terça-feira, 8 de maio de 2007

25 anos da ESAP-CESAP, mesa redonda de fotografia e outras actividades


COMEMORAÇÕES DOS 25 ANOS ESAP_CESAP
Programa_03 a 31 de MAIO de 2007 ÚLTIMAS ACTUALIZAÇÕES
A Escola Superior Artística do Porto (ESAP) e a sua entidade titular, a Cooperativa de Ensino Superior Artístico do Porto (CESAP) comemoram 25 anos de existência. Neste contexto, a ESAP vai levar a cabo uma iniciativa de comemorações (ver PROGRAMA).
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Na próxima semana (7 a 12 de Maio) decorrerá a semana de actividades prevista no cronograma académico de 2006/07 (proposta pelo Conselho Pedagógico) com a paragem das aulas inserida nas comemorações dos 25 anos a decorrer de 03 a 31 de Maio de 2007.
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Do referido Programa salientamos o dia 19 de Maio em que serão realizadas actividades referentes às comemorações conjuntas com as Escolas Profissional e Árvore.
ver mais ESAP
ver mais AE ESAP
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Ficam desde já convidados para a mesa redonda sobre fotografia a realizar na sexta dia 11 às 15h00 no auditório da ESAP (até pq faço parte da organização).
Terá o tema "A importância do ensino artístico na fotografia", moderado por Rui Prata com Julio de Matos, André Cepeda, Pedro Brum, Lucília Monteiro, Ana Pereira e Ema Ribeiro como convidados.

Exposição de pintura SEM TITULO de Patricia Afonso

Aqui fica uma sugestão, de 8 a 26 de Maio no Contagiarte.
Esta exposição é uma colectânea de vários trabalhos da Patricia, que alguns já tiveram o prazer de conhecer porque é uma "pinguina" desde há vários anos...



E depois do Adeus!

Meus caros,

Dado que este blog é um blog colectivo e a falta (já nem digo de posts, por parte de todos os colaboradores, que seria uma utopia) de comentários aos posts seja a regra e não a excepção encerro por aqui a minha colaboração no blog. Sou anti-voyeurismo neste caso porque - reafirmo - isto é um blog colectivo, de partilha e não de apenas recepção daquilo que poucos palermas têm para dar. Não é um adeus definitivo, espero, mas é um até depois muito triste.

25 anos depois ainda há quem chore...


Gilles Villeneuve
(1950-1982)

A 8 de Maio de 1982, pelas 13 e 52, Gilles Villeneuve fazia a sua última volta no circo da Fórmula 1. Ao tentar baixar o tempo de qualificação colide com um carro que regressava às boxes em velocidade lenta e capota várias vezes partindo o cockpit a meio. A morte seria anunciada horas depois e a Fórmula 1 perdia o seu maior génio.

Infelizmente nunca vi Villeneuve em directo e muito menos ao vivo. Felizmente vi-o inúmeras vezes em gravações. Deixo-vos com um dos inúmeros despiques que o notabilizaram. Neste video, Villeneuve vs Arnoux.

segunda-feira, 7 de maio de 2007

assuntos de "secretaria"

Sempre fomos e continuaremos independentes do Pinguim Café. É relevante dizer que também nunca o Pires tentou influenciar qualquer decisão do Clube. Ok, uma ou duas vezes lol. Mas nesta fase em que as coisas correm menos bem ou em que se quer que corram melhor, foi-nos feito o pedido para crescermos e limarmos algumas arestas. Parece-me justo que o façamos (tentarmos pelo menos). Foi com esse intuito, que surgiu a ideia de se renovar a “secretaria” do Clube. A ideia é proceder à reinscrição dos sócios (eu gosto mais de membros), definir critérios para a manutenção da mesma e compilar todas as paixões/apaixonados. Com isto, teríamos mais informação e permitiria um contacto mais fácil e ágil entre todos.

Peço-vos assim, que durmam sobre o assunto para amanhã, o podermos discutir com brevidade (sempre escrevi breviedade mas o Word dá-me erro… alguém me elucida?) que o Zé precisa de tempo para a sessão…até amanhã então, no sitio do costume.

A Vencedora

domingo, 6 de maio de 2007

O vencedor

Defendo a independência da Madeira e de Lisboa, deveriam ser entidades autónomas do país. Têm um rendimento per capita bastante acima da média nacional - ao nível da média comunitária - e têm feito o país passar vergonhas lá fora, o que é inadmissível. Independência Já! Aliás, na capital do Tejo, os eleitores poderiam aproveitar as eleições que se aproximam - e que devem coincidir com as inglesas, daí a viagem de Carmona a Inglaterra - para tomar essa posição. Na Madeira, que está hoje a votos, tal como a França e Timor, espero que o resultado seja o mesmo.


Eu, se fosse madeirense votava no Manuel da Bexiga. O partido que o lançou disse que "depois de 30 anos a ver os políticos a gozar com as pessoas, era bom ver as pessoas a gozar com os políticos". Por isso, hoje não torço por Royal ou Ramos-Horta, mas sim pelo Bexiga.

sexta-feira, 4 de maio de 2007

Dia Mundial da Liberdade de Imprensa

Ninguém se lembrou do “Dia Mundial da Liberdade de Imprensa”?

Apesar do atraso, a todos os que se esforçam por tornar este mundo melhor e mais livre, um grande abraço!

VIANA


Será sempre uma paixão esta cidade...


Para uma tarde de primavera proponho um pequeno roteiro: Visita à Basilica de Santa Luzia com subida obrigatória ao Zimbório (com céu limpo consegue-se mesmo ver Ponte de Lima). Seguir para a Citania de Santa Luzia e dar uma volta pela "Cidade Velha". Altura para dar um pulinho à Pousada do Monte de Santa Luzia e passar um fim de tarde com solzinho, na varanda sobre a cidade e descansar do passeio (para beber recomendo vivamente Stolichnaya Crystal com tónica). Antes de regressar ao Porto, fazer um desvio em direcção a Ponte de Lima pela N202 e jantar no Camelo (em Santa Marta). Aqui, os rojões à Minhota com enchidos e sarrabulho são (quase) uma obrigação, bem como as costelinhas bêbadas.

quinta-feira, 3 de maio de 2007

A terapia dos objectos transparentes nos nossos sentimentos.

Estranha forma de acordar os sentimentos, foi desta forma que a nossa cara amiga Ana, nos fez entrar em contacto com os nossos próprios sentimentos.

Sim, sentados no chão, em cima de mantas acastanhadas e envelhecidas, ou coloridas e alegres, deixemos os nossos corpos voarem nos céus da Arteterapia.
Foi esta a paixão brindada pela Ana, e o que é a Arteterapia?

A Arteterapia é o uso da expressão estética (desenho, pintura, modelagem, música, dança, construções, drama) no diagnóstico e no trabalho psicoterapêutico
A busca da terapia da arte, é uma maneira simples e criativa para resolução de conflitos internos, é a possibilidade da catarse emocional de forma directa e não intencional, visando não o resultado final da obra artística mas sim o conteúdo pessoal implícito em cada criação e explícito como resultado final.

Após esta introdução, deixo aqui a minha visão de como nos foi transmitida a paixão da Ana...

Assim sendo, fechem os olhos, sentem-se em cima da manta, envelhecida pelo tempo, que tiverem mais a mão, peguem num pincel e em tintas, nas folhas de um jornal velho, e agora sim, vamos pintar os objectos transparentes dos nossos sentimentos.

Sentindo o som de uma música que nos amedronta, deixando os nossos corpos escravos de recordações que retiram as asas que protegem a nossa alma, deixem o MEDO entrar nos pensamentos mais recônditos que já vivenciaram. Agora pintem. Pintem com a raiva que vos consome a alma, engulham a seco o MEDO que vos deixa despidos, sintam... vejam essas recordações que vos marcam a personalidade, pois MEDO é o maior sentimento perverso que podem experimentar. Isso continuem a pintar com a raiva que vos é transmitida pela música e pela sensação de MEDO... vejam todos os acontecimentos que marcam a vossa biografia de vida relativa ao MEDO...
Agora abram os olhos, relaxem, dobrem a folha de jornal, e atirem para longe o MEDO.

Em seguida ouvimos outra música que nos ataca com a força da sua batida carregada de RAIVA.
Fechem os olhos, e de pincel na mão atirem cá para fora toda a RAIVA que existe em vós, lavem-se da raiva como se fosse o sarro encrostado na vossa existência. Vejam todos os actos que durante toda a vossa vida vos deixaram vermelhos de RAIVA, agora pintem-nos no jornal que se estende perante vós como se fosse a extensão do vosso corpo. Isso, lavem-se da RAIVA, atirem-na para fora através das pinceladas... Isso, agora abram os olhos, e dobrando o jornal deitem fora esse sentimento.

Agora teremos de enfrentar o sentimento de PERDA-SAUDADE.
Sintam de novo a música que invade o nosso corpo, fazendo lembrar aqueles momentos em que alguem nos disse adeus com um sorriso nos lábios, ou de olhos fechados, lembrem-se das lágrimas que nasceram em vossos olhos e morreram no fundo do nosso queixo, sintam aquele aperto no coração de uma mão gélida e forte que nos deixa paralisados, sem saber o que fazer, só sentindo a PERDA-SAUDADE.
Chorem, gritem, enervem-se pois têm esse direito, sejam humanos e deitem cá para fora esse sentimento.
E de novo, a música vai desvanecendo, o jornal vai sendo dobrado e o sentimento atirado para longe.

Agora é a vez de um sentimento muito parecido com o anterior, é altura para enfrentarmos a SOLIDÃO.
Não tenham medo, fechem de novo os olhos, sintam a música triste que invade as vontades e os movimentos, pintem aquilo que se lembram, sintam-se na mais vasta SOLIDÃO, mas atirem-na cá para fora, lembrem-se das alturas em que eram um simples ponto no meio de riscos, em que a única pessoa que estava ao vosso lado era a sombra projectada pelo vosso corpo, não tenham medo de deixar as vossas emoções à flor da pele, sintam a SOLIDÃO, deixem-se banhar por ela, não tenham vergonha, pois estamos num grupo de amigos.
Abram os olhos, sorriam , já não existe SOLIDÃO, esse sentimento ficou na folha do jornal dobrada, ou rasgada, que se encontra atrás das vossas costas, pois o próximo sentimento é o melhor de todos eles...

Vamos sentir o AMOR...
Fechem os olhos, caros amigos, vamos colocar este sentimento na folha de um jornal...
Isso continuem a pincelar, mostrem a vós próprios a pureza e nobreza deste sentimento.
Se são casados, não tenham vergonha de pensar no primeiro amor, se são pais pensam no sorriso dos vossos filhos, se são solteiros pensem na face, ou toque, daquela pessoa que amam.
Enfim sintam o AMOR, na sua mais bela e pura forma.
Agora suavemente, dobrem a folha e ponham-na ao vosso lado, junto das outras.

Finalmente chegamos ao último sentimento, a ALEGRIA, mas este será pintado numa folha branca, pois caros amigos, vocês vão guardar este sentimento, será a vossa recordação.
Fechem de novo os olhos, ouçam a música que invade os vossos gestos, e pintem, pintem, pintem a folha branca, sejam alegres, pois a ALEGRIA tomou conta do vosso corpo, sintam-na, valorizem-na, pois tudo o que é mau ou que vos toca de forma única está atrás das vossas costas.... sintam a ALEGRIA.

E foi assim mais uma sessão do Clube dos Pinguins, peço desculpa pelo tamanho do post, mas só assim poderia mostrar aqueles que não lá estiveram como foi mais uma paixão apresentada, e aqueles que lá tiveram, podem ler e reviver a magnifica sessão da Ana, que através do MEDO, da RAIVA, da PERDA-SAUDADE, da SOLIDÃO, do AMOR e por fim da Alegria, nos levou a fazer uma viagem interior, uma viagem só nossa.


Beijos e abraços
Águia
Advertising has us chasing cars and clothes, working jobs we hate so we can buy shit we don't need. We're the middle children of history, man. No purpose or place. We have no Great War. No Great Depression. Our Great War's a spiritual war... our Great Depression is our lives. We've all been raised on television to believe that one day we'd all be millionaires, and movie gods, and rock stars. But we won't. And we're slowly learning that fact. And we're very, very pissed off.
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You're not your job. You're not how much money you have in the bank. You're not the car you drive. You're not the contents of your wallet. You're not your fucking khakis. You're the all-singing, all-dancing crap of the world.
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proxima terça, partilharei convosco um filme que se tornou numa paixão pela maneira que me fez pensar na vida. Espero-vos bem cedo no Pinguim
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I am Jack's smirking revenge

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Quiz musical - A resposta


E assim de repente, alguém se lembra desta música?
E a quem pertence?
Fica o desafio...

P.S. Para ouvir a música clicar aqui e premir play


Os ilustres interpretes do tema dão pelo nome de Bramassaji (ver biografia) .
A década de 80 foi proficua no movimento MMP (música moderna portuguesa) e estes senhores eram apenas um dos muitos exemplos em voga.
Ainda que muitos hoje possam questionar a qualidade dos seus temas, quem viveu esta época e tinha o ouvido massacrado pela musica popular (nacional e estrangeira), sorvia estes sons com enorme avidez.
Este jogo foi um pequeno tributo à banda de Carlos Vieira ( mentor das noites Ritual Rock) e Rui Espírito Santo que, pelo menos a mim, mostraram que em Portugal era possivel ousar cantar em Português num formato alternativo.
P.S. - Resta-me agradecer a todos os que alinharam no jogo e esperar que daqui possam nascer mais quiz.

a janela continua aberta...


Depois da sessão da Ana, S. Pedro decidiu presentear-me com este arco-iris. Fenómeno que sempre associei à alegria... fica aqui então, a minha homenagem à sessão.
Abraços/Beijinhos

terça-feira, 1 de maio de 2007

As Maias




"O Culto das Maias


É tema vasto e dinâmico, interessante e dialéctico a mobilizar historiadores, linguistas e etnógrafos na senda de explicar a origem e afirmação em Portugal. As hipóteses e teses formuladas são várias e divergentes; mas, numa coisa estão todos de acordo e que reside na práxis de no dia 1º de Maio colocar um ramo de flores, cereais ou ramagens de arvoredos nas searas e nos campos, nos cruzeiros e portas de igreja, nas portas e janelas das habitações, nos carros de bois e orelhas dos animais (principalmente dos rebanhos ovinos e caprinos), nas camionetas e tractores, nas locomotivas e nos barcos, etc.,etc..

As explicações e razões do feito assumem contextos geo-estratégicos, religiosos e étnico-culturais bem diferentes.

Assim, a tradição simbólica afirma a Maia ser uma ninfa que abrigava o amor do deus Zeus numa caverna e ser a mãe de Hermes. No entanto, a tradição romana opina a Maia ser uma ninfa diferente da arcadiana e personificar o despertar da natureza e afirmar-se como sendo a deusa da fertilidade e propulsora da energia vital.

Outros, invocam como sendo a deusa Flora passível de traduzir o florir das árvores. Este conceito foi introduzido em Roma e Fides por Tito Tácios de parceria com outras divindades sabinas e deu origem a que os povos romanos (não latinos) consagrassem o primeiro mês da Primavera (Abril no calendário romano) à festa das Florálias maximizada em jogos de cortesia.

Por sua vez o mundo católico associa o culto das Maias à Salvação de Cristo explicado no facto de aquando da perseguição movida pelos Judeus visando matar Jesus, este se refugiar numa habitação em que os judeus colocaram um ramo de giestas à porta para na manhã seguinte O prender. No entanto, durante a noite todas as portas receberam ramos de giestas o que impossibilitou a identificação da casa em que Jesus se abrigara e por consequência a Sua Salvação.

Outras explicações coexistem na imaginação poética e popular e um facto não negado é o desde tempos ancestrais na noite do 1º de Maio lançar-se as Maias e apor-se flores e ramagens nas janelas e portas, nichos e cruzeiros, carros e bicicletas, animais e locomotivas, etc., visando honrar e cantar o amor, saudar a natureza e início do ciclo agrário, ou tão pouco apelar à protecção contra os demónios e maus olhados."

Correia Góis

1 de Maio

Manifestação de 1 de Maio de 1886 em Chicago
Sou geralmente contra as greves e defendo a "extinção" dos sindicatos. Muito porque transportam em si o “bota-abaixismo” de que o nosso primeiro (ex-Engenheiro) tanto fala. Mas o 1º de Maio é mais, é muito mais. Mais do que comunistas vestidos de sindicalistas, mais do que greves em vésperas de feriado (que jeito que dá a ponte), mais do que palavras de ordem, mais do que autismo politico e completa ausência de noção da conjuntura em que nos encontramos. O 1º de Maio é a luta do trabalhador, mas do trabalhador apolítico que luta pela sua dignidade e por melhores condições de trabalho. É a luta de 500 000 que apesar de fazerem uma manifestação pacífica viram morrer dezenas entre os seus pares. O 1 de Maio será sempre o dia do trabalhador… não o da corja que se diz sua defensora.