as vinte e duas badaladas ( não eram bem 22h mas ficava mal escrever as vinte e duas badaladas e meia), e os guerreiros das pantominas desciam para a arena da batalha ( qual coliseu de Roma qual quê).

Sem saberem de nada, apenas estavam ali prostrados com uma expressão de dúvida estampada na cara a olharem simplesmente para uma claquete plástica de cinema.
É então que o nosso guia da noite, o árbitro e guerreiro da batalha épica que estava por iniciar, abre as hostes e apresenta-nos a sua paixão.

Fazendo uma pausa no relato vivo da sessão, vou falar da paixão que o Hugo nos trouxe.

Transcrevendo as palavras do nosso cicerone “A minha paixão e ter amigos em casa e jogar estes jogos. Assim sendo a minha sessão de hoje é sobre isso, sobre passar um tempo alegre com amigos em casa a jogar, e como não cabem todos lá em casa, trouxe os jogos e o ambiente que gosto em minha casa até aqui”.
Assim sendo a sessão foi sobre jogos de sociedade, mais exactamente um jogo chamado Gestos. (jogo esse da Parker)

O Gestos é um jogo que funciona de uma forma muito simples.
Está um elemento da equipa atrás da tal claquete de cinema. Nessa claquete estão colocadas 4 cartas. Nessas cartas estão escritas palavras que podem significar acções, sentimentos, palavras, vontades, etc... E através de gestos a equipa tem de adivinhar o que está escrito em cada uma delas. Existe um tempo limite para adivinhar cada uma delas e sempre que se acerta numa das palavras que estão nas cartas, temos de a tirar da claquete, senão a carta cai... e pufff lá se vai 1 ou 3 pontos. Pontos esses equivalentes ao nível de dificuldade de cada uma das palavras. Mas também existem as cartas vermelhas, mas essas já as explico...

Agora voltando a nossa batalha de gestos.

Feitas as apresentações do jogo e da paixão, criaram-se as equipas.
Sem clubismos e cores partidárias foram feitas as equipas, os vermelhos e os azuis...
Azuis: Hugo Valter: Lisa; Spranger; Rui; Rodolfo; Tó Rodrigues
Vermelhos: Hugo Pereira (dono da sessão e do jogo); André; Águia; Olga; Marisa; Humberto.

Neste momento os guerreiros da cave salivavam de excitação. O nível de adrenalina corria. Os guerreiros desta batalha épica sentiam-se como se tivessem viajado no tempo e Nero os estivesse a ver. E sem mais demoras, toca o som das trompetas e o jogo começa...

Com um empate a 4 pontos estes dois clãs rivais abrem as hostes na primeira jogada.
Gradualmente a equipa Azul vai-se distanciando da Vermelha, com excelente golpes gestuais, estando a terceira jogada (ou ronda) dominada pelos Azuis com uma distância de 10 pontos.

Contudo os heróicos guerreiros Vermelhos não se deixavam cair por terra. Ergueram todas as suas forças (comparadas apenas com a bravura dos simples mortais que colocam os deuses em causa em batalhas titânicas) e preparam-se para a quarta ronda, e... São reduzidos à sua insignificância, e esmagados pelas mãos gestuais dos Azuis, ficando 31 – 17.

Mas todas as batalhas épicas necessitam de sangue suor e lágrimas, (neste caso cerveja, caipirinhas e coca-colas) e enquanto os Azuis festejavam num festim de gáudio e alegria, sorrateiramente na última jogada da primeira etapa os Vermelhos diferem um rude golpe ao calcanhar dos Azuis e recuperam, ficando 39 (Azuis) – 27 (Vermelhos).

Neste momento o público sentia-se num jogo Portugal - Inglaterra, a adrenalina estava a subir. O sangue passeava de forma rápida e quente nas veias e artérias destes guerreiros gestuais, enquanto se preparavam para a fase seguinte desta batalha épica gestual.

Agora entram as cartas vermelhas, onde há mais pontos a dar, e o nível de dificuldade é maior...

Assim logo na primeira ronda a equipa Azul mantêm a liderança, mas com o clã Vermelho a recuperar... Contudo...
Os Vermelhos voltam a ser colocados no seu lugar, estando o jogo a quatro rondas do final com o resultado expressivo de 71(Azuis) – 65(Vermelhos).

Novamente os clãs amistosamente rivais preparam-se para as últimas 3 rondas.
Estávamos perto do clímax desta batalha épica, Azuis e Vermelhos preparam-se para decidir o desfecho desta contenda de proporções galácticas e na penúltima ronda o resultado exprimia uma aproximação perigosa dos Vermelhos aos Azuis. (81 – 77)

O sangue pulsava nas veias, o suor escorria das faces e corpos fustigados pela batalha dos bravos guerreiros.
Até aqui tínhamos tido de tudo...

Na equipa Azul golpes gestuais internacionais de Lisa, vantagem lógica de Spranger pois é um óptimo profissional da representação; jogadas gestuais bem conseguidas de Valter; tentativas de nudismos de Rui ( a palavra era nú e ele apenas puxou um pouco a camisa para cima); eficácia matadora de Rodolfo; e o poder dos gestos transformados em imagens de Tó.

Na equipa Vermelha a experiencia de Hugo vem ao de cima; Olga com a sua forte expressão gestual arrebata com eficácia; Águia com tentativas desesperadas e fortes explosão de gestos a tentar fazer o pino para dizer que a palavra era Morcego; André com eficácia sem nódoas; Marisa com a energia gestual a revelar-se eficaz; e Humberto a demonstrar que também ele tinha experiencia nestas contendas gestuais.

É então que entramos na última ronda desta batalha.

De rajada a equipa Azul consegue 93 pontos, estando por sua vez a equipa Vermelha condenada a perder ou a empatar, pois era obrigada a fazer 16 pontos (o limite máximo nas rondas com as cartas vermelhas).

A angústia nas expressões do clã Vermelho era evidente, mas a força e bravura de lutar fazia-se notar... É então que Hugo, o dono do jogo, sobe ao palco das emoções e todo o jogo fica resumido aquela última carta com a palavra HUMANO...

Hugo tenta de tudo, até penosamente mostrar a diferença entre um HUMANO e um extraterrestre, porem todo o gesto parecia um homem com dois corninhos na testa (pois as antenas estavam à frente e não atrás).

Angustiado ele tenta...
Os seus colegas de equipas sentem que o empate está a dois dedos de distancia e loucamente tentam acertar...
Contudo o malfadado fim do tempo chega... e o pensamento... “estávamos mesmo, mesmo próximos do empate. Só por uma carta...” vive nas mentes da equipa derrotada.

Assim findada esta batalha ficamos com os Azuis com 93 pontos e os Vermelhos com 89 pontos...

Vitória muito bem conseguida pelos Azuis ☺ clap clap clap...

Bem desculpem o extenso relato, mas só assim consegui transmitir a verdadeira emoção e alegria vivida mais uma vez na cave do pinguim, neste nosso e de todos Clube.

Realmente uma sessão magnifica por parte do Hugo, onde podemos todos ser novamente pré-adolescentes, ou adolescentes. e reviver aqueles magníficos dias onde não existiam nem computadores ou consolas, apenas existiam jogos de sociedade sejam eles tradicionais ou não.

Muito, muito boa esta sessão e é muito bom saber que existe Peter Pan dentro de todos nós.

sábado, 18 de setembro de 2010

Chapéus há muitos...

 E o Águia aceitou esta contestação na sua noite! Como qualquer cavalheiro que se apresenta ao clube de chapéu de côco...


Começou, aliás, a confirmar que há mesmo muitos... variados nas formas, feitios, adereços finalidades e nomes.
Desde os Alvanega, Bicorne, Boina, Boné, Camauro, Camelauco, Capelo, Cartola, Panamá, Fedora, Solidéu, Sombrero, Tarbush, Ushanka, etc...


A noite passou por várias curiosidades, começando pela origem da palavra "chapéu" que tem origem francesa em "Chapel" e só mais tarde se tornará "Chapeau".

E até mesmo o cavalheiro mostrou a sua rebeldia explicando a origem do chapéu de côco como irreverência à cartola, tornando-se popular como fenómeno de moda entre jovens e homens de atitude mais descontraída nos idos tempos do séc. XIX.
Se hoje o uso de chapéu é afirmação de identidade, recuando na história cultural era afirmação de pertença social e colectiva, fosse de estatuto, cargo ou estrato social.

A reverência, o respeito e o cavalheirismo estiveram sempre, de alguma forma ligada à sua utilização.
A "chapelada" é o acto de levantar o chapéu como cumprimento. As histórias de quem o faz quando atende o telefone não ficaram de fora, ou quando passa em frente de uma igreja, mas o simples acto de o retirar dentro de casa, como sinal de respeito, por regra de etiqueta, também foi explicado.

O nosso chapeleiro-louco deu-nos a conhecer a história, a utilização, as formas, mas principalmente, deu-nos a oportunidade de ver e utilizar vários modelos que pôs à nossa disposição.
Como bónus tivemos ainda o turbante berbere do Hugo, que nos explicou a utilização e a cor berrante para que seja visível no deserto...

A saber mais:
Apresentação no YouTube, ao som de "Primavera de Ludovico Einaudi";
Chapéu na Wikipédia;
Museu da Chapelaria em S. João da Madeira;
Museu da Chapelaria pela Câmara de S. João da Madeira

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Poker à Pinguim

A última sessão antes das férias do Clube (29 de Julho) foi apresentada por mim e pelo Rui Spranger, uma vez que se tratava de uma paixão partilhada pelos dois: POKER.

A ideia era mostrar as várias vertentes de Poker e, claro está, experimentar jogá-las. Como muitos dos elementos presentes não sabia patavina deste jogo, foi apresentado um pequeno filme introdutório com as regras básicas do Poker, a explicação da ronda das apostas e por fim, o valor de cada uma das mãos.

Deu-se então início à preparação da mesa de jogo. Havia fichas de várias cores (representando valores diferentes) que começaram a ser empilhadas para distribuir a cada jogador. Foi quando o Spranger vaticinou: "Isto é uma visão do futuro!! As fichas vão todas parar aqui", indicando o sítio onde se iria sentar.

A primeira vertente jogada foi o Texas Holdem (No limit), em modo torneio hiper-turbo, ou seja, com a subida de blinds a cada ronda. Num ambiente divertido, foi-se jogando até ficarem apenas 3 jogadores: Eu, o Spranger e a Lisa. Eu acabei eliminado às mãos do Rui, que tinha par de Ases e o confronto final foi entre o Spranger e a Lisa. Como entre marido e mulher não se mete a colher, ficámos todos a assistir silenciosamente. Não foi preciso muito tempo para encontrar o vencedor (com muita sorte, diga-se de passagem) e que ainda por cima ficou a dizer: "Estão a ver, eu bem disse... as fichas estão cá todas".

Passámos a outra vertente, bem mais cómica: Poker Indiano. Cada jogador segura uma carta na testa, sem a ver, virada para restantes jogadores. O objectivo é tentar ganhar aos outros jogadores, mas tendo somente a carta dos outros na sua frente. Foi hilariante ver apostas altíssimas quando apenas tinham um 2 ou um 3 e também desistências com Ases (a carta mais alta). Neste jogo, penso que o vencedor foi o amigo alemão da Lisa, de que não recordo o nome (depois ajudem nos comentários).

Depois passou-se a uma outra vertente em que o Spranger é "profissional". Trata-se de um poker que se joga apenas com 28 cartas e em que o flush (cartas do mesmo naipe) é superior ao full-house (um trio e um par). Para além de mais algumas regras, as 5 cartas abertas são postas uma a uma e existe sempre uma ronda de apostas entre cada uma delas, criando potes enormes. Pelas minhas pesquisas, este poker é muito jogado em Espanha e tem o nome de Poker Sintético. Nesta vertente, fiquei eu e a Olga como finalistas, sendo a Olga a vencedora final. Isto de ter uma mulher que nos ganha é demasiado humilhante. :D

Por último, foi jogado poker fechado, ou Poker 5-card draw, em que o jogador começa com 5 cartas na mão e pode pedir a troca de 3 cartas, com o objectivo de fazer uma melhor mão.

Penseo que os objectivos da sessão foram cumpridos: ensinou-se poker a quem não conhecia, jogaram-se vertantes completamente diferentes e divertidas, e passou-se uma noite muito agradável na companhia dos Pinguins.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Rentrée

A rentrée deste ano está com algumas dificuldades em reentrar...
Na próxima Quinta, para não haver surpresas, será o Águia a apresentar.
O tema será sempre uma surpresa, mas pede-se que se traga chapéus, muitos chapéus...
Por isso toca a chegar a casa e roubar os chapéus todos que virem pela frente!

Até Quinta!!