A próxima sessão do clube será na terça-feira, hélas, mas não será passada integralmente no sítio do costume. Seguindo a sugestão do Spranger, vamos dar uma volta pela antiga Judiaria do Porto, ali ao pé.
Fiquei incumbido de avisar todos os pinguins para chegar o mais cedo possível, o mais próximo possível das dez da noite - 22h - , e de ameaçar-vos do pior que me lembrasse caso não cumprissem este desejo. Contudo, prefiro ser dissuasor do que se ditador, e não ameaçando com nada deixo-vos aqui apenas três exemplos do acontece a pinguins que se atrasam:
EXEMPLO UM, EXEMPLO DOIS e EXEMPLO 3.
Vejam lá!
sábado, 31 de março de 2007
o politicamente correcto
Já tínhamos chegado à conclusão de que a democracia não era o sistema perfeito (o programa “Grandes Portugueses” confirmou-o mais uma vez). Mas agora, pelo menos para os mais distraídos, ela brinda-nos com mais um obstáculo – o politicamente correcto. E ele está por todo o lado; na política, mas tambem nas amizades (incluindo as coloridas), no casamento, no bar de todos os dias, num sem fim de situações. Tudo na defesa da imagem e do parecer.
Que raio!!! Já ninguém é capaz de exprimir uma opinião sem rodeios e sem a preocupação besta de ter de agradar ao outro? Fica o aviso: as meias verdades aleijam muito, e as más interpretações são um óptimo rastilho. Habituámo-nos aos rodeios, às falinhas mansas e ao deixa andar. Fazemos meias amizades e arranjamos companhia que nos enche a cinquenta por cento. Procuramos os outros cinquenta num balcão de bar, num canto distraído de uma discoteca, no quiosque de todos os dias ou mesmo num portageiro da auto-estrada. E tudo isto para quê? Por um Outlook com 100 mails diários, por um telemóvel a abarrotar de números ou por um shot com a malta toda?
Vale a pena?...
Que raio!!! Já ninguém é capaz de exprimir uma opinião sem rodeios e sem a preocupação besta de ter de agradar ao outro? Fica o aviso: as meias verdades aleijam muito, e as más interpretações são um óptimo rastilho. Habituámo-nos aos rodeios, às falinhas mansas e ao deixa andar. Fazemos meias amizades e arranjamos companhia que nos enche a cinquenta por cento. Procuramos os outros cinquenta num balcão de bar, num canto distraído de uma discoteca, no quiosque de todos os dias ou mesmo num portageiro da auto-estrada. E tudo isto para quê? Por um Outlook com 100 mails diários, por um telemóvel a abarrotar de números ou por um shot com a malta toda?
Vale a pena?...
sexta-feira, 30 de março de 2007
O País Mais Seguro do Mundo
Há uma velha história (verdadeira ou mito urbano) que um grupo terrorista internacional andou a estudar a hipótese de fazer um atentado no Aeroporto Sá Carneiro e, como não conseguiram perceber o esquema de segurança, desistiram. Pensaram que deveria ser extremamente avançado e que seria melhor não correr o risco.
No aeroporto de Lisboa já se deve ter passado o mesmo, mas certamente por razões contrárias. Seria tão fácil fazer lá um atentado que não merece a pena. Um bom ladrão não vai roubar um chupa a uma criança. Há limites para tudo e a reputação entre pares tem que ser mantida.
É verdade que eu estive em França em períodos de atentados e naturalmente, como todo e qualquer cidadão ali residente desenvolvi uma espécie de vigilância inconsciente em relação a sacos ou malas abandonados. Claro que aqui não se passa o mesmo e, ontem no aeroporto de Lisboa lá estava um saco preto (com ar suspeito) abandonado, bem visível (melhor, mais do que visível) por baixo do pequeno corrimão da rampa que dá acesso à saída de passageiros, com Multibanco ao lado (bastante frequentado por sinal), posto de informação turística e posto de Internet. Pensei que pudesse ser de algum dos utilizadores do Multibanco ou de algum dos outros serviços, mas nada. Iam-se embora e o saco lá ficava bem visível (embora ninguém desse por ele). Olhei à volta e certifiquei-me (com o meu olhar perspicaz) que não era de ninguém. Voltei a olhar à volta à procura de… um polícia. Não havia (que chatice, e agora?). Andei um pouco na direcção contrária à ameaça… não havia. Que fazer?... Dirigi-me então à saída de passageiros e avisei o segurança que partiu imediatamente para o interior para tomar medidas. Eu desci a rampa (pelo lado contrário à ameaça) e fui para a frente desta à espera da minha filha. Nisto vejo um polícia de trânsito a vir na minha direcção a falar ao telemóvel. Sei que fui mal educado por o interromper na sua chamada, mas felizmente ele pareceu não se importar muito com isso e eu informei-o do que se passava. Ele agradeceu-me desligou imediatamente o telemóvel e pegou no intercomunicador e lá se dirigiu para o local indicado.
Confesso que fiquei impressionado com a coragem dele pois foi para junto da suposta bomba e ficou lá à espera durante mais de 15 minutos por reforços especializados. Felizmente ainda há solidariedade entre colegas e outros dois polícias juntaram-se a ele para lhe fazer companhia enquanto o pelotão especial não chegava.
Entretanto a minha filha já tinha chegado e estou eu a falar com a hospedeira e a preparar-me para entrar com ela e a Luana para ir buscar a mala quando vejo um policia do Corpo de Intervenção a colocar finalmente a barreira de segurança. Quando sai já estava uma barreira de segurança de largos metros a toda a volta da área, com algumas portas do aeroporto fechadas e com polícia à porta. Aquela era a partir daquele momento uma zona de risco, visto já terem passado largamente os 15 minutos regulamentares.
Naturalmente e, apesar da vontade de ficar ali a ver, vim-me embora com a minha filha, até porque aquela era uma zona de risco de atentado.
A caminho da gare do Oriente fui a pensar naquilo tudo. Quantas vidas poderia ter salvo, as entrevistas exclusivas que ia dar a TVI, enfim, já me sentia um herói quando a minha filha me interrompeu com qualquer coisa (já não me lembro com o quê, pois estava demasiado compenetrado a sentir-me herói) e eu comecei a pensar nos mais de 15 minutos. Então finalmente fez-se luz. São os 15 minutos dos telefonemas! (Para o SIS, para a CIA, a Interpol, a Mossad, etc.) Claro que quando lá chegaram sabiam perfeitamente que não havia bomba e claro que os 3 polícias que lá estavam a guardar o saco também já o sabiam, mas havia que formalizar o processo e criar o perímetro de segurança, até porque o saco era preto e nunca se sabe se não estaria lá algum morcego morto para lançar um “encosto” (maldição) a alguém.
Fiquei feliz por saber que neste país estamos seguros até da bruxaria!
No aeroporto de Lisboa já se deve ter passado o mesmo, mas certamente por razões contrárias. Seria tão fácil fazer lá um atentado que não merece a pena. Um bom ladrão não vai roubar um chupa a uma criança. Há limites para tudo e a reputação entre pares tem que ser mantida.
É verdade que eu estive em França em períodos de atentados e naturalmente, como todo e qualquer cidadão ali residente desenvolvi uma espécie de vigilância inconsciente em relação a sacos ou malas abandonados. Claro que aqui não se passa o mesmo e, ontem no aeroporto de Lisboa lá estava um saco preto (com ar suspeito) abandonado, bem visível (melhor, mais do que visível) por baixo do pequeno corrimão da rampa que dá acesso à saída de passageiros, com Multibanco ao lado (bastante frequentado por sinal), posto de informação turística e posto de Internet. Pensei que pudesse ser de algum dos utilizadores do Multibanco ou de algum dos outros serviços, mas nada. Iam-se embora e o saco lá ficava bem visível (embora ninguém desse por ele). Olhei à volta e certifiquei-me (com o meu olhar perspicaz) que não era de ninguém. Voltei a olhar à volta à procura de… um polícia. Não havia (que chatice, e agora?). Andei um pouco na direcção contrária à ameaça… não havia. Que fazer?... Dirigi-me então à saída de passageiros e avisei o segurança que partiu imediatamente para o interior para tomar medidas. Eu desci a rampa (pelo lado contrário à ameaça) e fui para a frente desta à espera da minha filha. Nisto vejo um polícia de trânsito a vir na minha direcção a falar ao telemóvel. Sei que fui mal educado por o interromper na sua chamada, mas felizmente ele pareceu não se importar muito com isso e eu informei-o do que se passava. Ele agradeceu-me desligou imediatamente o telemóvel e pegou no intercomunicador e lá se dirigiu para o local indicado.
Confesso que fiquei impressionado com a coragem dele pois foi para junto da suposta bomba e ficou lá à espera durante mais de 15 minutos por reforços especializados. Felizmente ainda há solidariedade entre colegas e outros dois polícias juntaram-se a ele para lhe fazer companhia enquanto o pelotão especial não chegava.
Entretanto a minha filha já tinha chegado e estou eu a falar com a hospedeira e a preparar-me para entrar com ela e a Luana para ir buscar a mala quando vejo um policia do Corpo de Intervenção a colocar finalmente a barreira de segurança. Quando sai já estava uma barreira de segurança de largos metros a toda a volta da área, com algumas portas do aeroporto fechadas e com polícia à porta. Aquela era a partir daquele momento uma zona de risco, visto já terem passado largamente os 15 minutos regulamentares.
Naturalmente e, apesar da vontade de ficar ali a ver, vim-me embora com a minha filha, até porque aquela era uma zona de risco de atentado.
A caminho da gare do Oriente fui a pensar naquilo tudo. Quantas vidas poderia ter salvo, as entrevistas exclusivas que ia dar a TVI, enfim, já me sentia um herói quando a minha filha me interrompeu com qualquer coisa (já não me lembro com o quê, pois estava demasiado compenetrado a sentir-me herói) e eu comecei a pensar nos mais de 15 minutos. Então finalmente fez-se luz. São os 15 minutos dos telefonemas! (Para o SIS, para a CIA, a Interpol, a Mossad, etc.) Claro que quando lá chegaram sabiam perfeitamente que não havia bomba e claro que os 3 polícias que lá estavam a guardar o saco também já o sabiam, mas havia que formalizar o processo e criar o perímetro de segurança, até porque o saco era preto e nunca se sabe se não estaria lá algum morcego morto para lançar um “encosto” (maldição) a alguém.
Fiquei feliz por saber que neste país estamos seguros até da bruxaria!
quinta-feira, 29 de março de 2007
"Neon Bible"

A banda revelação de 2005 está de regresso com “Neon Bible”, o aguardado sucessor de “Funeral”. A responsabilidade é enorme mas só defrauda mesmo, quem estava à espera de mais um milagre dos meninos-prodígio. "Neon Bible" é apresentado por “No cars go” – música que integrava o EP homónimo que os Arcade editaram a expensas próprias em 2002. Deixo-vos com o registo ao vivo no Rock en Seine. É um regresso às origens mas fundamentalmente, um aviso:
«Nós, os Arcade Fire, somos aquilo que somos mas também o que já fomos».
Não deixem de ouvir…
«Nós, os Arcade Fire, somos aquilo que somos mas também o que já fomos».
Não deixem de ouvir…
Farpas versão 2.0
Diz Miguel Noras, secretário-geral da associação de municípios com centro histórico, sobre o fim da Direcção-Geral de Edifícios e Monumentos Nacionais: “Só um país multimilionário poderia dar-se ao luxo de prescindir de uma instituição com a experiência, inteligência e obra feita da DGEMN”
Não conheço o processo… Mas, com o fim desta entidade, será que vai nascer mais um instituto público para criar mais uns quantos tachinhos e multiplicar a despesa de uma actividade imprescindível a qualquer país civilizado?
O presidente da Fundação de Serralves, Gomes Pinho, confirmou que a Câmara Municipal do Porto vai contribuir para o reforço do fundo de compras de obras de arte do Museu de Arte contemporânea.
Humm… Ainda bem… Mas isto de dar dinheiro às elites não era contra os princípios do xôr presidente?
A Procuradoria Geral da República defendeu que os conselhos executivos devem participar as agressões a professores e funcionários dentro das escolas. Isto no seguimento da vontade de fazer destas agressões crime público com prioridade durante a investigação, pretende-se que os pais sejam multados pelas agressões dos filhos. Outra medida em cima da mesa é a de baixar a inimputabilidade dos alunos para 14 anos. Diz Carlos Chagas da FENEI: “No caso de alunos com uma atitude delinquente, os pais ou encarregados de educação deviam ser penalizados, como co-autores, mediante o pagamento de uma multa” diz ainda “Os pais têm de ser agentes activos, senão as crianças enfrentam um paradoxo: a sociedade ensina-lhes regras de comportamento, depois os pais esquecem-se delas, fazendo o inverso ou simplesmente ignorando-as”.
Parece-me bem… Mas tenho uma dúvida permanente quando as resoluções acentam no jogo da batata quente…
“Não posso dizer que seja um prazer”, foi assim que Maria de Lourdes Rodrigues, ministra da educação, apertou a mão do presidente da câmara de Famalicão durante uma visita oficial.
Parece que a frontalidade destes dois personagens da política chispou…
Porto e Lisboa vão integrar uma rede de 164 cidades onde, no dia 5 de Maio, vão acontecer marchas pela legalização da marijuana. Diz a notícia do Destak de hoje “os manifestantes, que vão ocultar a identidade, com uma máscara, por razões profissionais ou familiares, vão distribuir um manifesto sobre a questão”.
Bom… Já fui um acérrimo defensor da liberalização, hoje em dia apenas mais ou menos… Mas… Como é que se pode pedir a legalização das drogas leves escondendo a cara “por razões profissionais e familiares”?
A comissão para a igualdade entre Homens e Mulheres apresentou, à entidade Reguldora para a Comunicação Social, um protesto contra a exibição do programa “A bela e o mestre”, da TVI, que considera “atentório da dignidade das mulheres e uma violação do direito da igualdade”.
Err… Eu acho que se o programa atenta contra algo é a dignidade dos Homens…
Em todo o mundo há 150 milhões de crianças vítimas do trabalho infantil no sector agrícola, representam 70% do total de crianças exploradas. Em Portugal, um estudo de 2001 de Paula Monteiro, diz que há mais de 23 000 crianças com actividade económica no sector da agricultura e cerca de 5000 estão em situação de trabalho infantil.
30 anos depois algumas coisas continuam mal, o problema é estrutural e cultural, talvez fosse bom pensar nisto…
Maria José Nogueira Pinto demitiu-se do CDS e da Câmara de Lisboa (a propósito o Manuel António Pina tem uma crónica interessante sobre o assunto).
Parece que o assalto ao poder de Paulo Portas já fez uma vítima. Já diz a voz do povo “à mulher de César não basta ser séria tem de parecer”, e a mim parece-me que é e parece-me que parece. Parece-me também que ainda se defendem alguns valores na política nacional…
Para terminar a minha ronda noticiosa, hoje o PNR voltou à carga, promovendo uma manif em Lisboa onde afixou um cartaz que dizia: “Basta de imigração. Nacionalismo é a solução.”
E pronto… Não me quero alongar demais neste discurso já tão comum em mim… Mas aquilo que muita gente pensa sobre a vitória do “Botas”, mas de que pouco se fala, é do radicalizar de algumas posições com chavões destes… Quando o mundo esqueceu o Holocausto Arménio permitiu o Judeu, será que já esquecemos o Nacional Socialismo? É que o Fascismo, a censura e o Tarrafal parece que já não fazem parte da nossa memória colectiva…
Não conheço o processo… Mas, com o fim desta entidade, será que vai nascer mais um instituto público para criar mais uns quantos tachinhos e multiplicar a despesa de uma actividade imprescindível a qualquer país civilizado?
O presidente da Fundação de Serralves, Gomes Pinho, confirmou que a Câmara Municipal do Porto vai contribuir para o reforço do fundo de compras de obras de arte do Museu de Arte contemporânea.
Humm… Ainda bem… Mas isto de dar dinheiro às elites não era contra os princípios do xôr presidente?
A Procuradoria Geral da República defendeu que os conselhos executivos devem participar as agressões a professores e funcionários dentro das escolas. Isto no seguimento da vontade de fazer destas agressões crime público com prioridade durante a investigação, pretende-se que os pais sejam multados pelas agressões dos filhos. Outra medida em cima da mesa é a de baixar a inimputabilidade dos alunos para 14 anos. Diz Carlos Chagas da FENEI: “No caso de alunos com uma atitude delinquente, os pais ou encarregados de educação deviam ser penalizados, como co-autores, mediante o pagamento de uma multa” diz ainda “Os pais têm de ser agentes activos, senão as crianças enfrentam um paradoxo: a sociedade ensina-lhes regras de comportamento, depois os pais esquecem-se delas, fazendo o inverso ou simplesmente ignorando-as”.
Parece-me bem… Mas tenho uma dúvida permanente quando as resoluções acentam no jogo da batata quente…
“Não posso dizer que seja um prazer”, foi assim que Maria de Lourdes Rodrigues, ministra da educação, apertou a mão do presidente da câmara de Famalicão durante uma visita oficial.
Parece que a frontalidade destes dois personagens da política chispou…
Porto e Lisboa vão integrar uma rede de 164 cidades onde, no dia 5 de Maio, vão acontecer marchas pela legalização da marijuana. Diz a notícia do Destak de hoje “os manifestantes, que vão ocultar a identidade, com uma máscara, por razões profissionais ou familiares, vão distribuir um manifesto sobre a questão”.
Bom… Já fui um acérrimo defensor da liberalização, hoje em dia apenas mais ou menos… Mas… Como é que se pode pedir a legalização das drogas leves escondendo a cara “por razões profissionais e familiares”?
A comissão para a igualdade entre Homens e Mulheres apresentou, à entidade Reguldora para a Comunicação Social, um protesto contra a exibição do programa “A bela e o mestre”, da TVI, que considera “atentório da dignidade das mulheres e uma violação do direito da igualdade”.
Err… Eu acho que se o programa atenta contra algo é a dignidade dos Homens…
Em todo o mundo há 150 milhões de crianças vítimas do trabalho infantil no sector agrícola, representam 70% do total de crianças exploradas. Em Portugal, um estudo de 2001 de Paula Monteiro, diz que há mais de 23 000 crianças com actividade económica no sector da agricultura e cerca de 5000 estão em situação de trabalho infantil.
30 anos depois algumas coisas continuam mal, o problema é estrutural e cultural, talvez fosse bom pensar nisto…
Maria José Nogueira Pinto demitiu-se do CDS e da Câmara de Lisboa (a propósito o Manuel António Pina tem uma crónica interessante sobre o assunto).
Parece que o assalto ao poder de Paulo Portas já fez uma vítima. Já diz a voz do povo “à mulher de César não basta ser séria tem de parecer”, e a mim parece-me que é e parece-me que parece. Parece-me também que ainda se defendem alguns valores na política nacional…
Para terminar a minha ronda noticiosa, hoje o PNR voltou à carga, promovendo uma manif em Lisboa onde afixou um cartaz que dizia: “Basta de imigração. Nacionalismo é a solução.”
E pronto… Não me quero alongar demais neste discurso já tão comum em mim… Mas aquilo que muita gente pensa sobre a vitória do “Botas”, mas de que pouco se fala, é do radicalizar de algumas posições com chavões destes… Quando o mundo esqueceu o Holocausto Arménio permitiu o Judeu, será que já esquecemos o Nacional Socialismo? É que o Fascismo, a censura e o Tarrafal parece que já não fazem parte da nossa memória colectiva…
Façam boa viagem!

Anda esta gente toda preocupadinha com o facto de Salazar ter ganho um concursozeco, e estes senhores a fazerem campanhas contra a imigração, de uma forma extremamente xenófoba.
O Partido Nacional Renovador lançou esta semana uma campanha contra a imigração onde se pode ler nos outdoors algo como: «Façam Boa Viagem!» e um aviaozito ao lado. É claro que podemos desvalorizar a iniciativa, já que a mensagem é tão idiota que dificilmente alguém a vai seguir.
Sim, já sei, ah e tal a extrema direita e essa gente do mal, o povo segue essas coisas porque está em crise. Right! O Anacleto também foi para Espanha com os seus amiguinhos do Berloco cheios de tacos de baseball e mais não sei o quê e isso passou e ninguém falou na péssima influência que é um partido quando quer reivindicar alguma coisa usando-se da estupidez e da violência aproveitando-se de períodos de crise internacional. Não é por aí!
Estes anormais têm de ser afastados, sejam os de extrema direita ou de esquerda. Quando para uma eleição para a Associação de Estudantes na Faculdade de Letras (UL) as duas únicas listas são de militantes do PNR e da JCP acho que está tudo dito.
As extremas estão a crescer, mas é claro que a direita é mais evidente (para alguns, porque depois há outros que compreendem o fenómeno político na generalidade, são é poucos), o que não quer dizer que esteja a ganhar adeptos. Digamos que estava meia adormecida, à espera do momento certo e agora ataca mostrando-se forte e dando a ilusão de que está a crescer.
Existe um perigo de crescimento da extrema direita? Não o posso negar, é claro que esse crescimento constitui um perigo e pode ser um atentado à democracia, mas também o é da parte da extrema esquerda tão protegida em Portugal e que se tem vindo a manifestar ao longo dos tempos. A ameaça das extremas é isso mesmo, uma ameaça, que se pode tornar numa acção mais concreta e resultar em grandes movimentos. Mas ela não é mais forte na esquerda ou na direita, ela é igual nas duas.
É por este motivo que faço uma campanha agressiva contra as acções políticas das extremas e por um maior controlo das suas violações constitucionais. Neste caso sou eu que lhes digo:
«Façam Boa Viagem!»
quarta-feira, 28 de março de 2007
o senhor que se segue???
Com toda esta confusão em torno do, até prova em contrário, Eng. Sócrates será que António Costa já telefonou ao Pedrito a pedir conselhos sobre primeiros não eleitos???
Telefoto

Há quinze anos, as "máquinas de telefotos" dos jornais eram coisas monumentais. Ocupavam, seguramente, o espaço de duas mesas do clube. Era ali, via telefone, que chegavam as fotos de todo o mundo - uma sensação fantástica para quem queria decifrar o mundo. Esta foto sem qualidade, do início da sessão de ontem, quando ainda havia mais velas que pinguins, chegou via telefone, móvel, pequenino. Uma telefoto, portanto, mas que não pretende decifrar nada.
Bom dia.
segunda-feira, 26 de março de 2007
Escola pública, negócios privados
As escolas secundárias portuguesas vão desenvolver internamente "áreas de negócio" para ajudar a financiar o programa de modernização dos estabelecimentos de ensino."Desde o aluguer de espaços para casamentos e baptizados, de ringues para torneios de solteiros e casados, ou de espaços para entidades de formação, tudo pode ser feito".in "Diário digital"
Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN
de http://wehavekaosinthegarden.blogspot.com/2007/03/rentabilizar-educap.html
PS - Alguém me explica isto, por favor...
A Devida Comédia
Por Miguel Carvalho, in Visão
"A criancinha berra porque não quer comer a sopa. A gente elimina-a da ementa e acaba tudo em festim de chocolate.
A criancinha quer bife e batatas fritas. Hambúrgueres muitos. Pizzas, umas tantas. Coca-Colas, às litradas. A gente olha para o lado e ela incha.
A criancinha quer camisola adidas e ténis Nike. A gente dá porque a criancinha tem tanto direito como os colegas da escola e é perigoso ser diferente.
A criancinha quer ficar a ver televisão até tarde. A gente senta-a ao nosso lado no sofá e passa-lhe o comando.
A criancinha desata num berreiro no restaurante. A gente faz de conta e o berreiro continua. Entretanto, a criancinha cresce. Faz-se projecto de homem ou mulher.
Desperta. É então que a criancinha, já mais crescida, começa a pedir mesada, semanada, diária. E gasta metade do orçamento familiar em saídas, roupa da moda, jantares e bares. A criancinha já estuda. Às vezes passa de ano, outras nem por isso. Mas não se pode pressioná-la porque ela já tem uma vida stressante, de convívio em convívio e de noitada em noitada.
A criancinha cresce a ver Morangos com Açúcar, cheia de pinta e tal, e torna-se mais exigente com os papás. Agora, já não lhe basta que eles estejam por perto. Convém que se comecem a chegar à frente na mota, no popó e numas férias à maneira.
A criancinha, entregue aos seus desejos e sem referências, inicia o processo de independência meramente informal. A rebeldia é de trazer por casa. Responde torto aos papás, põe a avó em sentido, suja e não lava, come e não limpa, desarruma e não arruma, as tarefas domésticas são «uma seca».
Um dia, na escola, o professor dá-lhe um berro, tenta em cinco minutos pôr nos eixos a criancinha que os papás abandonaram à sua sorte, mimo e umbiguismo. A criancinha, já crescidinha, fica traumatizada. Sente-se vítima de violência verbal e etc e tal. Em casa, faz queixinhas, lamenta-se, chora. Os papás, arrepiados com a violência sobre as criancinhas de que a televisão fala e na dúvida entre a conta de um eventual psiquiatra e o derreter do ordenado em folias de hipermercado, correm para a escola e espetam duas bofetadas bem dadas no professor «que não tem nada que se armar em paizinho, pois quem sabe do meu filho sou eu».
A criancinha cresce. Cresce e cresce. Aos 30 anos, ainda será criancinha, continuará a viver na casa dos papás, a levar a gorda fatia do salário deles. Provavelmente, não terá um emprego. «Mas ao menos não anda para aí a fazer porcarias».
Não é este um fiel retrato da realidade dos bairros sociais, das escolas em zonas problemáticas, das famílias no fio da navalha? Pois não, bem sei. Estou apenas a antecipar-me. Um dia destes, vão ser os paizinhos a ir parar ao hospital com um pontapé e um murro das criancinhas no olho esquerdo. E então teremos muitos congressos e debates para nos entretermos."
PS - Ando a perguntar-me, há já algum tempo, para quando a nossa "revolução dos suburbios", e se será nos suburbios...
"A criancinha berra porque não quer comer a sopa. A gente elimina-a da ementa e acaba tudo em festim de chocolate.
A criancinha quer bife e batatas fritas. Hambúrgueres muitos. Pizzas, umas tantas. Coca-Colas, às litradas. A gente olha para o lado e ela incha.
A criancinha quer camisola adidas e ténis Nike. A gente dá porque a criancinha tem tanto direito como os colegas da escola e é perigoso ser diferente.
A criancinha quer ficar a ver televisão até tarde. A gente senta-a ao nosso lado no sofá e passa-lhe o comando.
A criancinha desata num berreiro no restaurante. A gente faz de conta e o berreiro continua. Entretanto, a criancinha cresce. Faz-se projecto de homem ou mulher.
Desperta. É então que a criancinha, já mais crescida, começa a pedir mesada, semanada, diária. E gasta metade do orçamento familiar em saídas, roupa da moda, jantares e bares. A criancinha já estuda. Às vezes passa de ano, outras nem por isso. Mas não se pode pressioná-la porque ela já tem uma vida stressante, de convívio em convívio e de noitada em noitada.
A criancinha cresce a ver Morangos com Açúcar, cheia de pinta e tal, e torna-se mais exigente com os papás. Agora, já não lhe basta que eles estejam por perto. Convém que se comecem a chegar à frente na mota, no popó e numas férias à maneira.
A criancinha, entregue aos seus desejos e sem referências, inicia o processo de independência meramente informal. A rebeldia é de trazer por casa. Responde torto aos papás, põe a avó em sentido, suja e não lava, come e não limpa, desarruma e não arruma, as tarefas domésticas são «uma seca».
Um dia, na escola, o professor dá-lhe um berro, tenta em cinco minutos pôr nos eixos a criancinha que os papás abandonaram à sua sorte, mimo e umbiguismo. A criancinha, já crescidinha, fica traumatizada. Sente-se vítima de violência verbal e etc e tal. Em casa, faz queixinhas, lamenta-se, chora. Os papás, arrepiados com a violência sobre as criancinhas de que a televisão fala e na dúvida entre a conta de um eventual psiquiatra e o derreter do ordenado em folias de hipermercado, correm para a escola e espetam duas bofetadas bem dadas no professor «que não tem nada que se armar em paizinho, pois quem sabe do meu filho sou eu».
A criancinha cresce. Cresce e cresce. Aos 30 anos, ainda será criancinha, continuará a viver na casa dos papás, a levar a gorda fatia do salário deles. Provavelmente, não terá um emprego. «Mas ao menos não anda para aí a fazer porcarias».
Não é este um fiel retrato da realidade dos bairros sociais, das escolas em zonas problemáticas, das famílias no fio da navalha? Pois não, bem sei. Estou apenas a antecipar-me. Um dia destes, vão ser os paizinhos a ir parar ao hospital com um pontapé e um murro das criancinhas no olho esquerdo. E então teremos muitos congressos e debates para nos entretermos."
PS - Ando a perguntar-me, há já algum tempo, para quando a nossa "revolução dos suburbios", e se será nos suburbios...
sábado, 24 de março de 2007
Farpas
Hoje brindo-vos com um conjunto de parvoíces…
Desculpem lá, mas é o resultado de 2 horas e meia de comboio com um jornal…
A selecção da Bélgica já está em Portugal, chegaram, como bons futebolistas, ao pontapé, parece que foi a melhor forma que encontraram para evitar que os jornalistas lusos lhes apontassem falta de Fair Play…
50 cent veio cantar ao Restelo. Incluído num festival de hip-hop, organizado por uma produtora de seu nome Casablanca (que por acaso possui um nº de contacto internacional) e publicitado com páginas de jornais de qualidade (desculpem) merdosa… O concerto foi fantástico, mas apenas para um milhar de espectadores… Porque será?
Diz Sérgio Sousa: “Os isqueiros agora são proibidos, pelo menos os que usamos actualmente. A União Europeia na sua sapiência estudou, analisou e decretou que os isqueiros são perigosos para as criancinhas. A partir de agora têm que ter um dispositivo de segurança para as criancinhas. Andei a investigar e existem outras coisas que deviam ter palhetas de segurança: facas, garfos, lápis, eurocratas e pais distraídos.”
Aparentemente, alguém descobriu que o xôr engenheiro afinal não é engenheiro… Ou apenas mais ou menos… Instalou-se a confusão, segundo Ricardo Dias Felner, jornalista do Público que consultou a papelada académica de Sócrates (com autorização do próprio), há discrepâncias de notas, documentos não assinados ou não timbrados.
Diz o Manuel António Pina: “(…)é natural que, em democracia, o passado de um político com as suas responsabilidades seja escrutinado pelos media, designadamente visando apurar, como escreve o Público, “se agiu sempre de forma limpa, leal e legal (…)”
Diz o José Leite Pereira: “Ao que parece, Salazar vai ganhar o tal concurso de o melhor português. Vale o que vale. Vale bem mais o belíssimo comentário dos Gato Fedorento: “não se faz; um homem que andou a vida toda a evitar eleições democráticas tem a sua primeira vitória depois de morto.” Se é verdade que ele vai ganhar, se é verdade que um qualquer sindicato de voto o elegerá, fique então essa consolação de o ditador, depois de morto, ter sido sujeito à opinião livre dos cidadãos, e voltando ao tema inicial: o prof. dr. foi um grande sacana, possivelmente o maior sacana português. Mas era prof. dr.. Bom proveito!”
PS – Os revisores da CP devem ser todos autistas… como raio é que associam as caras de toda a gente com o bilhete que compraram, se o mostraram ou não, com a paragem onde entraram e onde devem sair?
Desculpem lá, mas é o resultado de 2 horas e meia de comboio com um jornal…
A selecção da Bélgica já está em Portugal, chegaram, como bons futebolistas, ao pontapé, parece que foi a melhor forma que encontraram para evitar que os jornalistas lusos lhes apontassem falta de Fair Play…
50 cent veio cantar ao Restelo. Incluído num festival de hip-hop, organizado por uma produtora de seu nome Casablanca (que por acaso possui um nº de contacto internacional) e publicitado com páginas de jornais de qualidade (desculpem) merdosa… O concerto foi fantástico, mas apenas para um milhar de espectadores… Porque será?
Diz Sérgio Sousa: “Os isqueiros agora são proibidos, pelo menos os que usamos actualmente. A União Europeia na sua sapiência estudou, analisou e decretou que os isqueiros são perigosos para as criancinhas. A partir de agora têm que ter um dispositivo de segurança para as criancinhas. Andei a investigar e existem outras coisas que deviam ter palhetas de segurança: facas, garfos, lápis, eurocratas e pais distraídos.”
Aparentemente, alguém descobriu que o xôr engenheiro afinal não é engenheiro… Ou apenas mais ou menos… Instalou-se a confusão, segundo Ricardo Dias Felner, jornalista do Público que consultou a papelada académica de Sócrates (com autorização do próprio), há discrepâncias de notas, documentos não assinados ou não timbrados.
Diz o Manuel António Pina: “(…)é natural que, em democracia, o passado de um político com as suas responsabilidades seja escrutinado pelos media, designadamente visando apurar, como escreve o Público, “se agiu sempre de forma limpa, leal e legal (…)”
Diz o José Leite Pereira: “Ao que parece, Salazar vai ganhar o tal concurso de o melhor português. Vale o que vale. Vale bem mais o belíssimo comentário dos Gato Fedorento: “não se faz; um homem que andou a vida toda a evitar eleições democráticas tem a sua primeira vitória depois de morto.” Se é verdade que ele vai ganhar, se é verdade que um qualquer sindicato de voto o elegerá, fique então essa consolação de o ditador, depois de morto, ter sido sujeito à opinião livre dos cidadãos, e voltando ao tema inicial: o prof. dr. foi um grande sacana, possivelmente o maior sacana português. Mas era prof. dr.. Bom proveito!”
PS – Os revisores da CP devem ser todos autistas… como raio é que associam as caras de toda a gente com o bilhete que compraram, se o mostraram ou não, com a paragem onde entraram e onde devem sair?
quinta-feira, 22 de março de 2007
Aviso à população!
Hoje, por motivos ligados a questões deveras bem mais importantes como a solidariedade e gratidão, o até agora General não se irá apresentar nas suas fabulosas e magnificas noites de puro entretenimento e extraordinárias variedades, como nos foi habituando desde o já distante Outubro.
Se porém as donzelas da Invicta Cidade o quiserem acompanhar, este elegante homem, artista de inúmeras qualidades, estará presente no espectáculo «Circunvalação à noite», no Teatro da Vilarinha, pelas 21h45 e que hoje contará com o conjunto musical Le Partisan!
Um bem haja e para a semana estaremos de volta!
O Gabinete de Imprensa das Noites do General!
Se porém as donzelas da Invicta Cidade o quiserem acompanhar, este elegante homem, artista de inúmeras qualidades, estará presente no espectáculo «Circunvalação à noite», no Teatro da Vilarinha, pelas 21h45 e que hoje contará com o conjunto musical Le Partisan!
Um bem haja e para a semana estaremos de volta!
O Gabinete de Imprensa das Noites do General!
quarta-feira, 21 de março de 2007
Homem de família
E que família esta...
O Águia começou a sua sessão com uma breve descrição das personagens existentes nesta fantástica série, vamos descobrindo que todas elas têm algo que os parece fazer sair de uma casa normal americana, mas através das sua reacções e personalidades apercebemo-nos do carácter satírico existente em todas elas.
É claro que não vou descrever todas as personagens, pois como o próprio Águia referiu “ Para as conhecer bem, é necessário vê-los”. Mas vou dizer quem é o meu personagem preferido, o Stewie Griffin, que tem um só objectivo: "Domínio Total do Mundo". Prometera a si mesmo, ainda dentro do ventre da mãe que quando saísse daquela prisão venceria a tirania matriarcal de Lois, pois ela é o único obstáculo para atingir o seu objectivo. Stewie fala com uma forte pronúncia inglesa e tendo dado o nome de Bastilha ao ventre de sua mãe, que mostra uma grande ligação à Europa. Stewie faz-se acompanhar desde sempre do seu urso e fiel amigo Rupert, que faz lembrar um pouco de Calvin & Hobbes.
Depois de uma breve apresentação, passou-se à acção, ou seja estivemos a ver alguns episódios, que sinceramente nunca eram suficientes. Havia sempre uma vontade de ficar a ver mais um pouco, e mais um pouco.
A série foi criada por Seth MacFarlane, em 1999, para a FOX, e caracteriza-se por flashbacks que surgem durante os momentos mais caricatos e mais inesperados, cheia de humor satírico e que muitas vezes toca no absurdo, mas sem perder a essência de uma família simples com "problemas".
Family Guy está cheio de influencias da Broadway e séries televisivas dos anos 70. Todas as personagens conseguem iniciar uma verdadeira ode aos musicais, sendo Brian, o cão falante, aquele que mostra ter mais jeito para a voz.
Muitos parabéns ao Águia por nos trazer esta família a cave do Pinguim, é claro que eles não consumiran nada, mas acho que o Paulo não se importa.
Ta na hora de amarrotar as folhas das notas e finalizar o post, ou daqui a nada parece um testamento.
Para finalizar só me resta dizer que em vez de estarem a ler isto, deviam estar a ver Family Guy :P
O Águia começou a sua sessão com uma breve descrição das personagens existentes nesta fantástica série, vamos descobrindo que todas elas têm algo que os parece fazer sair de uma casa normal americana, mas através das sua reacções e personalidades apercebemo-nos do carácter satírico existente em todas elas.
É claro que não vou descrever todas as personagens, pois como o próprio Águia referiu “ Para as conhecer bem, é necessário vê-los”. Mas vou dizer quem é o meu personagem preferido, o Stewie Griffin, que tem um só objectivo: "Domínio Total do Mundo". Prometera a si mesmo, ainda dentro do ventre da mãe que quando saísse daquela prisão venceria a tirania matriarcal de Lois, pois ela é o único obstáculo para atingir o seu objectivo. Stewie fala com uma forte pronúncia inglesa e tendo dado o nome de Bastilha ao ventre de sua mãe, que mostra uma grande ligação à Europa. Stewie faz-se acompanhar desde sempre do seu urso e fiel amigo Rupert, que faz lembrar um pouco de Calvin & Hobbes.
Depois de uma breve apresentação, passou-se à acção, ou seja estivemos a ver alguns episódios, que sinceramente nunca eram suficientes. Havia sempre uma vontade de ficar a ver mais um pouco, e mais um pouco.
A série foi criada por Seth MacFarlane, em 1999, para a FOX, e caracteriza-se por flashbacks que surgem durante os momentos mais caricatos e mais inesperados, cheia de humor satírico e que muitas vezes toca no absurdo, mas sem perder a essência de uma família simples com "problemas".
Family Guy está cheio de influencias da Broadway e séries televisivas dos anos 70. Todas as personagens conseguem iniciar uma verdadeira ode aos musicais, sendo Brian, o cão falante, aquele que mostra ter mais jeito para a voz.
Muitos parabéns ao Águia por nos trazer esta família a cave do Pinguim, é claro que eles não consumiran nada, mas acho que o Paulo não se importa.
Ta na hora de amarrotar as folhas das notas e finalizar o post, ou daqui a nada parece um testamento.
Para finalizar só me resta dizer que em vez de estarem a ler isto, deviam estar a ver Family Guy :P
Para os meus queridos Pinguins um bom dia 21!
Para arder no lume da intensa doçura
é preciso desviar a palavra do seu alvo redondo
e balbuciar vacilando em verdes veredas
o som vegetal da nua imperfeição
Se as consoantes rangem com uma matéria espessa
se as vogais oscilam como se fossem de água
é porque de algum modo é a terra que vibra
e quanto mais áspero é o movimento das sílabas
mais se toca o osso do discurso na sua indolente violência
Como quem acende um fogo com ramos entre pedras
e o sopra lentamente para que a chama se eleve
assim os materiais do poema têm a natural secura
da matéria inerte e gasta e que no entanto se inflama
para que possamos arder no lume da intensa doçura
e consagrar o que ainda resta do primitivo fogo
para que o mundo avançando retorne ao seu princípio
António Ramos Rosa
é preciso desviar a palavra do seu alvo redondo
e balbuciar vacilando em verdes veredas
o som vegetal da nua imperfeição
Se as consoantes rangem com uma matéria espessa
se as vogais oscilam como se fossem de água
é porque de algum modo é a terra que vibra
e quanto mais áspero é o movimento das sílabas
mais se toca o osso do discurso na sua indolente violência
Como quem acende um fogo com ramos entre pedras
e o sopra lentamente para que a chama se eleve
assim os materiais do poema têm a natural secura
da matéria inerte e gasta e que no entanto se inflama
para que possamos arder no lume da intensa doçura
e consagrar o que ainda resta do primitivo fogo
para que o mundo avançando retorne ao seu princípio
António Ramos Rosa
segunda-feira, 19 de março de 2007
Aprender
Em jeito de homenagem naquele que é o dia do Pai...porque à medida que a vida vai andando "aprendes que há mais dos teus pais em ti do que supunhas", porque há vários tipos de amor e ainda porque é bom pensar naquilo que aprendemos - ou que era suposto termos aprendido...
'Depois de algum tempo aprendes a diferença, a subtil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E aprendes que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começas a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. Acabas por aceitar as derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. E aprendes a construir todas as tuas estradas de hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de algum tempo aprendes que o sol queima se te expuseres a ele por muito tempo. Aprendes que não importa o quanto tu te importas, simplesmente porque algumas pessoas não se importam... E aceitas que apesar da bondade que reside numa pessoa, ela poderá ferir-te de vez em quando e precisas perdoá-la por isso. Aprendes que falar pode aliviar dores emocionais. Descobres que se leva anos para se construir a confiança e apenas segundos para destruí-la, e que poderás fazer coisas das quais te arrependerás para o resto da vida.
Aprendes que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que tens na vida, mas quem tens na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprendes que nãotemos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebes que o teu melhor amigo e tu podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobres que as pessoas com quem tu mais te importas são tiradas da tua vida muito depressa, por isso devemos sempre despedir-nos das pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos. Aprendes que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos.
Começas a aprender que não te deves comparar com os outros, mas com o melhor que podes ser. Descobres que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que se quer ser, e que o tempo é curto. Aprendes que, ou controlas os teus actos ou eles te controlarão e que ser flexível nem sempre significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, existem sempre os dois lados.
Aprendes que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer enfrentando as consequências. Aprendes que paciência requer muita prática.Descobres que algumas vezes a pessoa que esperas que te empurre, quando cais, é uma das poucas que te ajuda a levantar. Aprendes que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que tiveste e o que aprendeste com elas do que com quantos aniversários já comemoraste. Aprendes que há mais dos teus pais em ti do que supunhas.
Aprendes que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são disparates, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprendes que quando estás com raiva tens o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobres que só porque alguém não te ama da forma que desejas, não significa que esse alguém não te ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprendes que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes tens que aprender a perdoar-te a ti mesmo. Aprendes que com a mesma severidade com que julgas, poderás ser em algum momento condenado.
Aprendes que não importa em quantos pedaços o teu coração foi partido, o mundo não pára para que tu o consertes. Aprendes que o tempo não é algo que possa voltar para trás.
Portanto, planta o teu jardim e decora a tua alma, ao invés de esperares que alguém te traga flores. E aprendes que realmente podes suportar mais... que és realmente forte, e que podes ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que tu tens valor diante da vida!
As nossas dádivas são traidoras e fazem-nos perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar.'
William Shakespeare
'Depois de algum tempo aprendes a diferença, a subtil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E aprendes que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começas a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. Acabas por aceitar as derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. E aprendes a construir todas as tuas estradas de hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de algum tempo aprendes que o sol queima se te expuseres a ele por muito tempo. Aprendes que não importa o quanto tu te importas, simplesmente porque algumas pessoas não se importam... E aceitas que apesar da bondade que reside numa pessoa, ela poderá ferir-te de vez em quando e precisas perdoá-la por isso. Aprendes que falar pode aliviar dores emocionais. Descobres que se leva anos para se construir a confiança e apenas segundos para destruí-la, e que poderás fazer coisas das quais te arrependerás para o resto da vida.
Aprendes que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que tens na vida, mas quem tens na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprendes que nãotemos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebes que o teu melhor amigo e tu podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobres que as pessoas com quem tu mais te importas são tiradas da tua vida muito depressa, por isso devemos sempre despedir-nos das pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos. Aprendes que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos.
Começas a aprender que não te deves comparar com os outros, mas com o melhor que podes ser. Descobres que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que se quer ser, e que o tempo é curto. Aprendes que, ou controlas os teus actos ou eles te controlarão e que ser flexível nem sempre significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, existem sempre os dois lados.
Aprendes que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer enfrentando as consequências. Aprendes que paciência requer muita prática.Descobres que algumas vezes a pessoa que esperas que te empurre, quando cais, é uma das poucas que te ajuda a levantar. Aprendes que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que tiveste e o que aprendeste com elas do que com quantos aniversários já comemoraste. Aprendes que há mais dos teus pais em ti do que supunhas.
Aprendes que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são disparates, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprendes que quando estás com raiva tens o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobres que só porque alguém não te ama da forma que desejas, não significa que esse alguém não te ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprendes que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes tens que aprender a perdoar-te a ti mesmo. Aprendes que com a mesma severidade com que julgas, poderás ser em algum momento condenado.
Aprendes que não importa em quantos pedaços o teu coração foi partido, o mundo não pára para que tu o consertes. Aprendes que o tempo não é algo que possa voltar para trás.
Portanto, planta o teu jardim e decora a tua alma, ao invés de esperares que alguém te traga flores. E aprendes que realmente podes suportar mais... que és realmente forte, e que podes ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que tu tens valor diante da vida!
As nossas dádivas são traidoras e fazem-nos perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar.'
William Shakespeare
All Garve
Que bonito!
O Dr. Manuel Pinho, Ministro da Economia, foi-nos vendido há uns 2 anos e meio, antes da campanha de Sócrates, por uma entrevista na televisão, como um génio da economia que vinha do estrangeiro para fazer uma análise espectacular da política e economia portuguesa e também da europeia. Assim foi também com António Borges, um dos corsários do PSD. Eu nem devo saber contar o suficiente para saber quanto é que estes freaks gastam nas acessorias de imprensa.
Produtos dos seus gabinetes, são-nos vendidos como Ferraris mas depois saem Cadilac.
O Dr. Manuel Pinho veio do estrangeiro com a ideia de que em 4 anos transformava Portugal no país mais moderno do Universo e o Dr. António Borges também, diga-se, não chegou foi ao Governo.
O Dr. Manuel Pinho acha que, por mudar o nome turístico de uma região, ela vai crescer substancialmente neste sector de actividade.
Ora, eu posso não saber muito de muita coisa, o que é verdade, e de marketing então muito menos. Nunca tive jeito para o negócio. O que eu sei é que os turistas do Algarve que procuram, nos dias de hoje, as praias, as grandes quintas e os campos de Golfe são os mesmos turistas do All Garve. Curiosamente o Ministro também sabe isto porque foi ele que o disse! Isto no mínimo é sinistro! Então se ele sabe isto, que eu também sei e acho um disparate, para que é que foi gastar dinheirinho numa campanha de marketing? Só por causa do nome? Ó homem, eu também não gosto do nome de muitos sítios e não é por isso que tenho pretensão de lhes mudar o nome.
O Dr. Manuel Pinho deve ter uns sonhos esquisitos, porque da última vez que falei com um turista ele andava à procura de um restaurante português e não de um McDonald's. Talvez se ele entendesse que a merda dos preços é que afasta os turistas não estava a gastar tanto dinheiro numa campanha estéril. Se eu estiver errado faço um pedido de desculpas oficial aqui no blog, fica prometido.
Entretanto o calor está à porta e com ele os incêndios!
E hoje fiquei a saber que devo 12 mil e tal Euros ao estrangeiro. Gostava que me dissessem onde pagar que não gosto de dever nada a ninguém. A notícia é do DN.
O Dr. Manuel Pinho, Ministro da Economia, foi-nos vendido há uns 2 anos e meio, antes da campanha de Sócrates, por uma entrevista na televisão, como um génio da economia que vinha do estrangeiro para fazer uma análise espectacular da política e economia portuguesa e também da europeia. Assim foi também com António Borges, um dos corsários do PSD. Eu nem devo saber contar o suficiente para saber quanto é que estes freaks gastam nas acessorias de imprensa.
Produtos dos seus gabinetes, são-nos vendidos como Ferraris mas depois saem Cadilac.
O Dr. Manuel Pinho veio do estrangeiro com a ideia de que em 4 anos transformava Portugal no país mais moderno do Universo e o Dr. António Borges também, diga-se, não chegou foi ao Governo.
O Dr. Manuel Pinho acha que, por mudar o nome turístico de uma região, ela vai crescer substancialmente neste sector de actividade.
Ora, eu posso não saber muito de muita coisa, o que é verdade, e de marketing então muito menos. Nunca tive jeito para o negócio. O que eu sei é que os turistas do Algarve que procuram, nos dias de hoje, as praias, as grandes quintas e os campos de Golfe são os mesmos turistas do All Garve. Curiosamente o Ministro também sabe isto porque foi ele que o disse! Isto no mínimo é sinistro! Então se ele sabe isto, que eu também sei e acho um disparate, para que é que foi gastar dinheirinho numa campanha de marketing? Só por causa do nome? Ó homem, eu também não gosto do nome de muitos sítios e não é por isso que tenho pretensão de lhes mudar o nome.
O Dr. Manuel Pinho deve ter uns sonhos esquisitos, porque da última vez que falei com um turista ele andava à procura de um restaurante português e não de um McDonald's. Talvez se ele entendesse que a merda dos preços é que afasta os turistas não estava a gastar tanto dinheiro numa campanha estéril. Se eu estiver errado faço um pedido de desculpas oficial aqui no blog, fica prometido.
Entretanto o calor está à porta e com ele os incêndios!
E hoje fiquei a saber que devo 12 mil e tal Euros ao estrangeiro. Gostava que me dissessem onde pagar que não gosto de dever nada a ninguém. A notícia é do DN.
domingo, 18 de março de 2007
O James Bond da Política (descubram as diferenças)
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